sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Carretinha da Saúde na Comunidade Santa Marta


As atividades da Carretinha da Saúde, na CF Santa Marta,foram realizadas nos dias 16 e 17, das 9 as 16h, e foi um sucesso!

As atividades contaram com a participacão, das equipes da Clínica da Família Santa Marta, da UFRJ(através da participação da professora Dra Kátia e seus alunos de medicina) e dos voluntários do Morhan. As atividades desenvolvidas foram: panfletagem na comunidade feita pelos ACS e voluntários do Morhan, apresentações de teatro pelo grupo do Curupaiti e suspeição diagnóstica de hanseniase e outras dermatoses, bem como, matriciamento em dermatologia. Além disso, também foram distribuídos kits de saúde bucal e realizadas orientações sobre hanseníase e saúde bucal. No primeiro dia foram atendidas 79 pessoas e no segundo 51 pessoas num total de 130 atendimentos. Nenhum caso de hanseníase foi detectado e todos os casos receberam atendimento médico, os casos também foram encaminhados para continuidade de tratamento na CF Santa Marta.

A Carretinha da Saúde é uma pequena carreta adaptada com três ambulatórios – além de palco para atividades de educação em saúde – que se transforma em sala de espera e acolhimento climatizada com recursos multimídia e elevador para portadores de deficiências, para diagnóstico imediato de hanseníase.

A iniciativa é um projeto do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), com patrocínio da EBX e apoio da Secretária de Estado de Saúde do RJ, Secretarias Municipais de Saúde, através do Conselho de Secretarias Municpais de Saúde (Cosems-RJ) e RIOSOLIDÁRIO – Obra Social do RJ.

- Pretendemos, com a inovação, ajudar na identificação e tratamento de hanseníase principalmente em áreas de populações excluídas ou de dificuldade de acesso, em áreas rurais e regiões pacificadas por UPPs, além de dar suporte no atendimento médico durante catástrofes, como a das chuvas ocorridas no início do ano, na Região Serrana, quando a Carreta da Saúde auxiliou na assistência aos desabrigados – explicou o coordenador nacional do Morhan e conselheiro nacional de Saúde, Artur Custódio.

O Brasil ocupa atualmente a primeira posição no mundo em incidência de hanseníase, com cerca de 40 mil novos casos por ano, seguido do Nepal e Timor Leste. Já o estado do Rio, embora apresente uma incidência duas vezes menor que a média nacional, tem municípios que não conseguem identificar os casos de hanseníase, e a média de casos que se apresentam com sequelas devido ao diagnóstico tardio é maior que a taxa nacional.

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