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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Vacina BCG é oferecida gratuitamente pelo SUS

Nesta sexta-feira (01/07) é comemorado o Dia da Vacina BCG. A BCG serve para criar imunidade e agir contra as infecções, uma vez que ela é responsável pela defesa do corpo contra a tuberculose e imuniza tanto crianças quanto adultos. Para receber a vacina BCG, basta ir à uma Unidade Básica de Saúde (também conhecida como Posto de Saúde), do Sistema Único de Saúde (SUS), que disponibiliza gratuitamente não só esta vacina, mas muitas outras, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Além disso, a vacina BCG é caracteriza por uma reação no braço do bebê que ocorre de duas semanas a um mês após a injeção ter sido tomada. Trata-se de um nódulo avermelhado que ocorre no lugar em que a vacina foi dada e logo vira uma feridinha. Após isso, forma-se uma casca, que irá cair e virar uma cicatriz. De acordo com especialistas, esta marca é importante porque com o aparecimento da cicatriz há o sinal de que houve a resposta imunológica e, assim, a defesa do organismo.

Fonte: Blog da Saúde MG

quarta-feira, 18 de maio de 2016

“Plano de saúde nunca vai substituir o SUS”, diz pesquisador da USP

Mário Scheffer, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, avalia a nova gestão peemedebista da saúde

As recentes declarações do agora ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), coroaram o que já estava posto no plano de Michel Temer, plagiado do plano de 2014 de Aécio Neves. A ideia é enxugar o SUS ao máximo e esperar que os planos de saúde cuidem da assistência. À Folha de S.Paulo, o ministro disse que “quanto mais gente puder ter planos, melhor” porque isso “alivia o custo do governo.”

Apesar de o ministro recuar depois da entrevista (ele enviou nota em que diz ser o SUS um direito constitucional), não demorou muito para que saísse a denúncia de que Barros recebeu doação de R$ 100 mil da Aliança, administradora de planos de saúde. 

Para Mário Scheffer, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, a fala do ministro é uma “péssima solução” em tempos de crise. O pesquisador diz que planos restringem o atendimento a idosos, pacientes crônicos e pacientes de saúde mental e nunca vão “substituir o SUS”.

Apesar do cenário, muitas das ideias do ministro já foram colocadas em prática nos últimos anos do governo petista. A Agência Nacional de Saúde, que deveria regular o setor privado, é dirigida por membros atuantes no mercado. Também houve mudança da Constituição para mudar a fonte de financiamento, e perdas e mais perdas de recursos.

Mas sempre dá para piorar. Scheffer avalia também que, se o enxugamento do SUS não é uma “posição demoníaca do momento”, a decisão política de não buscar mais recursos para a saúde é uma “tragédia”.

Saúde!Brasileiros: Qual é sua avaliação da declaração do ministro de que o SUS precisa ser mais restrito?

Mário Scheffer: O ministro apontou a saída para os planos de saúde. Os planos de saúde nunca serão a saída para o atendimento à saúde porque dependem de emprego e renda. Em torno de 80% dos contratos são coletivos, [contratos que dependem de um emprego]. Em momentos de recessão e crise, então, é uma péssima solução.

É uma cobertura que está concentrada no Sudeste. Na maior parte das regiões, não há possibilidade de ter cobertura por meio de planos de saúde. Ainda, por definição, o plano de saúde é médico-hospitalar, e nunca vai substituir o SUS.

O que achou da proposta do ministro de estimular o mercado de planos?

Ao meu ver, é o contrário do que o ministro prega. Temos que expandir o SUS, com mais recursos e regular mais os planos privados para que entreguem aquilo que prometem. Então, o ministro está propondo enxugar o SUS e uma ampliação do mercado de planos de saúde. Certamente, haverá muita reação.

O que isso significa para os pacientes?

Os planos de saúde sempre vão restringir procedimentos e atendimentos a idosos, pacientes graves e crônicos e pacientes da saúde mental. Os aumentos são abusivos e a rede de assistência é ruim.

Qual é sua avaliação sobre o mercado de planos de saúde?

O mercado não deveria nem ser desse tamanho, quanto mais aumentar. Ele cresceu artificialmente porque são produtos ruins, com uma assistência ruim. Então, há lacunas na legislação e falta de regulamentação com produtos que não deveriam ter sido autorizados.

As falas do ministro respondem também a um projeto de Temer para a saúde. O que achou dele?

Analisando o documento divulgado há duas semanas pelo Temer, o Travessia Social, no capítulo que é dedicado à saúde, dá pra ver que eles copiam o programa do Aécio Neves. Então, não é nem uma proposta, é o descaso mesmo com a saúde,  é o “vamos copiar ali qualquer coisa, um programa de 2014”.

Ricardo Barros divulgou 11 prioridades para a saúde…

São banalidades que estão dentro das atribuições de qualquer Ministério da Saúde. Na lista, está “combater o Aedes”, “ampliar os protocolos clínicos”…

O ministro chegou a voltar atrás e dizer que o SUS é uma cláusula da Constituição e um direito garantido.

É uma imensa contradição porque quando há corte de gastos e não há recursos, há uma total incapacidade e sustentabilidade do sistema. Há uma incoerência, que é pregar a defesa do sistema, a continuidade dos programas, como o Mais Médicos, e dizer que não vai haver mais recursos.

Ele também chegou a acenar com a indústria farmacêutica, dizendo para a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] ser mais ágil, que é uma demanda da indústria. Mas, no mais, também é uma continuidade do que estava sendo feito antes. Também não vejo, pelo menos agora, como o SUS vai piorar.

Atestar que o SUS pode não ser mais universal não é piorar?

Quando ele acena que a solução são os planos de saúde, é uma visão equivocada e preocupante. Mas também não é tão diferente assim do que é colocado nos planos do PSDB e nos últimos anos do governo do PT, que é embalar a saúde nesses planos fragmentados e diminuir os recursos. A aposta no setor privado é algo que já vinha sendo feito antes e me parece que agora isso só está mais explícito. Eles se sentem mais à vontade para falar o que antes era velado.

Tudo isso que está sendo colocado agora já foi feito e não deu certo. Já se abriu o mercado da saúde para o capital estrangeiro, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) já concedeu anistia aos planos de saúde, e também há a proliferação de gestão privada de serviços públicos. Isso já foi feito. Eu não sei mais o que pode ser entregue para o setor privado. Essa lógica de subfinanciamento levou o SUS ao estado que ele está hoje.

Há uma proposta adormecida, que foi colocada na Agenda Brasil, que é a cobrança pelos serviços no SUS.

Isso apareceu com o Renan Calheiros, mas não foi escrita nesse programa. Isso estava na Agenda Brasil, assim como a proposta do Eduardo Cunha de tornar obrigatório plano de saúde para o trabalhador. É claro que pode piorar, mas a entrega da saúde para o setor privado não é uma criação demoníaca do momento.

Claro, as coisas podem ficar mais difíceis, pode ir mais dinheiro para o setor privado, mas não é um movimento novo. Não estou desprezando o que foi dito. Já havia uma crise conjuntural, outra estrutural, e agora, uma decisão política de não destinar mais recursos para a saúde. É uma tragédia.

Fonte: Brasileiros

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

#ZikaVírus: Saiba mais sobre sintomas e formas de prevenção

O Zika Vírus é uma doença viral crônica, transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito transmissor da Dengue. Os sintomas caracterizam-se por febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações, manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos, dores musculares, dores de cabeça e nas costas.

O período de incubação da doença é de, aproximadamente, quatro dias até que os sintomas comecem a se manifestar. Esses sintomas podem durar até sete dias. Para os casos sintomáticos, o tratamento é baseado no uso de paracetamol (acetaminofeno) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. Para o tratamento adequado e gratuito, é importante se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Pela primeira vez na literatura médica mundial, foi relacionado o Zika Vírus aos casos de microcefalia. Desde o dia dia 11 de novembro, o Ministério da Saúde, por meio de portaria, estabeleceu que a microcefalia deveria ser tratada como evento de emergência de saúde pública, tornando obrigatória a notificação dos casos no país. A primeira etapa desse protocolo é um questionário de investigação da gestante. De acordo com as informações coletadas, é atribuído se essa gestante encontrava-se em situação de risco.

Para o monitoramento da entrada do Zika vírus no  Rio de Janeiro e em consequência aos casos de microcefalia ocorridos nos estados do Nordeste, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de janeiro está cumprindo os protocolos do Ministério da Saúde e reativando a vigilância sentinela, que são equipes das unidades de saúde tecnicamente treinadas para identificar os sintomas agora ligados ao Zika vírus e encaminhar para a análise. Ainda não há vacinas contra o Zika vírus, então a melhor forma de evitar a doença é reforçar as ações de controle e enfrentamento ao Aedes Aegypti, identificando e eliminando os focos do mosquito.




sábado, 31 de maio de 2014

Ministério da Saúde regulamenta a Lei Antifumo

No Dia Mundial Sem Tabaco, o Ministério da Saúde anuncia a regulamentação da Lei Antifumo por meio de decreto da presidenta da República, Dilma Rousseff, que estabelece ambientes fechados de uso coletivo 100% livres de tabaco. O objetivo é proteger a população do fumo passivo e contribuir para diminuição do tabagismo entre os brasileiros. A norma entrará em vigor 180 dias após a publicação do decreto no Diário Oficial da União, previsto para próxima segunda-feira, dia 2 de junho.


De acordo com a nova regra, está proibido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo. Os narguilés também estão vetados.

A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, permitindo somente a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo. A legislação anterior permitia as propagandas no display.

“A regulamentação da lei é um grande avanço para o Brasil. É fundamental para que o país possa continuar enfrentando o tabagismo como um grave problema de saúde pública e um desafio para que toda a sociedade possa viver de forma mais saudável. A regulamentação é um compromisso com a saúde do povo brasileiro”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Chioro também relatou que o Brasil, desde a criação do SUS, vem progressivamente avançando na regulamentação do fumo no Brasil. “Estamos desenvolvendo um conjunto de medidas que buscam a diminuição do impacto do tabaco na vida das pessoas com a associação de três medidas. A primeira delas é o aumento do preço a partir a edição de lei em 2011, que já é um consenso internacional, a proibição da propaganda e o impedimento do fumo em locais coletivos fechados”, disse o ministro.

Outra obrigatoriedade prevista é o aumento dos espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco, que deverão aparecer em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais. A partir de 2016, deverá ser incluído ainda texto de advertência adicional em 30% da parte frontal dos maços dos cigarros.

A lei não restringe o uso do cigarro em vias públicas, nas residências ou em áreas ao ar livre. No caso de bares e restaurantes, em mesas na calçada, o cigarro será permitido, desde que a área seja aberta e haja algum tipo de barreira, como janelas fechadas ou parede, que impeça a fumaça de entrar no estabelecimento.

Os fumantes não serão alvo de fiscalização. São os estabelecimentos comerciais os responsáveis por garantir o ambiente livre do tabaco. Eles precisam orientar seus clientes sobre a lei e pedir para que não fumem, podendo chamar a polícia quando o cliente se recusar a apagar o cigarro.

Em casos de desrespeito à lei, o estabelecimento pode receber advertência, multa, ser interditado e ter a autorização cancelada para funcionamento, com o alvará de licenciamento suspenso. As multas variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, dependendo da natureza da infração, que pode ser leve, grave ou gravíssima, ou de reincidências. As vigilâncias sanitárias dos estados e municípios ficarão encarregadas de fiscalizar o cumprimento da legislação.

Prevalência - No Brasil, o número de fumantes permanece em queda. Segundo o Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), o percentual caiu 28% nos últimos oito anos. Em 2006, 15,7% da população adulta que vive nas capitais fumava. Em 2013, a prevalência caiu para 11,3%. O dado é três vezes menor que o índice de 1989, quando a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 34,8% de fumantes na população. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 9% até 2022.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa, destacou que o grande esforço é impedir a iniciação do cigarro. “Temos na média 11,3% de prevalência de tabagismo, em comparação com outros países temos uma das mais baixas. Por isso, a cada ano começamos com o desafio de manter uma política consistente para que não tenhamos dados que retrocedam. E quando a pessoa para de fumar, o benefício sobre a redução do risco cardiovascular é quase imediato”, afirmou.

O Sistema Único de Saúde oferece tratamento para quem deseja parar de fumar. Atualmente, há 23.387 equipes da família, em 4.375 municípios, preparadas para atender a população. Além do acompanhamento profissional, são oferecidos medicamentos, como adesivos, pastilhas, gomas de mascar e o antidepressivo bupropiona. O Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para compra desses medicamentos, ofertado no tratamento contra o tabagismo.

Responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil, o tabagismo é reconhecido, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, fator de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer.

Os cânceres de pulmão e laringe são os que mais matam e representam 12,3% dos tipos de câncer no Brasil. Em 2012, o país registrou 23.501 óbitos de câncer de pulmão e 4.339 de laringe. Para 2014, estima-se o surgimento de 27,3 mil novos casos de câncer de pulmão e 6.870 de laringe.

Onde não pode fumar (ambientes de uso coletivo):

X Interior de bares, boates, restaurantes, lanchonetes, escolas, universidades, museus, bibliotecas, espaços de exposições, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculo, teatros, cinemas, hotéis, pousadas, casas de shows, açougues, padarias, farmácias e drogarias, supermercados, shoppings, praças de alimentação, centros comerciais, bancos e similares, em ambientes de trabalho, estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou entretenimento, repartições públicas, instituições de saúde, hospitais, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais e táxis.

Onde pode fumar:

√ Em casa, em áreas ao ar livre, parques, praças, estádios de futebol (somente em áreas abertas), vias públicas, nas tabacarias e em cultos religiosos, caso isso faça parte do ritual, em estúdios e locais de filmagem quando necessário à produção da obra, em locais destinados à pesquisa e desenvolvimento de produtos fumígenos, e em instituições de tratamento de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista. Nesses casos, é necessário adotar condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar, bem como outras medidas de proteção dos trabalhadores ao fumo.

Fonte: MS