A discriminação às pessoas que vivem com HIV e aids tem sido um dos grandes empecilhos para o combate mais eficiente da epidemia de aids. Para eliminar todas as formas de preconceito, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) - com apoio do Ministério da Saúde e da Arquidiocese do Rio de Janeiro - realizou na sexta-feira (23), no Cristo Redentor a solenidade dentro do projeto Zero Discriminação. A campanha promove nas redes sociais o respeito às diferenças e a solidariedade entre todas as pessoas, por uma sociedade sem estigmas e preconceitos.
O Ministério da Saúde investiu, desde 2006, R$ 8,5 milhões em 256 projetos para fortalecer ações de promoção e defesa dos direitos humanos relacionados à epidemia de DST, aids e hepatites virais. O público alvo dessas ações são pessoas vivendo com HIV/aids, portadores de hepatites virais, gays e homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam álcool e outras drogas, profissionais do sexo, travestis e transexuais.
“O preconceito é uma das grandes vulnerabilidades das pessoas que vivem com HIV e aids e um entrave ao acesso às políticas publica de enfrentamento à epidemia. Para combater essa vulnerabilidade, o Ministério da Saúde pauta todas as suas políticas no respeito à diversidade e na promoção de direitos humanos”, explica Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Durante a cerimônia, o diretor executivo adjunto do Programa Conjunto das nações Unidas sobre o HIV e aids (UNAIDS) disse que a mensagem central desta campanha é a luta contra todos os tipos de preconceito. “O mundo está passando por uma crise, com o crescimento do preconceito e da intolerância. E a única forma de responder a essa crise mundial e combater esses males é por meio da cooperação de todos os setores da sociedade. Só venceremos essas chagas trabalhando juntos”, completou.
O Cardeal Dom Orani Tempesta que também esteve presente à cerimônia, disse que “todos devem entrar na luta contra todo tipo de preconceito que assola nossa sociedade, pois só assim conseguiremos construir uma sociedade melhor”, reiterou.
Zero discriminação – O evento reuniu a campanha UNAIDS - Zero Discriminação e a campanha Somos Todos Iguais, da reitoria do Cristo Redentor e da Arquidiocese do Rio de Janeiro, igualmente dedicada a promover o respeito aos direitos humanos.
O evento contou também com a presença de representantes de diversos setores da sociedade e dos os netos do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela – Kweku Mandela e Ndaba Mandela. Além de ter apoio do Departamento de Fundamentos de Enfermagem das Universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Veiga de Almeida (UVA).
Lançada pelo UNAIDS, a campanha Zero Discriminação tem como meta combater estigma e preconceito que impeçam o direito a uma vida plena, digna e produtiva. Liderada pela porta-voz do UNAIDS para a Zero Discriminação e vencedora do prêmio Nobel da Paz Daw Aung San Suu Kyi, a iniciativa busca mobilizar jovens, comunidades, organizações religiosas e defensores dos direitos humanos para a promoção da inclusão e do respeito a esses direitos inalienáveis.
Cenário - A epidemia de aids no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20 casos de aids a cada 100 mil habitantes, o que representa 39 mil casos novos da doença ao ano. Estimativas indicam que, atualmente, 718 mil pessoas vivam com HIV, sendo que 150 mil desconhecem sua situação. O desconhecimento da sorologia é hoje um dos desafios a serem enfrentados no combate à doença no país. Atualmente, estão em tratamento - com medicamentos antirretrovirais ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - cerca de 340 mil pessoas.
Fonte: MS




16:58
Sebástian Freire
Posted in:

0 comentários:
Postar um comentário