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terça-feira, 31 de maio de 2016

OPAS/OMS premiará ONG brasileira por trabalho em prol do controle do tabagismo

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) honrará dois acadêmicos do Canadá e Estados Unidos, além de uma organização não governamental brasileira, como vencedores do prêmio regional 2016 World No Tobacco Day (WNTD). Apresentada a cada ano, a premiação reconhece as notáveis contribuições para o avanço nas políticas e medidas da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da OMS.

Conforme descrito nas diretrizes da Convenção da OMS, a embalagem padronizada restringe ou proíbe o uso de logotipos, cores, imagens da marca ou informações – permite apenas os nomes da marca e do produto em cor e fonte padrão.
“A embalagem padronizada é uma intervenção baseada em evidências que podem melhorar o efeito das advertências de saúde nos maços", disse Adriana Blanco, assessora da OPAS/OMS sobre controle do tabaco. “Os ganhadores deste ano ajudaram a construir a base de evidências referentes ao impacto dos maços de cigarros e as advertências sanitárias sobre o consumo do tabaco e como a sociedade civil pode ajudar no controle total do tabaco, como aconteceu no Brasil".

Os vencedores regionais deste ano são:

A Aliança de Controle do Tabagismo é reconhecida por sua defesa da embalagem padronizadara por meio da mídia e campanhas nas redes sociais, pressão junto ao Congresso Nacional brasileiro e invalidação dos argumentos falaciosos publicados pela International Tobacco Growers Association. A ONG conseguiu o apoio da sociedade civil em prol das embalagens padronizadas e outras medidas de controle do tabaco entre membros de associações médicas, grupos de defesa de pacientes com câncer e grupos de saúde da mulher, entre outros que defendem meios de vida sustentáveis. O prêmio será entregue a Paula Johns, diretora executiva da Aliança.

David Hammond, professor da University of Waterloo’s School of Public Health and Health Systems, no Canadá, será premiado por sua experiência na defesa da regulação das embalagens de tabaco. Ele participou como especialista no Grupo Assessor para embalagens padronizadas de produtos derivados do tabaco no Departamento de Saúde e Envelhecimento da Austrália; como assessor da Comissão Europeia sobre produtos derivados do tabaco; e também como especialista em nome dos governos em litígio decorrentes dessa indústria.

James F. Thrasher, professor associado da University of South Carolina's Arnold School of Public Health, nos Estados Unidos, e pesquisador convidado do Instituto Nacional de Saúde Pública do México, será reconhecido por suas pesquisas sobre embalagens e rotulagens nos produtos derivados do tabaco e os efeitos da comunicação e de políticas de massa na percepção e no comportamento relacionados ao tabagismo. Seus estudos recentes examinaram o impacto das imagens de advertência nos jovens adultos que fumam na Austrália, Canadá, México e Estados Unidos e a influência das rotulagens em cigarros na percepção de risco no México, China, Índia, Bangladesh, Alemanha, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Os prêmios regionais serão entregues em 31 de maio, durante o evento de comemoração do Dia Mundial Sem Tabaco na sede da OPAS/OMS, em Washington, nos Estados Unidos.

O Convenção Quadro para o Controle do Tabaco foi o primeiro tratado do mundo negociado sob a coordenação da OMS e entrou em vigor em 2005. Trata-se de um acordo legalmente vinculante, em que os Estados-Membros se comprometem a aplicar uma série de medidas para controle do tabaco, com o objetivo de reduzir seu consumo e salvar vidas.

Na região das Américas, 30 países ratificaram o Convênio e vários outros têm feito progressos significativos na aplicação de suas disposições, em particular as que se referem aos espaços públicos fechados livres do tabaco e as advertências de saúde nas embalagens de cigarro.

O tabaco é o único produto de consumo legal que mata até a metade de seus usuários habituais. A nível mundial, uma pessoa morre com doenças relacionadas ao tabaco a cada seis segundos aproximadamente, o equivalente a quase 6 milhões de vidas perdidas a cada ano. A estimativa é que, para o ano de 2030, este número suba para 8 milhões de pessoas e mais de 80% das mortes evitáveis acontecerão com pessoas que vivem em países de baixa e média renda.

Fonte: OPAS/OMS

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Saúde realiza ações de conscientização sobre tabagismo na infância e na adolescência

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos fumantes experimentam o cigarro e se tornam dependentes até os 19 anos de idade. Para alertar os pais sobre os riscos do fumo para os pequenos, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza este mês ações de orientação e prevenção. As atividades marcam o Dia da Conscientização da Criança e do Adolescente quanto ao Risco do Tabagismo. Instituída pela Lei Municipal 5.577/2013, a data – 11 de outubro – é uma oportunidade para que profissionais de educação, saúde e sociedade em geral possam informar e proteger as novas gerações sobre um produto que traz dependência e é extremamente prejudicial à vida de fumantes e dos que convivem com ele: o tabaco.

O programa de Controle do Tabagismo, em parceria com o Programa Academia Carioca e a Rede de Adolescentes Promotores da Saúde (RAP da Saúde), realiza durante o mês de outubro atividades nas escolas municipais e nas unidades de saúde com orientações sobre os fatores de risco do consumo de produtos derivados do tabaco. Os malefícios não atingem apenas os fumantes, mas toda a sociedade. A prevenção do tabagismo e o esclarecimento acerca de proteção à saúde buscam a construção de uma sociedade mais consciente com cidadãos mais saudáveis.

Segundo a OMS, o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo, matando cerca de 50% de usuários regulares. O cigarro é o único produto que mata quando consumido como orientam os seus fabricantes. É considerado o mais importante fator de risco isolado para cerca de 50 doenças, dentre elas as cardiovasculares, o câncer e o enfisema. Em média, uma pessoa que fuma um maço de cigarros ou mais por dia vive sete anos a menos do que uma pessoa que nunca fumou. O tabagismo é uma doença crônica gerada pela dependência da nicotina, que mata cerca de cinco milhões de pessoas por ano no mundo, sendo 200.000 no Brasil.

Tabagismo em crianças e adolescentes 

Crianças e adolescentes têm sido expostos cada vez mais cedo ao tabagismo. Com a estatística de que 90% dos fumantes experimentam o cigarro e se tornam dependentes até os 19 anos de idade, a OMS considera o tabagismo uma doença pediátrica. No Brasil, o tabaco é a segunda droga mais consumida entre adolescentes. Pesquisas nacionais apontam níveis preocupantes de experimentação e iniciação de adolescentes no tabagismo, especialmente entre as meninas. 

A nicotina é uma droga que causa dependência em cerca de 60% dos que a experimentam. Estudos demonstram a grande vulnerabilidade do cérebro dos adolescentes à dependência ao tabaco, que tende a se instalar logo nos primeiros contatos com o cigarro. Entre os jovens, os danos à saúde causados pelo tabagismo, em curto prazo, incluem problemas respiratórios, dependência da nicotina e o risco associado ao uso de outras drogas. 

Tabagismo passivo

O tabagismo também atinge os não fumantes expostos à fumaça de produtos de tabaco em recintos coletivos (tabagismo passivo), com risco de desenvolver também câncer, infarto, infecções respiratórias, dentre outros agravos. Por isso, em ambientes de trabalho, o tabagismo passivo é considerado um risco ocupacional.

A exposição ao tabagismo passivo também causa uma série de malefícios às crianças. O tabagismo dos pais pode provocar doenças respiratórias como bronquite e pneumonia, particularmente durante o primeiro ano de vida, além de agravar a asma e causar otite média. O fumo passivo reduz ainda a taxa de crescimento da função pulmonar durante a infância. Este efeito tem sido associado ao tabagismo materno durante a gravidez e com a exposição ao fumo passivo depois do nascimento. A exposição de mulheres não fumantes ao fumo passivo durante a gravidez pode causar baixo peso do feto ao nascer e parto prematuro, além do retardo no crescimento intra-uterino e o aborto espontâneo.

Confira a programação para os próximos dias:

Dia 16:
- 9h - Ações de saúde no CIEP Lamartine Babo, em Campo Grande. 
- 9h - Ações de saúde na Escola Municipal Cesário Alvim, em Campo Grande. 

Dia 19:
- 10 às 15h – Roda de conversa no CMS Sylvio F. Brauner, em Costa Barros.
- Visita do RAP da Saúde à Escola Municipal Barão da Taquara, na Taquara.

Dia 22:
- 10h – Roda de conversa na Clínica da Família Zilda Arns e no CMS Alemão, no Complexo do Alemão, com mobilização sobre os malefícios do tabagismo
- 14h - Ações de saúde na Escola Municipal Nestor Victor, em Pedra de Guaratiba.
- 14h - Ações de saúde na Escola Municipal Engenheiro Gastão Rangel, em Guaratiba.
- Ações de saúde no CIEP Posseiro Mário Vaz, em Pedra de Guaratiba.
- Ações de saúde na Escola Municipal Giuseppe Melchiori, Guaratiba.

Dia 26:
- Visita do RAP da Saúde à Escola Municipal Virgílio Várzea, na Pechincha. 

Fonte: SMS RJ 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Garotinho tenta escapar da fumaça da mãe em campanha antifumo

Filhos de pais fumantes acabam absorvendo o fumo por tabela, sem terem a chance de dizer não. É o caso, por exemplo, do garotinho que protagoniza The Breath Holder, filme dirigido por Mikko & Marko para a Cancer Society of Finland. 

Com criação da Havas Worldwide de Helsinki e produção do Studio Arkadena e Sauna International, o comercial mostra o problema de um ângulo diferente – e até mesmo bem-humorado – com um garotinho que faz de tudo para aumentar o tempo que consegue prender a respiração. O que parece ser apenas um capricho infantil ou uma brincadeira, se revela ser, na verdade, uma necessidade, quando ele chega em casa e sua mãe está fumando.

É uma boa reflexão, especialmente para fumantes com filhos pequenos.



segunda-feira, 23 de junho de 2014

Programa de Controle do Tabagismo

Programa de Controle do Tabagismo

O Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde baseia-se nas diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, do Ministério da Saúde. As estratégias adotadas na cidade do Rio de Janeiro seguem 5 linhas de ação: ambientes 100% livres de fumo, tratamento para deixar de fumar, prevenção da iniciação no tabagismo, mobilização em datas comemorativas e divulgação da legislação.

Neste sentido, o Programa atua por meio de estratégias para a mudança na aceitação social do cigarro ao estimular o cidadão a deixar de fumar, a reduzir a poluição de ambientes fechados e beneficiar o fumante passivo (especialmente as crianças), desestimulando a iniciação entre jovens.

Serviços

• Atualização permanente dos profissionais de saúde acerca de técnicas de abordagem e tratamento do fumante, com informações sobre a produção, comércio, publicidade e controle do tabaco;
• Produção de materiais educativos e de campanhas para estimular fumantes a deixarem de fumar e inibir a iniciação dos jovens;
• Apoio e divulgação de ações educativas nas unidades de saúde e outras instituições em datas comemorativas;
• Promoção de ações dirigidas às mulheres devido ao aumento crescente do consumo de cigarro deste grupo;
• Promoção de discussões regulares com profissionais do Programa Saúde na Escola sobre os riscos do fumo ativo e passivo e estratégias da publicidade do cigarro para atrair jovens na iniciação do fumo;
• Tratamento para fumantes em mais de 150 unidades de saúde do município do Rio de Janeiro;
• Capacitação sobre Abordagem Intensiva do Fumante para implementação do tratamento nas unidades de saúde.

Quer parar de fumar? Então, => http://migre.me/jZlBn clique aqui e veja uma lista com todas as unidade de saúde municipais que oferecem tratamento para você a parar de fumar.

Cartaz 'Proibido Fumar' em 4 idiomas (formato A4 / PDF) 

Cartaz 'Proibido Fumar' em 4 idiomas (formato A4 / JPG) 

Responsável pela área:

Ana Helena Rissin

Luciana Soares Ribeiro lusoaresribeiro@ig.com.br

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Número de fumantes diminui pela metade no Brasil

O número de brasileiros que fuma regularmente está em queda. De acordo com uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), em parceria com a Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, a taxa de tabagismo no país foi reduzida em quase 50% nos últimos 25 anos.

Segundo o levantamento, se o Brasil não tivesse implementado nenhuma ação de controle do tabaco, a prevalência (percentual de fumantes) em 2010 seria de 31%. Isso significa que aproximadamente uma em cada três pessoas, com 18 anos ou mais, seria fumante. Em 2010, a proporção de tabagistas no país foi estimada em 16,8%. Com base nesses números, calcula-se que pelo menos 420 mil mortes foram evitadas nesse período.

O sucesso na redução do consumo do tabaco se deve principalmente a algumas leis, que restringiram a propaganda e proibiram o fumo em locais fechados. No Estado de São Paulo, por exemplo, estima-se que a lei Antifumo (nº 13.541/09) contribuiu para reduzir em 9% o número de fumantes.

“O país já alcançou muitos avanços na luta contra o tabagismo, mas o número de casos novos relacionados ao fumo é preocupante. É preciso regulamentar definitivamente a lei dos ambientes 100% livres do tabaco e dar mais um grande passo em prol da saúde dos brasileiros”, diz o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini.

A importância do combate ao tabagismo, celebrado no próximo dia 31 de maio (Dia Mundial de Luta Contra o Tabaco), se deve ao fato de que suas substâncias causam diversas doenças. Uma das principais é o câncer bucal, responsável direto pela morte de três mil brasileiros por ano. Segundo o Conselho Regional de Odontologia, é o 6º tipo de câncer mais comum em homens e o 8º em mulheres.

O câncer nada mais é que um crescimento anormal e desordenado de massa ou tecido, podendo ser maligno ou benigno. Na boca, o local mais comum de ocorrência é na língua (principalmente as bordas), mas a doença afeta também as gengivas, a mucosa jugal (bochechas), o palato duro (céu da boca) e o assoalho, região embaixo da língua.

Para evitar que a doença se manifeste, o ideal é investir em prevenção. “Quando identificado precocemente pode ser tratado com sucesso, só que em 65% dos casos a doença é diagnosticada em fase avançada”, lamenta o Dr. José Henrique de Oliveira, cirurgião-dentista e diretor do INPAO Dental.

Entre as pessoas que tem mais probabilidade de adquirir a doença estão as que não possuem acesso a procedimentos preventivos de saúde e odontologia. O perfil mais comum dos pacientes envolve adultos acima dos 40 anos, na maioria homens e de pele clara. Entretanto é importante lembrar que fatores genéticos também contribuem para o aparecimento de casos com outros perfis.

Além do tabagismo, os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer bucal envolvem ainda o consumo de bebidas alcoólicas, a exposição à luz solar sem proteção, a má alimentação e a ação de agentes infecciosos.

“Para diagnosticar, o primeiro passo é fazer uma anamnese, ou seja, verificar o histórico do paciente. Mas um bom exame intra e extrabucal, uma biópsia, e até mesmo a visita regular a um cirurgião-dentista ajudam bastante. O tratamento geralmente envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Por isso, prevenir ainda é o melhor remédio. Basta se alimentar bem, cuidar bem dos dentes e se afastar dos agentes causadores, no caso, o tabaco”, alerta o profissional do INPAO Dental.