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sexta-feira, 31 de março de 2017

Inscrições abertas para o curso Atenção Integral à Saúde do Homem

Profissionais de saúde de nível superior, interessados em aprofundar os conhecimentos relacionados à saúde do homem, já podem se inscrever no mais novo curso da Universidade Federal de Santa Catarina, integrante da Rede UNA-SUS. Fruto da parceria com o Ministério da Saúde, a capacitação Atenção Integral à Saúde do Homem tem como objetivo qualificar os profissionais para a promoção de ações em saúde que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população masculina, redução dos índices de mortalidade por causas evitáveis, bem como para o aumento da expectativa de vida dessa faixa da população. As inscrições podem ser realizadas até 30 de maio, pelo site.

Os homens brasileiros vivem, em média, 7,4 anos a menos que as mulheres. Entre as causas de morte prematura estão a violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares e infartos. Essas últimas, juntamente com as estatísticas que mostram que o homem normalmente adentra o Sistema Único de Saúde pelos serviços de atenção especializada - média e alta complexidade, apontam uma necessidade de aumento na busca regular de medidas de prevenção primária.  

 A partir desse panorama, o Ministério da Saúde implementou, em 2009, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem com vistas à promoção de ações em saúde que contribuíssem para a compreensão da realidade singular masculina e propiciassem um melhor acolhimento no SUS, com foco especial à Atenção Primária.

Política Nacional da Saúde do Homem - Além de evidenciar os principais fatores de morbimortalidade, a Política explicita o reconhecimento de determinantes sociais que resultam na vulnerabilidade da população masculina aos agravos à saúde. Em suas diretrizes também considera que representações sociais sobre a masculinidade vigente comprometem o acesso à atenção integral e repercutem de modo crítico na vulnerabilidade dessa população a situações de violência e de risco para a saúde. Mobilizar a população masculina brasileira pela luta e garantia de seu direito social à saúde é um dos desafios dessa política.

“Durante muito tempo as unidades básicas de saúde (UBS) foram consideradas espaços materno-infantis. Tanto a Política quanto o curso buscam fazer o profissional de saúde repensar essa relação de binômio (mãe e filha), incluindo agora o homem, o pai e parceiro nesse processo de saúde”, explica o coordenador Nacional de Saúde dos Homens, Francisco Norberto.

Segundo Norberto, o curso foi desenvolvido com o objetivo de implementar e fortalecer a Política de Saúde do Homem, provendo aos profissionais de saúde o conhecimento necessário para reconhecer as especificidades desse tipo de assistência e, consequentemente, aproximar os homens dos serviços de saúde e suas respectivas ações de promoção e prevenção.

“Com prevenção, promoção e cuidado na Atenção Primária, reduziremos o número de internações e morbimortalidade por doenças crônicas (diabetes e hipertensão), provendo longevidade e qualidade de vida para esse homem. É um ganho para o SUS, para o núcleo familiar do qual esse homem faz parte e, consequentemente, para toda a comunidade”, analisa o coordenador.

O curso - Para a enfermeira e conteudista do curso, Carolina Carvalho Bolsoni, o cuidado à saúde do homem deve ser tão importante quanto o que já é oferecido para saúde da mulher e da criança, por exemplo. “Buscamos, por meio do curso, sensibilizar os profissionais de saúde para a atenção à saúde dos homens, em especial a necessidades de trazê-los para as unidades de saúde para que as ações de promoção de saúde e prevenção das doenças possam ser realizadas”, explica.

Assim, a metodologia do curso se reflete, principalmente, na relação dinâmica entre teoria e prática, na apropriação e discussão das questões que envolvem a saúde dos homens. Para isso, os conteúdos são trabalhados a partir da perspectiva relacional de gênero e representações sociais aliados às questões de morbimortalidade que mais acometem os homens na faixa etária de 20 a 59 anos.

De acordo com Bolsoni, durante a formação são utilizados diversos recursos educacionais como e-books, vídeos, fórum de discussão e casos exitosos para facilitar o processo de aprendizagem. “É um curso muito bem estruturado, com leitura fluida e material interativo. Por meio dos fóruns, por exemplo, é possível compartilhar com os demais colegas como eles estão tratando das especificidades da saúde do homem e assim aprimorar sua assistência para esse público”, avalia.

Com carga horária de 120h, o curso é dividido em quatro módulos dos quais dois são obrigatórios (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem e Acesso e Acolhimento na Atenção Integral à Saúde do Homem) e os outros dois ficam à critério do aluno, que poderá escolher entre os seguintes temas: Prevenção e Cuidados às Doenças Prevalentes em Homens; Morbimortalidade por Causas Externas na Saúde do Homem; Atenção à Saúde Mental do Homem; Saúde Sexual e Reprodutiva do Homem; Paternidade e Cuidado; Homens e Atenção à Saúde no Trabalho.

Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse o link www.unasus.gov.br/cursos.

Fonte: SE/UNA-SUS

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A gravidez também é um assunto de homem!


#SaúdeDoHomem - Converse com a sua parceira, falem sobre suas emoções e o que esperam desta nova vida. ;) 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

CICLO DE DEBATE ABORDA A SAÚDE DO HOMEM


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promove nesta quarta-feira, dia 21, às 13h30, a 21ª sessão de 2015 do Ciclo de Debates da SUBPAV, com o tema “Como fisgar o homem para o cuidado na APS?”. 

O objetivo do encontro é divulgar estratégias para a melhoria do acesso da população masculina à Atenção Primária, discutindo as possibilidades do cuidado da saúde do homem. 

Entre as principais ideias do evento, está a discussão da importância da integração do homem no cuidado da família, juntamente às mulheres e aos filhos. Na abordagem do tema, serão promovidas reflexões sobre as dificuldades da captação dos homens e sobre as estratégias para a melhoria do atendimento desta parcela da população. 

O debate é promovido pela Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde (SUBPAV), voltado principalmente para profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde (DAPS), em especial urologistas, ginecologistas, obstetras e pediatras. 

O evento acontece no Auditório do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, no Edifício Edilson Passos, Avenida rio Branco 124, 25º andar, no Centro do Rio (estação do Metrô Carioca), das 13h30h às 17h. 

Os interessados podem se inscrever através do link: http://migre.me/rO1v1

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Saúde do Homem | Vasectomia

A vasectomia é um procedimento cirúrgico simples, seguro e rápido. Consiste em cortar e obstruir os canais deferentes que se encontram dentro da bolsa escrotal, com o objetivo de impedir a presença de espermatozoides no líquido ejaculado pelo homem. A cirurgia demora cerca de 20 a 30 minutos, a anestesia é local e o homem não precisa ficar internado. O processo não afeta o desempenho sexual.

A cirurgia não tem efeito imediato nas primeiras ejaculações após o procedimento, pois ainda existem espermatozoides no líquido ejaculado, ou seja, existe o risco do homem engravidar a mulher. A vasectomia não será segura até que o espermograma - exame do líquido que o homem ejacula, mostre que não existem mais espermatozoides no líquido ejaculado. O espermograma deverá ser feito após, pelo menos, 30 ejaculações.

A prática sexual pode ser realizada após a revisão da cirurgia e essa revisão acontece uma semana após o procedimento. Mas é importante salientar a necessidade do uso do preservativo ou de qualquer outro método contraceptivo até que seja feito o espermograma para constatar a ausência de espermatozoides no sêmen.

A vasectomia não causa nenhum problema de saúde. É importante lembrar apenas que, apesar ser uma cirurgia simples, pode apresentar riscos e problemas como qualquer outra cirurgia. Entre eles, dor no local da cirurgia, hematoma escrotal, sangramento e infecção. A operação não afeta o homem em sua virilidade, ele apenas não poderá mais ter filhos. O aspecto e a quantidade de sêmen continuam iguais, a única alteração é a inexistência de espermatozoides.

Reversão: Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, paralelamente ao aumento do número de homens vasectomizados, têm aumentado o número daqueles que passam a desejar ter novos filhos. A causa mais comum é a constituição de novas famílias com mulheres que ainda não têm filhos. Outras eventuais, como falecimento de filhos, também são citadas esporadicamente. Muitos ainda desconhecem dados sobre a real possibilidade de reversão microcirúrgica da vasectomia que imaginavam como “definitivas”. O tempo entre a vasectomia e a sua reversão é de vital importância para a obtenção dos melhores resultados. Nas reversões com menos de 03 anos após a vasectomia, a chance de obtenção de espermatozoides no esperma ejaculado é de 95 % com 76 % de taxa de gravidez. Entre 03 e 08 anos, 88 % com 53 % de chances de gravidez. Entre 9 a 14 anos, 79 % e 44 % de gravidez. Após 15 anos, 71 % de permeabilidade dos deferentes com 30 % de gravidez. É importante lembrar que essas taxas de gravidez são obtidas por meios naturais.

Critérios legais: No Brasil, a lei do planejamento familiar (lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996) permite realizar a esterilização cirúrgica voluntária somente em algumas situações. No caso da vasectomia, em homens com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade ou, pelo menos com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviços de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce.

A vontade do homem ou do casal de realizar a cirurgia deve ser registrada em documento escrito, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, dos possíveis efeitos colaterais, das dificuldades de sua reversão, da possibilidade de se optar por métodos anticoncepcionais reversíveis. Em caso de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges.

O método é eficaz e a taxa de gravidez é de, aproximadamente, 1 em cada 700 homens, no período de um ano após a cirurgia. É muito importante que o homem e/ou o casal estejam adequadamente informados e conscientes da decisão.

A vasectomina está prevista no SUS, entretanto, até o presente momento, a cirurgia de reversão de vasectomia (vasovasostomia) não consta no rol dos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde. O cidadão pode entrar em contato com a Ouvidoria do Ministério da Saúde através do telefone 136 para obter mais informações e ser referenciado, caso seja necessário.

Fonte: Coordenação Nacional de Saúde dos Homens -CNSH/DAET/SAS / Blog da Saúde


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Infertilidade não é empecilho para quem quer ser pai

Mesmo que não seja por aviso dos hormônios, homens sentem a hora de se tornar pais. E quando bate a vontade e o consenso com a parceira, dispensam-se os métodos contraceptivos e inicia-se a preparação para a notícia.

Mas nem sempre abrir mão dos cuidados anticoncepcionais resulta em uma gravidez. Segundo o urologista Sidney Glina, um casal deve manter relações sexuais três vezes por semana, durante um ano, quando está tentando engravidar. Após esse período, se não tiver ocorrido a fecundação, é recomendado que a mulher procure um ginecologista e o homem, um urologista. “(No caso do homem) o primeiro passo será requisitar um espermograma para determinar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides”, esclarece.

A infertilidade masculina é tão recorrente quanto a feminina: em torno de 30% para cada grupo, sendo os 40% restantes devido a algum motivo em comum do casal ou às chamadas infertilidades sem causa aparente. Entre as condições mais frequentes associadas à infertilidade masculina estão problemas na produção do espermatozoide e problemas no caminho destes espermatozoides até o óvulo. Em ambos os casos, a infertilidade pode ser revertida com tratamento médico adequado.

A baixa produção ou produção inadequada de espermatozoides pode acontecer por alterações hormonais, varicocele (varizes no testículo) e processos inflamatórios. Nestes casos, o tratamento pode ser feito com medicamentos ou cirurgias e dura cerca de 3 a 4 meses, tempo que “o testículo demora para produzir espermatozoides”, explica Glina. Este período é considerado o tempo mínimo de reversão da infertilidade.

Nos casos de irreversibilidade ou falha nos tratamentos mais simples, deve-se recorrer à inseminação artificial, fertilização in vitro, ou injeção intracitoplasmática de esperma (ICSI). Sidney Glina alerta, no entanto, que é preciso interesse, disponibilidade e dinheiro para levar o tratamento adiante, já que o acesso à reprodução assistida no serviço público é restrito. Considerando que estes três fatores coexistam, a paternidade está praticamente garantida. “A reprodução assistida é um tratamento efetivo”, garante o médico.

Os bons resultados da inseminação e fertilização não contemplam, porém, aqueles que tenham ausência total de espermatozoides. Apesar de ser uma condição rara, pode acontecer. Neste caso, o sonho de ser pai não precisa ficar adormecido. Há, ainda, a possibilidade de utilizar sêmen de um doador ou optar pela adoção.

Fertilidade x Idade - Se por um lado o aparelho reprodutivo feminino começa a sofrer alterações a partir dos 35 anos, por outro, a infertilidade masculina tem pouca associação com a evolução da idade. É sabido que a produção de espermatozoides vai diminuindo com o tempo, mas diversos especialistas apontam que até os 70 anos o homem pode ser pai com facilidade, principalmente se sua parceira tiver menos de 35.

Segundo Glina, a idade do homem interfere pouco em sua capacidade de procriar. “O homem mais velho produz mais espermatozoides com alteração genética. Mas o impacto disto é bem menor na prole”, diz, ao comparar com o efeito da idade na fertilidade feminina.

Inseminação pelo SUS - No Sistema Único de Saúde(SUS), para ser diagnosticado como infértil, o casal precisa ter tido relação sexual sem utilização de método contraceptivo durante o período de um a dois anos sem que tenha resultado em gravidez. Neste caso, eles devem passar por consulta na atenção básica e realizar os exames necessários.

De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente, nove unidades hospitalares no Brasil oferecem tratamentos para infertilidade pelo SUS. Como a organização de cada serviço é definida pelo gestor local, o tempo médio de espera e o número de tentativas autorizadas para cada casal dependem de cada serviço.

Confira a relação dos hospitais:

- Centro de Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), em Brasília (DF);
- Centro de Referência em Saúde da Mulher – Hospital Pérola Byington, em São Paulo;
- Hospital das Clínicas de São Paulo;
- Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP);
- Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte (MG);
- Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (RS);
- Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS);
- Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP, em Recife (PE)
- Maternidade Escola Januário Cicco, em Natal (RN).

Fonte: MS

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Saúde do Homem | Saiba por que bons hábitos podem evitar complicações graves

O publicitário Breno Medeiros tem 29 anos e já conhece os efeitos dos maus hábitos. Depois que chegou a pesar 110 quilos, ele conta que decidiu cuidar da saúde. "Comecei a sentir umas dores, me sentia bastante indisposto, com muita falta de ar. Resolvi, por conta própria, reeducar-me com relação à alimentação e prática de exercícios físicos. Fez um ano agora em agosto que comecei esse projeto e já consegui perder 25 quilos. Abandonei o cigarro, fast food e refrigerantes. Depois de certo tempo comecei a me sentir muito bem. Meu corpo respondeu além do que esperava e hoje estou conseguindo levar esse projeto, me sentindo bem; mais saudável, mais feliz, mais bem humorado", conta.

O coordenador da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Chakora. aprovou a atitude de Breno e reforça que a adoção de medidas simples pode fazer diferença no dia a dia da população masculina. "É importante que as pessoas evitem bebidas alcoólicas em quantidade, pratiquem exercícios físicos com regularidade, tenham uma dieta rica em gordura insaturada, ou seja, que não utilize muita fritura; que possam fazer os exames de rotina pelo menos uma vez por ano, que usem pouco sal na comida também. A ideia é que possa desenvolver uma série de proteções aos fatores de risco", explica.

 Eduardo Chakora lembrou ainda que realizar consultas médicas com frequência são essenciais para prevenir o surgimento de doenças cardiovasculares, complicações respiratórias e até mesmo câncer. "Com isso é possível desenvolver determinadas medidas, que são, sobretudo, o diagnóstico precoce e buscar evitar, através dos fatores de risco, ter hábitos saudáveis para evitar que mais tarde haja um enfarto do miocárdio, um acidente vascular cerebral, ou mesmo câncer de próstata, pulmão, brônquios ou de pele, que ainda são mais comuns nos homens", afirma.


O Ministério da Saúde implementou, há cinco anos, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Entre os objetivos está o incentivo a práticas saudáveis, como a manutenção de bons hábitos alimentares e vigilância à saúde na população masculina adulta. Para saber mais, acesse www.saude.gov.br

 Fonte: MS

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Preconceito e falta de investimento é apontado por especialistas como fator para aumento em casos de câncer de próstata



skd191422sdcPara conscientizar os homens sobre a importância de cuidar da saúde, em especial no que se refere ao câncer de próstata e peniano, é preciso investimentos em campanhas de informação, bem como em infraestrutura de saúde. Barreiras socioculturais e institucionais são os principais impedimentos ao diagnóstico precoce e tratamento das doenças que afetam os homens, essa é a conclusão dos especialistas. O tema foi discutido em audiência pública nesta quinta-feira (16), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Em geral, o homem sente-se forte e pensa que os centros de atendimento à saúde foram criados para os mais frágeis, como crianças, mulheres e idosos, disse o coordenador da Área Técnica de Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Schwarz. Assim, os homens só procuram atendimento médico quando a doença avançou de forma irreversível.
O Ministério da Saúde trabalha para mostrar, por meio de campanhas educativas, a importância de o homem cuidar da saúde. Para ele, é preciso uma mudança do paradigma de que o cuidado com a saúde é uma particularidade feminina.
A falta de informação associada ao preconceito masculino e à falta de recursos também foram apontados pelo presidente da SBU, Aguinaldo César Nardi, como um dos principais fatores de avanço de câncer de próstata e de pênis no Brasil. Ele ressaltou  que essas doenças têm alto índice de cura quando diagnosticadas precocemente e, na maioria dos casos, podem ser evitadas com “água e sabão”. Nardi assinalou que as mulheres consultam ginecologistas com mais frequência do que os homens vão a urologistas. Segundo informou, quase a metade dos homens nunca consultou um especialista.
O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Anderson Arantes Silvestrini, informou, citando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que depois do câncer de mama, o de próstata é o que mais mata no mundo. Considerando apenas a população masculina, ressaltou, o câncer de pulmão é o mais fatal, seguido pelo de próstata. Os grupos de risco, informou, são os homens com mais de 50 anos, os obesos, os negros e os que têm histórico da doença na família.

ESTILO DE VIDA

O estilo de vida adotado pela maioria dos homens é em si um fator de risco para o desenvolvimento de cânceres. Mesmo sabendo que são mais propensos a problemas como alcoolismo, tabagismo e sedentarismo, que podem levar a outras doenças, os homens não têm o hábito de ir ao médico a não ser por pressão de uma mulher (esposa, namorada, mãe ou filha).
Apesar de, na avaliação do coordenador da Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Federal de Medicina, Emmanuel Fortes Cavalcanti, ser importante a adoção de campanhas educativas, é preciso investir em infraestrutura de saúde e equipar centros de saúdes e hospitais para atender à demanda.
Para Cavalcanti, a saúde do homem, como já acontece com a da mulher, deve receber atenção por meio de uma política de Estado, que continue com a alteração de governos. “Ações e campanhas voluntárias, não terão a perenidade que o problema requer”, afirmou.
*Com informações da Agência Senado

Fonte: Blog da Saúde

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Torneiro de Futsal, Cap 2.1 valorizando a Paternidade


clique aqui e veja as fotos
Prezad@s,

É com enorme alegria que compartilhamos o resultado do 1° Torneio de Futsal da CAP 2.1, realizado em 1/09/12 no Complexo Esportivo da Rocinha, em comemoração ao mês de valorização da paternidade. O torneio foi um sucesso, o clima era de integração, os jogadores apresentavam um certo nervosismo, sorriso no rosto, brilho nos olhos e muita disposição, a alegria e vibração das torcidas contagiava a todos, os educadores físicos como sempre atenciosos, com muita sabedoria e tranquilidade coordenaram o evento, que transcorreu sem nenhum imprevisto.

O 1° lugar ficou com a equipe da OSS Viva Comunidade, o 2° lugar ficou com a CF Rinaldo de Lamare, a torcida mais animada foi a da CF Rinaldo de Lamare, o bola cheia foi o goleiro Lucas do Viva Comunidade e o bola murcha foi o Wagner da CF Maria do Socorro.

Aproveitamos a oportunidade para parabenizar a equipe da CAP pela organização do evento, aos diretores e gerentes das unidades pela participação e mobilização dos profissionais e usuários, o Dr. Michael Duncan da CF Maria do Socorro e Dra Vanessa do CMS Albert Sabin que estiveram na retaguarda durante todo evento, a postos para qualquer intercorrência, aos educadores físicos pelo empenho e brilhante trabalho realizado, a OSS Viva Comunidade pelo apoio na logística e parceria de sempre.

Encerramos com a certeza de que o evento cumpriu o seu objetivo, praticamos atividade física, promovemos a saúde de profissionais e usuários das unidades e comemoramos de forma especial o mês dos PAIS!!!!

Meu abraço a todos e até a próxima,

Paula Travassos
Coordenadora Geral de Saúde
Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil
Coordenadoria Geral de Saúde da AP 2.1

Torneiro de Futsal, Cap 2.1 valorizando a Paternidade | Cristiano Lima e Adriana Donato

Quer ver suas fotos aqui também? Envie-as para eventos.cap21@gmail.com

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Homens devem ficar atentos aos exames preventivos do câncer de próstata


Foto: Corbis Images

O preconceito ainda é o maior inimigo dos homens quando o assunto é o exame da próstata. A próstata é uma glândula que só o homem possui e que fica abaixo da bexiga. Ela produz parte do sêmen. O câncer de próstata é silencioso e só começa a apresentar sintomas quando já está em um estágio avançado. Por isso, os médicos recomendam exames regulares de prevenção para os homens com mais de 45 anos. O principal deles é o toque retal seguido de exame de sangue.

O advogado André Carlos Oliveira não tem preconceito e faz anualmente o exame de prevenção. ”Eu já fiz três vezes, uma com toque e as outras duas eu fiz com exame de sangue. Eu não tenho preconceito nenhum e aconselho a todos os homens a partir dos 40 anos a fazerem o exame. O primeiro sendo o de toque e os demais com o exame de sangue”.

O chefe do serviço de urologia do Hospital Federal da Lagoa, ligado aoMinistério da Saúde, Tomás Accioly, explica o que acontece com a pessoa quando o câncer de próstata já está avançado. ”Pode urinar sangue, pode obstruir a passagem da urina, vai dar metástase óssea, vai ter dores horríveis no corpo. E vai avançando e a pessoa morre no estado de caquequicia uma morte muito lenta, porque tumor de próstata ele vem crescendo progressivamente. A qualidade de vida da pessoa vai cair próximo de zero. Então, acho que para evitar esse tipo de sofrimento todo que vai ter passar é preferível fazer um exame simples de próstata”.

O Ministério da Saúde repassa dinheiro para as ações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem nos municípios e estados. O dinheiro vai para o monitoramento da doença, material de propaganda para conscientização das pessoas, capacitação de profissionais do SUS e a implantação do pré-natal masculino.

Fonte: Alexandre Penido / Web Rádio Saúde

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Pesquisa identifica pista para droga para reverter calvície


Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram uma pista biológica para a calvície que poderia levar à descoberta de um tratamento para interromper ou até mesmo reverter o afinamento dos cabelos.

Em análises com homens calvos e ratos de laboratório, os cientistas americanos descobriram uma proteína que leva à perda de cabelos.
Segundo os pesquisadores, drogas que seguem esse caminho já estão em desenvolvimento.

O estudo, publicado na revista especializada Science Translational Medicine, poderia levar a um creme para tratar a calvície.

Proteína identificada

A maioria dos homens começa a perder os cabelos na meia-idade. Até os 70 anos, 80% dos homens enfrentam alguma perda de cabelo.

O hormônio sexual masculino testosterona tem um papel importante no processo, assim como os fatores genéticos.

Eles provocam a diminuição dos folículos capilares, até que eles se tornem tão pequenos que parecem invisíveis, levando à aparência da calvície.

Os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia analisaram quais genes são ativados quando os homens começam a perder os cabelos.

Eles verificaram que os níveis de uma proteína-chave chamada prostaglandina D sintetase são elevados nas células dos folículos capilares localizados em áreas calvas do couro cabeludo.

Testes clínicos

Camundongos criados para ter níveis altos da proteína ficaram completamente calvos. Cabelos humanos transplantados também pararam de crescer ao receber a proteína.

A inibição do crescimento do cabelo seria ativada quando a proteína se liga a um receptor nas células dos folículos capilares.

"Essencialmente, mostramos que a proteína prostaglandina era elevada no couro cabeludo calvo dos homens e que ela inibia o crescimento capilar. Então identificamos um alvo para o tratamento da calvície masculina", afirma o dermatologista George Cotsarellis, coordenador do estudo.

"O próximo passo será procurar compostos que afetam esse receptor e também descobrir se bloquear esse receptor poderia reverter a calvície ou somente preveni-la. Esta é uma questão que poderá levar um tempo para ser respondida", diz.

Segundo ele, várias drogas que seguem essa pista já foram identificadas e algumas já estão na fase de testes clínicos.