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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Dicas simples facilitam a amamentação

A amamentação é um momento de interação entre mãe e filho, além de trazer vários benefícios à saúde de ambos. A mulher deve tomar alguns cuidados para que esse ato não gere dor e desconforto. As principal queixa é ter o bico do seio rachado e sensível, o que causa inflamações e dificulta o aleitamento.

A empresária Vivianne Oliveira conta que quase desistiu de amamentar o filho. "Eu tive muita dor ao amamentar. A lágrima realmente caia, mas eu sabia que era essencial para ele, principalmente naqueles primeiros meses de vida", declara. Assim como Vivianne, muitas mulheres se queixam de dor durante a primeira fase da amamentação.

Segundo o coordenador de Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Paulo Bonilha, o contato entre mãe e bebê não é doloroso. O desconforto costuma ser causado porque a boca da criança está mal encaixada no peito da mãe. Ele orienta que ao sentir dor a mulher tire o bebê com cuido e o coloque de novo para mamar.

Para saber se bebê está “pegando” o peito direito, a mãe deve observar se a boca está bem aberta (boca de peixinho) e se o mamilo e a maior parte da auréola estão abocanhados. “Do ponto de vista prático, se está sobrando muita área escura para fora da boca do neném, é porque a pega está inadequada", explica. O aleitamento materno é interrompido principalmente por causa dos ferimentos nos seios durante a amamentação. É o que mostra uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde e do Unicef, realizada em 2009. De acordo com o levantamento, 43% das mães param de amamentar antes que a criança complete três meses de vida. A pesquisa revela que 58% das mulheres em fase de amamentação apresentam algum tipo de trauma nos mamilos. Os machucados mais comuns são rachaduras no bico dos seios.

Dicas - A mãe pode ficar deitada, sentada ou em pé. O importante é que ela e o bebê estejam confortáveis. O corpo do filho deve estar inteiramente de frente, ou seja, a barriga voltada para o corpo da mãe, com a cabeça e a coluna em linha reta, no mesmo eixo. A boca fica reta para o bico do peito. A mulher apoia com o braço e mão o corpo e o “bumbum” do bebê.

O momento requer calma, para não apressar o bebê. Quando o peito estiver muito cheio, antes de amamentar, a mãe deve fazer uma ordenha manual para amaciar a aréola. Com os dedos indicador e polegar, espremem-se as regiões acima e abaixo do limite da aréola para retirar algumas gotas de leite e amaciar o bico.

Uma boa dica é encostar o bico do peito na boca do bebê, para ele virar a cabeça, o chamado reflexo da busca. Ele sozinho sabe como fazer isto. O filho é levado ao peito e não o contrário. Outra importante sugestão é segurar o peito com o polegar acima da aréola e o indicador e a palma da mão abaixo. Isto facilita a “pega” adequada. O bebê abocanhando a maior parte da aréola suga mais leite e evita rachaduras. A mãe deve ouvir o ritmo cadenciado de sucção, deglutição e pausa.

Como saber que a “pega” está adequada:

• Boca bem aberta; • Lábios virados para fora; • Queixo tocando o peito da mãe; • Aréola mais visível na parte superior que na inferior; • Bochecha redonda (“cheia”); • A língua do bebê deve envolver o bico do peito.

Fonte: MS

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

SÓDIO: Saiba por que é importante reduzir o sal na alimentação

O sódio é um dos componentes do sal de cozinha. O consumo excessivo aumenta o risco de doenças como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e renais. Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda, no máximo, o consumo de 5 gramas de sal ao dia. De acordo com o Ministério da Saúde, 70% do sal consumido pelo brasileiro vêm da alimentação feita em casa e 30%, de produtos industrializados.

A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, dá dicas para diminuir o consumo de sal no dia a dia. "O primeiro passo é reduzir o uso de saleiro à mesa, temperar os alimentos com menor quantidade de sal, utilizar outras formas de ressaltar o sabor dos alimentos como o uso de ervas aromáticas, salsinha, cebolinha, manjericão, para que tenhamos, no processo doméstico de preparação dos alimentos, menor quantidade de sal adicionado. Outra estratégia, é observar os rótulos dos alimentos e comparar entre produtos da mesma categoria a quantidade de sódio e escolher aqueles que têm menor teor de sódio", conta.

 A aposentada, Norma Klein, há quatro anos decidiu reduzir a quantidade de sal na alimentação para controlar melhor a pressão arterial, que , na época, era alta. Hoje, graças ao novo hábito, ela conta que nem precisa mais de medicação."Teve uma época em que eu até estava tomando remédio e com isso eu consegui parar, não estou mais tomando remédio de pressão, minha pressão está estável. Duas consultas seguidas que eu fiz, de três em três meses, eu vi que minha pressão estava sempre normal e aí o médico suspendei o remédio e eu controlo só com isso."

Uma parceria firmada em 2011 entre o Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias da Alimentação garantiu redução de sal em pães de forma, bisnaguinhas e macarrões instantâneos. A previsão é que a retirada de sódio nesses produtos alcance mais de mil e oitocentas toneladas até o fim deste ano e mais de 28 mil toneladas até 2020.

Fonte: MS