Mostrando postagens com marcador Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Bebês que se alimentam com leite materno adoecem menos

De acordo com o Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos, bebes de até seis meses devem se alimentar exclusivamente com leite materno. E para que nenhum bebe fique sem leite, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de doação de leite humano com o slogan “Quando você doa leite materno, doa vida para o bebê e força para a mãe”. A campanha deste ano tem como meta aumentar em 15% o volume de leite coletado no Brasil, ampliando o número de bebês beneficiados.

Tal campanha se faz necessária porque algumas mães não conseguem amamentar seus filhos por algum motivo e precisam de doações. Qualquer mulher que amamente tem condições de doar leite para bebês prematuros e de baixo peso. Para isso, basta procurar o banco de leite mais próximo de sua casa e se informar. A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rede BLH) possui hoje 213 BLHs e 131 postos de coleta em todo o Brasil (encontre-os aqui) e eles podem inclusive ir até a casa da mãe para recolher o leite.

O leite materno contém tudo que o bebê precisa até o sexto mês de vida, inclusive água. “Esse é o alimento padrão para o bebê até os seis meses, não só pelo beneficio nutricional, mas também pela consolidação dos vínculos afetivos com a mãe e pela cobertura imunológica”, explica Jacira Maria Gomes da Silva, pediatra da creche do Ministério da Saúde. Jacira ressalta que o leite materno é como se fosse uma primeira vacina que o bebê recebe, pois ele evita doenças como diarreia e pneumonia, diminuindo a mortalidade infantil.

Os bancos de leite estão entre as principais iniciativas do Ministério da Saúde para a redução da mortalidade infantil, inseridos na estratégia da Rede Cegonha. Essa iniciativa ajudou o Brasil a reduzir em 77% a taxa de mortalidade na infância (menores de cinco anos), no período de 1990 a 2012. Com isso, alcançamos o índice definido pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio três anos antes do prazo estabelecido.

Após os primeiros seis meses de vida, o bebê deve receber de forma lenta e gradual uma alimentação complementar. Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os dois anos ou mais, pois o leite materno continua alimentando e protegendo-a contra doenças.

“Não tem problema continuar amamentando depois dos dois anos. O leite materno jamais trará algum dano. Mas, a partir do sexto mês, há outras necessidades do organismo que precisam ser supridas. O bebê deve se alimentar com leite materno e uma alimentação complementar, como feijão, arroz, frutas e hortaliças”, completa a pediatra Jacira da Silva.

Referência – O modelo do Banco de Leite Humano brasileiro é referência internacional. Desde 2005, o Brasil exporta as técnicas de baixo custo para implantar bancos de leite humano para 23 países na América Latina, Caribe hispânico, Península Ibérica e África. 

Para saber como doar leite humano ou esclarecer dúvidas sobre amamentação, consulte o site da rede ou ligue gratuitamente para 0800 026 8877

Fonte: Blog da Saúde