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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Infertilidade não é empecilho para quem quer ser pai

Mesmo que não seja por aviso dos hormônios, homens sentem a hora de se tornar pais. E quando bate a vontade e o consenso com a parceira, dispensam-se os métodos contraceptivos e inicia-se a preparação para a notícia.

Mas nem sempre abrir mão dos cuidados anticoncepcionais resulta em uma gravidez. Segundo o urologista Sidney Glina, um casal deve manter relações sexuais três vezes por semana, durante um ano, quando está tentando engravidar. Após esse período, se não tiver ocorrido a fecundação, é recomendado que a mulher procure um ginecologista e o homem, um urologista. “(No caso do homem) o primeiro passo será requisitar um espermograma para determinar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides”, esclarece.

A infertilidade masculina é tão recorrente quanto a feminina: em torno de 30% para cada grupo, sendo os 40% restantes devido a algum motivo em comum do casal ou às chamadas infertilidades sem causa aparente. Entre as condições mais frequentes associadas à infertilidade masculina estão problemas na produção do espermatozoide e problemas no caminho destes espermatozoides até o óvulo. Em ambos os casos, a infertilidade pode ser revertida com tratamento médico adequado.

A baixa produção ou produção inadequada de espermatozoides pode acontecer por alterações hormonais, varicocele (varizes no testículo) e processos inflamatórios. Nestes casos, o tratamento pode ser feito com medicamentos ou cirurgias e dura cerca de 3 a 4 meses, tempo que “o testículo demora para produzir espermatozoides”, explica Glina. Este período é considerado o tempo mínimo de reversão da infertilidade.

Nos casos de irreversibilidade ou falha nos tratamentos mais simples, deve-se recorrer à inseminação artificial, fertilização in vitro, ou injeção intracitoplasmática de esperma (ICSI). Sidney Glina alerta, no entanto, que é preciso interesse, disponibilidade e dinheiro para levar o tratamento adiante, já que o acesso à reprodução assistida no serviço público é restrito. Considerando que estes três fatores coexistam, a paternidade está praticamente garantida. “A reprodução assistida é um tratamento efetivo”, garante o médico.

Os bons resultados da inseminação e fertilização não contemplam, porém, aqueles que tenham ausência total de espermatozoides. Apesar de ser uma condição rara, pode acontecer. Neste caso, o sonho de ser pai não precisa ficar adormecido. Há, ainda, a possibilidade de utilizar sêmen de um doador ou optar pela adoção.

Fertilidade x Idade - Se por um lado o aparelho reprodutivo feminino começa a sofrer alterações a partir dos 35 anos, por outro, a infertilidade masculina tem pouca associação com a evolução da idade. É sabido que a produção de espermatozoides vai diminuindo com o tempo, mas diversos especialistas apontam que até os 70 anos o homem pode ser pai com facilidade, principalmente se sua parceira tiver menos de 35.

Segundo Glina, a idade do homem interfere pouco em sua capacidade de procriar. “O homem mais velho produz mais espermatozoides com alteração genética. Mas o impacto disto é bem menor na prole”, diz, ao comparar com o efeito da idade na fertilidade feminina.

Inseminação pelo SUS - No Sistema Único de Saúde(SUS), para ser diagnosticado como infértil, o casal precisa ter tido relação sexual sem utilização de método contraceptivo durante o período de um a dois anos sem que tenha resultado em gravidez. Neste caso, eles devem passar por consulta na atenção básica e realizar os exames necessários.

De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente, nove unidades hospitalares no Brasil oferecem tratamentos para infertilidade pelo SUS. Como a organização de cada serviço é definida pelo gestor local, o tempo médio de espera e o número de tentativas autorizadas para cada casal dependem de cada serviço.

Confira a relação dos hospitais:

- Centro de Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), em Brasília (DF);
- Centro de Referência em Saúde da Mulher – Hospital Pérola Byington, em São Paulo;
- Hospital das Clínicas de São Paulo;
- Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP);
- Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte (MG);
- Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (RS);
- Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS);
- Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP, em Recife (PE)
- Maternidade Escola Januário Cicco, em Natal (RN).

Fonte: MS

domingo, 24 de agosto de 2014

Participação do pai durante a gestação garante segurança à mãe no momento do parto

Frequentar as consultas do pré-natal, os exames e os cursos para casais gestantes ajuda a informa ao homem sobre como funciona o trabalho de parto e as possíveis intercorrências, o que, na prática, garante um nascimento mais tranquilo. “Tanto no parto normal quanto na cesariana, o papel dele é essencial para o aporte emocional da mulher, que deve ser feito por meio de ações que a acalme, passe segurança, coragem e confiança”, expõe Caroline Laurindo, enfermeira do Hospital Bom Jesus.

No momento do parto, o lugar do pai deve ser ao lado da mulher – na cabeceira da maca. Nesta etapa, ele deve auxiliá-la com exercícios de respiração, relaxamento e força, com palavras de encorajamento e motivação. “Muitos pais não querem participar porque não sabem muito bem o que esperar, por isso a importância de acompanhar as consultas médicas e tirar as dúvidas sobre o parto”, explica.
Devo assistir ao parto?

Apesar de ser um grande facilitador no momento do parto, o companheiro pode optar por não participar do nascimento do filho. O homem que consegue controlar o nervosismo, por exemplo, passa maior segurança à parceira, porém há outros que ficam tenso e podem atrapalhar tanto a concentração da mulher, quanto o trabalho da equipe médica. “O ideal é que o casal converse sobre as reações do parceiro antes do início do trabalho de parto, para que não ocorra nenhum imprevisto ou desentendimento”, orienta a profissional.
Para os pais que estão seguros em participar do parto e se sentirem impedidos de alguma forma, a Lei 11.108 de abril de 2005 regulamenta a presença do acompanhante. Porém, a mulher também tem o direito de decidir se deseja ou não que o companheiro esteja ao seu lado. “Há mulheres que não querem que o homem veja o momento do nascimento, pois temem a perda da libido”, revela.

Além do consenso entre o casal, deve haver a liberação o médico, que pode vetar a participação do pai nos casos de gravidez de alto risco. “É importante salientar que, além de poder facilitar o processo do nascimento, a presença do pai no parto internaliza e fortalece o vínculo familiar”, finaliza.

Fonte: Blog da Saúde

sábado, 24 de maio de 2014

Saúde da Criança: Conheça os benefícios do Método Canguru


Há 14 anos, vários bebês que nascem prematuros ou com baixo peso no Sistema Único de Saúde (SUS) têm usufruído de um método capaz de oferecer vários benefícios a essas crianças que precisam de cuidados especiais. O método canguru aproxima o bebê dos pais, deixando a criança menos tempo na incubadora e mais tempo no colo da mãe e do pai, conforme explica a consultora da Área Técnica da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Zeni Lamy.

“Transfere o bebê da incubadora para o colo da mãe, esse colo tem que estar desnudo, ela não pode estar com roupa, é muito importante o contato da pele do bebê com a pele da mãe ou do pai, e ela deve estar sentada, depois é colocada uma faixa e depois a roupa dela, ou a roupa da UTI, e aí é importante que ela relaxa, que a cadeira tenha encosto, que tenha sustentação para os pés", destaca Zeni.

A consultora do Ministério da Saúde falou também sobre os benefícios do método canguru. “Um grande estímulo ao aleitamento materno, o aumento do vínculo materno, o método canguru tem reduzido abandono dos bebês nas maternidades e também temos trabalhos mostrando que esse bebê é melhor cuidado em casa, as mães, os pais, que participam do método canguru eles têm maior atenção ao retorno dessa criança aos ambulatórios, com a caderneta de vacinação isso também é muito importante na redução da mortalidade infantil”, afirma.

O bebê da cabeleireira Elenilde Lima foi beneficiado recentemente pelo método canguru oferecido pelo Hospital da Universidade Federal do Maranhão. A criança nasceu no início do sexto mês de gestação, pesando apenas 700 gramas. “Depois que eu comecei a fazer o método canguru eu me senti mais segura, eu criei mais vínculo. Senti que quando a gente fazia o método canguru mais vezes, por mais horas, eu senti ele melhor, ganhando peso, do que outros bebês que as mães não estão, não podem”, conta Elenilde, destacando que o método foi fundamental para o desenvolvimento da criança.

Cerca de 160 maternidades brasileiras vinculadas ao SUS utilizam o Método Canguru. Para saber mais, acesse www.saude.gov.br/crianca

Fonte: MS

terça-feira, 21 de maio de 2013

Gestantes têm direitos assegurados no aviso prévio


Gestantes têm direitos assegurados no aviso prévio


gravida_divulgaçãoGrávidas que estiverem sob aviso prévio terão mais estabilidade no emprego, é o que diz a Lei 12.812. A garantia também será válida nos casos de aviso prévio indenizado, quando a empregada recebe o salário referente ao período de aviso mas não é obrigada a comparecer ao serviço. A medida, sancionada na última sexta-feira (17/05), passa a valer em todo o Brasil.
A condição essencial para assegurar a estabilidade à empregada grávida é o fato de a gravidez ter ocorrido durante o contrato de trabalho, independentemente do conhecimento do fato pelo empregador.
Antes da mudança, a Lei não tratava do aviso prévio. Ou seja, a trabalhadora não podia ser demitida sem justa causa somente com a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
A Lei também assegura a estabilidade provisória àquelas empregadas cujos contratos têm prazo determinado para o encerramento. O empregador que desrespeitar tal garantia irá arcar com a indenização pelo período integral da estabilidade prevista na Constituição Federal.
Decisão judicial
Em 6 de fevereiro deste ano, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho assegurou estabilidade provisória no emprego a uma trabalhadora que ficou grávida durante o curso do aviso prévio.
A extensão do direito à estabilidade à gestante em aviso prévio reflete a Lei já consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, no sentido de que a concepção durante o curso do aviso prévio assegurará a estabilidade provisória da empregada gestante.
A justificativa legal ocorre porque a relação de emprego ainda se encontra em vigência, já que o aviso prévio, cumprido ou não, integra o contrato de trabalho para todos os efeitos.
Fonte: Portal Brasil
  1. Gestantes têm até o dia 21 para tomar vacina contra H1N1
  2. Saúde das gestantes – Rumo a uma das oito metas do milênio
  3. Artigo: Assédio moral contra o funcionário, você sabe quais são seus direitos?
  4. Consumo de álcool entre gestantes preocupa
  5. Empresa não é obrigada a dar licença maternidade de 180 dias