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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Administração de medicamentos: Quais não devem ser macerados?

Algumas apresentações de medicamentos administrados via oral não devem ser maceradas. Tais apresentações são especialmente formuladas para liberar os seus compostos farmacológicos gradualmente no decorrer das horas. E com qual finalidade? Proteger os princípios ativos do pH baixo do estômago, bem como proteger a mucosa gástrica dos efeitos irritantes que algumas drogas possuem. Da mesma maneira, alguns medicamentos possuem um revestimento entérico, formulado com a intenção de permitir que tais medicamentos passem intactos pelo estômago e liberem seus princípios ativos diretamente no intestino. Tal mecanismo protege o estômago dos efeitos irritantes da droga, evita que o fármaco seja destruído pelo suco gástrico e atrasa o início da ação do medicamento. Formulações de ação estendida (liberação lenta) são feitas para liberar a droga por um longo período de tempo. Essas formulações incluem comprimidos comprimidos em múltiplas camadas, nos quais a droga é liberada quando cada camada se dissolve. Há também pílulas de liberação mista, que se dissolvem em intervalos de tempo diferentes. Alguns medicamentos de ação estendida possuem duas metades, podendo, assim, ser quebrados em duas partes sem que se afetem os mecanismos de liberação da droga. Ainda assim, tais medicamentos não podem ser macerados ou mastigados.


Variadas formulações de ação ou liberação estendida podem ser identificadas por abreviações comuns nos seus nomes comerciais. Essas siglas incluem: CR (liberação controlada), CRT (tablete de liberação controlada), LA (longa ação), SR (liberação sustentada), TR (liberação temporizada), SA (ação sustentada) e XL ou XR (liberação estendida).

XR (eXtended Release - Liberação Estendida): A liberação estendida tem como objetivo manter a liberação do fármaco por um período maior de tempo. Neste tipo, a liberação é suficientemente lenta para que seja possível estender o intervalo entre as doses por duas vezes ou mais. Exemplos: Efexor XR, Cipro XR, Glifage XR, Alenthus XR, Frontal XR.

SR (Sustained Release - Liberação Sustentada): modalidade da liberação estendida que permite uma rápida liberação de uma dose ou fração do princípio ativo, seguida de uma liberação gradual da dose restante, por um período de tempo prolongado. Ou seja, ação rápida e duradoura. Exemplos: Voltaren SR, Indapen SR.

Outras variações são:

AP (Ação Prolongada): Exemplo: Tylenol AP
LP (Liberação Prolongada):  Exemplo: Biofenac LP
DI (Desintegração Instantânea):  Exemplo: Biofenac DI
CLR (Crono-Liberação Regulada): Exemplo: Biofenac CLR
CD (Controlled Diffusion): controle da liberação do princípio ativo. Exemplo: Angipress CD
SRO (Sustained Release Oral): Exemplos: Hydergine SRO, Parlodel SRO
CR (Controlled Release): Exemplos: Tegretol CR, Adalat CR

E existem ainda algumas siglas que não têm a ver com a modificação na liberação, como nos casos do Tylenol DC (Dor de Cabeça) e Feldene SL (Sub-Lingual).

Temos ainda a sigla BD (Bis in Die): Bis in die é uma expressão em latim que significa duas vezes em um dia. Os medicamentos com a sigla BD, portanto, devem ser tomados 2 vezes ao dia. São medicamentos que, em suas versões “normais”, devem ser tomados 3 vezes ao dia (a cada 8 horas), e nas versões BD, apenas 2 vezes (a cada 12h), o que facilita a adesão ao tratamento e a correta utilização destes medicamentos. Exemplos: Amoxil BD, Clavulin BD, Velamox BD.

Ocasionalmente, algumas drogas não podem ser maceradas porque são irritantes para a mucosa oral, são extremamente amargos ou possuem corantes que podem manchar os dentes ou o tecido mucoso da boca.


A tabela abaixo contém uma lista de medicamentos que não devem ser mastigados ou macerados. Uma apresentação líquida pode ser encontrada para muitos desses medicamentos. Entretanto, a dose ou a frequência de administração podem ser diferentes daquelas utilizadas nas apresentações de liberação lenta. 

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Fontes: NursingCrib e Blog Opinião Farmacêutica