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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Vacina contra a gripe está disponível a partir de hoje para toda a população

A partir de hoje (5), a vacina contra a gripe está disponível para toda a população. Com 76,7% do público-alvo vacinado, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a ofertar a vacina para todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques. A medida só é válida neste ano e foi adotada porque ainda há um estoque disponível de 10 milhões de doses.

A campanha vai até sexta-feira (9). A meta é de vacinar 90% do público-alvo, mas, até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu o índice, que inclui crianças de 6 meses a menores de 5 anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou outras condições clínicas especiais; e professores.

O ministério alerta sobre a importância do público-alvo ainda se imunizar para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos e ressaltou que a ampliação do público nesta última semana da campanha ocorrerá porque ainda há doses disponíveis. 

O Amapá é o único estado que atingiu a meta até este momento, com 95,6% do público-alvo vacinado.

A vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde desde o dia 17 de abril protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Segundo a pasta, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

De acordo com o ministério, é fundamental que as pessoas se vacinem neste momento para estarem protegidas durante o inverno, quando os diversos vírus da influenza começam a circular com maior intensidade. O organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção.

Fonte: Agência Brasil 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Cidade do Rio já vacinou 1,1 milhão de pessoas contra a gripe

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio imunizou, até o último sábado, dia 7, 913.653 pessoas na Campanha de Vacinação contra a Influenza, entre idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a 5 anos incompletos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, mulheres até 45 dias após o parto e profissionais de saúde. O número representa 58,1% da população alvo da campanha e a meta é alcançar 80% – 1,2 milhão de pessoas. Além desses, também já foram imunizados contra a gripe 187.008 doentes crônicos, totalizando 1.100.661 pessoas vacinadas.

A vacinação começou no dia 25 de abril e continua até o dia 20 de maio, nas mais de 200 unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O principal objetivo da campanha é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelos vírus da Influenza contidos na vacina. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% da mortalidade global, e em aproximadamente 50% as doenças relacionadas à influenza.

Para as mulheres até 45 dias após o parto, na hora da vacinação será solicitada comprovação da condição clínica e, para os doentes crônicos, a prescrição do médico que o acompanha. Portadores de doenças neurológicas devem consultar seu médico antes de tomar o imunizante e pessoas com quadro febril precisam aguardar a melhora do estado de saúde. Para as crianças são necessárias duas doses num intervalo de um mês entre elas. A vacina é contraindicada para pacientes com história de alergia grave (anafilaxia) e prévia a algum de seus componentes.

Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), para a temporada de 2016 do Hemisfério Sul a vacina influenza trivalente – usada na campanha – é composta por cepas do vírus Myxovirus influenzae, fragmentados, inativados e purificados de Influenza A (H1N1) pmd09; Influenza A (H3N2) e Influenza B (linhagem Victoria). São disponibilizadas vacinas produzidas pelo Instituto Butantan e pela Sanofi Pasteur (França).

Fonte: SMS

terça-feira, 26 de abril de 2016

Perguntas e respostas sobre influenza

1. O que é gripe ou Influenza Sazonal?

A Influenza, também conhecida como Gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país.

2. Qual o microrganismo envolvido?

É o vírus Influenza. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa, apenas, infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A(H1N1)pdm09 e A(H3N2) circulam atualmente em humanos. 

3. Quais os sintomas?

A Gripe, ou Influenza sazonal, inicia-se em geral com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado. 

4. Como se transmite?

A Influenza pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carrear o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Não há diferença de transmissão entre os tipos de influenza sazonal.

5. Por quanto tempo os vírus influenza podem permanecer em uma superfície? 

Sabemos que alguns vírus ou bactérias vivem por 2 a 8 horas em superfícies. Lavar as mãos com frequência ajuda a reduzir as chances de se contaminar a partir dessas superfícies.

6. Como tratar?

O tratamento dos sintomas da influenza sem complicações deve ser realizado com medicação sintomática, hidratação, antitérmico, alimentação leve e repouso. Nos casos com complicações graves, são necessárias medidas de suporte intensivo.

Atualmente, o medicamento antiviral fosfato de oseltamivir é indicado para o tratamento. Os medicamentos devem ser prescritos pelos profissionais médicos aos pacientes que apresentem condições e fatores de risco a complicações por influenza (gripe) e aos casos em que a doença já se agravou. Em caso de complicações, o tratamento será específico. É fundamental procurar atendimento nas unidades de saúde, para que haja identificação precoce de risco de agravamento da doença.

7. O que é resfriado?

O resfriado também é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (RSV), que geralmente acometem as crianças. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com os da gripe, são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias.

Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas. As medidas preventivas utilizadas para evitar a gripe, como a etiqueta respiratória, também devem ser adotadas para prevenir os resfriados. Outra doença que também tem sintomas parecidos, e que pode ser confundida com a gripe, é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alergênicos (substâncias que causam alergia), como poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.

8. Como se prevenir da Influenza?

Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, como vírus Influenza, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, chamadas de “etiqueta respiratória”, tais como:

- Frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento; 

- Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

- Manter os ambientes bem ventilados;

- Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;

Indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem:

 - Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas);

 - Restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação;

 - Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;

 - Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;

* O serviço de saúde deve ser procurado imediatamente caso apresente algum desses sintomas: dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxeada, dor ou pressão abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vomito persistente, convulsão.

 Cuidados em Creches:

- A aglomeração de crianças em creches facilita a transmissão de influenza entre crianças susceptíveis. A melhor maneira de proteger as crianças contra influenza sazonal e potenciais complicações graves é a vacinação anual contra influenza, que é recomendada a partir de 6 meses até 5 anos.

- Além da adoção das medidas gerais de prevenção e etiqueta respiratória, os cuidadores e crianças lotadas em creches devem realizar a higienização dos brinquedos com água e sabão quando estiverem sujos. Deve-se utilizar lenço descartável para limpeza das secreções nasais e orais das crianças. Lenços ou fralda de pano, caso sejam utilizados, devem ser trocados diariamente. Deve-se lavar as mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente, quando ela estiver com suspeita de síndrome gripal.

- Cuidadores devem observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta e informar aos pais quando apresentarem os sintomas de síndrome gripal. Devem, também, notificar a secretaria municipal de saúde, caso observem um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com absenteísmo pela mesma causa na creche;

 - O contato da criança doente com as outras deve ser evitado. Recomenda-se que a criança doente fique em casa, a fim de evitar transmissão da doença.

- Recomenda-se que a criança doente permaneça em casa por pelo menos 24 horas após o desaparecimento, sem utilização de medicamento, da febre.

Cuidados com gestantes; puérperas e recém-nascidos

Influenza causa mais doenças graves em gestantes que em mulheres não grávidas. Mudanças no sistema imunológico, circulatório e pulmonar durante a gravidez faz com que as gestantes sejam mais propensas a complicações graves por influenza, assim como hospitalização, e óbito. As gestantes com influenza também tem maiores chances de complicações da gravidez, incluindo trabalho de parto e parto prematuros.

A vacinação contra influenza durante a gravidez protege a gestante, o feto e até o bebê recém-nascido até os 6 meses.

- As gestantes devem buscar o serviço de saúde, caso apresente sintomas de Síndrome Gripal;

 - Durante internação e trabalho de parto, se a mulher estiver com diagnóstico de Influenza, deve-se priorizar o isolamento;

- Se a mãe estiver doente, deve realizar medidas preventivas e de etiqueta respiratória, como a constante lavagem das mãos, principalmente para evitar transmissão para o recém-nascido;

 - A parturiente deve evitar tossir ou espirrar próximo ao bebê. O bebê pode ficar em isolamento com a mãe (evitando-se berçários).

9. Qual a vacina ofertada no SUS?

A vacina influenza ofertada no SUS é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e produzida no Brasil pelo Instituto Butatan em parceria com o laboratório privado Sanofi Pasteur. A vacina da campanha de 2016 é trivalente e protege contra os tipos de vírus A (H1N1), A(H3N2) e Influenza B, que são os de maior importância epidemiológica, de acordo com a própria OMS.

A vacina é ofertada, anualmente, durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza com o objetivo de reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções causadas pelos vírus, nos grupos prioritários para vacinação. 

10. Qual o público alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza?

O público alvo da vacinação contra influenza no SUS são crianças menores de cinco anos, gestantes, puérperas, idosos, indígenas e pessoas com comorbidades, as quais têm mais risco de ter complicações graves em decorrência da influenza. Além disso, também fazem parte do público alvo profissionais da saúde, pessoas privadas de liberdade e profissionais do sistema prisional.   

11. Por que a campanha de vacinação é realizada anualmente e, geralmente, nos meses de abril e maio?

A influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil. A vacina é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. No geral, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e, em média, confere proteção de 6 a 12 meses, sendo que o pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas da vacinação. Por esse motivo, a vacinação é anual e busca proteger a população alvo da campanha contra as cepas que mais circularam no hemisfério norte, no ano anterior.

Fonte: Blog da Saúde

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Febre: dengue, zika, chikungunya ou gripe A (H1N1)?


Você está calmamente executando suas tarefas cotidianas. Vivendo a sua vida, simplesmente! De repente, do nada, vem uma sensação de desconforto físico e mal estar. Começa a sentir calafrios, dores pelo corpo, um espirro, um pouco de congestão nas vias respiratórias, sensação de cansaço e vontade de deitar. Sente seu corpo esquentar. Pega o termômetro e constata: febre. Toma um antitérmico, melhora um pouco e dali umas poucas horas...tudo de novo. A febre volta e está alta. O mal estar piora.

Na hora vem a dúvida: o quê será que é? Em tempos de epidemias de vírus, a questão é imediata: será gripe ou umas destas viroses como dengue, zika ou chikungunya? Como saber diferenciar e o que fazer para esclarecer? Quais providências tomar? Quais exames estão indicados? Vamos entender.

Neste outono, mais um vírus passa a circular pelos ares contaminando e matando pessoas: o vírus da gripe A (H1N1), também conhecida como gripe suína. Os números de casos e de óbitos este ano, nesta época, já superou em muito os do ano passado. Tanto que o governo cogita em antecipar a campanha de vacinação.

A diferença maior  entre este vírus e os da dengue, zika e chikungunya, no que se refere à transmissão, é que o da gripe circula sozinho pelos ares, passando diretamente da pessoa portadora para a pessoa susceptível pelo próprio ar ou por secreções contaminadas. Os outros  vírus  em geral “voam”  instalados no organismo mosquito vetor e transmissor, o Aedes aegypti.

Os sintomas gerais de todas estas viroses são muito semelhantes, principalmente no início: febre, que pode ser alta, dor de cabeça, dores pelo corpo, muito cansaço, sonolência, inapetência, dor nos olhos, sensação de congestão, náuseas, vômitos  e dores nas articulações. 

No entanto, estas viroses tem, além destes sintomas comuns,  particularidades clínicas específicas, muitas vezes difíceis para diferenciar,  que assim se caracterizam: 

- Gripe A H1N1: os sintomas de congestão são mais expressivos como congestão e coriza nasal, que pode ser clara ou purulenta,  espirros, tosse seca ou com catarro e muita  dor de garganta. Pode ocorrer também dor de ouvido. A dor de cabeça é muito comum, especialmente quando a movimentamos.

- Dengue: na dengue os sintomas congestivos são menos expressivos. Quase não há coriza nem tosse. Mas há muita dor de cabeça e uma dor característica atrás dos olhos. Predominam a intensa sensação de cansaço  e as dores pelo corpo todo. Podem surgir manchas vermelhas leves pelo corpo.  

- Dengue hemorrágica: o quadro é bem mais intenso. Predominam a sensação de desconforto e os sinais de sangramento. O nariz, a boca e as gengivas  podem sangrar. Podem surgir manchas roxas pelo corpo. Pode ocorrer uma dor abdominal muito forte, contínua, que não melhora com nada. A pele fica fria e pálida.

- Zika: de todas é a que tem sintomas mais leves na fase aguda. Tanto assim que pode passar despercebida, apenas como um quadro de desconforto sutil. Há poucos sintomas de congestão nasal, tosse ou dor de garganta.  As machinhas vermelhas espalhadas  pelo corpo são bastante características. Estas manchinhas podem coçar, assemelhando-se a uma alergia. Os olhos também podem ficar vermelhos e coçar um pouco.

- Chikungunya: os sintomas congestivos, como a dengue e a zika, são menos predominantes.  As dores articulares é que são mais características. Acometem principalmente as articulações dos pés, tornozelos e pulsos. Além da dor, as articulações podem ficar inchadas e vermelhas. Estes sintomas articulares podem durar semanas ou meses.

Os exames diagnósticos gerais podem ser pedidos pelo médico na suspeita de uma destas viroses. Um hemograma é sempre recomendável, pois indica se há ou não anemia. Mostra também o número de leucócitos – nossos glóbulos brancos-  indicando-nos a situação de nossa defesa. Importantíssimo observar a contagem das  plaquetas, que são responsáveis pela coagulação do sangue; o que é de extrema importância na suspeita de dengue hemorrágica.

Os exames específicos podem também ser pedidos, dependendo da situação clínica de cada paciente. Por isso, na presença destes sintomas, recomenda-se uma avaliação médica bem completa. 

A gripe é a única destas viroses para a qual, além do tratamento geral, há terapêutica antiviral específica, indicada em alguns casos.  Para as outras viroses o tratamento é de suporte e controle dos sintomas- o que também é essencial para salvar vidas, especialmente quando indicado a tempo.

Saber qual vírus nos acomete é muito importante! Fiquem atentos!

Fonte: Bem Estar 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Vacina da gripe 2016: esclareça suas dúvidas

A corrida para conseguir uma vacina contra a gripe nunca foi tão acirrada. Pais e avós com seus pequenos estão madrugando na porta das clínicas para adquirir uma  senha e ter o direito de aguardar horas nas filas que parecem não ter fim nem sossego. 

Engana-se quem pensou que este cenário refere-se ao SUS. Isto aconteceu nesta última semana  nas clínicas privadas, onde todas estas pessoas estão pagando por uma vacina. 

Sim, este ano a gripe – especialmente a causada pelo vírus Influenza A (H1N1) –  chegou mais cedo espalhando medo e insegurança, já que ninguém está livre de adquirir formas mais graves ou potencialmente fatais desta doença. 

Isto fez com que o governo antecipasse a distribuição pública das vacinas para o dia 04 de abril. Muitas dúvidas pairam no ar sobre as vacinas. Vamos esclarecer.

- Quais vacinas existem contra a gripe 2016?

Há duas vacinas disponíveis: a trivalente e a tetravalente (ou quadrivalente). São os seguintes os vírus nelas contidos:

Trivalente: A (H1N1); A (H3N2); Influenza B (subtipo Brisbane)

Tetra ou Quadrivalente: A (H1N1); A (H3N2); 2 vírus Influenza B (subtipos Brisbane e Phuket)

Vejam que o A (H1N1) está contido nas duas.

Estão indicadas para todas as pessoas, exceto para bebês com menos de 6 meses de idade. Mas atenção: dependendo do fabricante da vacina, um dos tipos da tetra só pode ser dado para crianças maiores de 3 anos de idade. A Trivalente pode ser dada para todos acima de 6 meses. Crianças de 6 meses a 1 ano tem que tomar duas doses com intervalo de 1 mês.

- A vacina da rede pública é a mesma da rede particular?

Quem determina a composição necessária dos vírus contidos na vacina é a OMS (Organização Mundial de Saúde) que se baseia na maior circulação observada de vírus no hemisfério norte no ano anterior. Em novembro de 2015, a Anvisa endossou a orientação da OMS e a vacina trivalente 2016, que contem os vírus determinados pela OMS,  está sendo produzida pelo Instituto Butantan de São Paulo. Importante reiterar que todas estas vacinas – da rede pública ou privada, trivalente ou tetravalente – protegem eficazmente contra os vírus da  gripe de 2016.

- Quem tomou a trivalente pode tomar a tetravalente?

Pode, se quiser. Recebe proteção a mais contra um subtipo do vírus Influenza B. Mas deve guardar um intervalo de 1 mês entre as duas doses.

- Quem tomou a vacina em 2015 precisa tomar em 2016?

Sim, pois a vacina tem validade de 1 ano. Além disso,  os vírus foram modificados de acordo com a maior incidência dos mesmos.

- E quem tomou a vacina de 2015 este ano, deve tomar também a de 2016?

As duas vacinas (2015 e 2016) conferem proteção contra os vírus A (H1N1) e A (H3N2). Para estes vírus as duas protegem. Porém, a diferença está no influenza B. Portanto, é aconselhável, SIM, tomar a vacina de 2016. Lembrando que deve haver um intervalo de 1 mês entre as duas vacinas.

- Quem pode receber gratuitamente a vacina na rede pública?

Dia 04/04: começa a vacinação gratuita dos profissionais de saúde.

Dia 11/04: podem ser vacinadas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

Dia 30/04: além dos grupos anteriores, podem receber a vacina puérperas de até 45 dias, detentos, funcionários da rede prisional e indígenas.

- Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?

Uma média de 2 a 3 semanas. 

- Quem está com febre pode tomar a vacina? E quem está tomando antibiótico?

Recomenda-se que as pessoas com febre aguardem a resolução do processo para receber a vacina. Quem está tomando antibiótico deve conversar com seu médico e seguir as orientações específicas para cada um.

- Quais as contraindicações para a vacina?

As pessoas com alergia comprovada e importante ao ovo não devem receber a vacina. Quem está com imunodepressão, natural ou medicamentosa, deve receber orientações específicas do próprio médico.

- Vacina da gripe dá gripe?

NÃO. A vacina é composta por fragmentos dos vírus ou por vírus mortos e por isso não dá gripe. Ocorre que como a vacina é aplicada numa época em que há muitos vírus circulando, as pessoas ficam mesmo mais gripadas. Mas certamente por outros vírus que não os contidos na vacina.

- Quais os principais efeitos colaterais da vacina?

Esta vacina em geral não dá sintomas de desconforto depois. As reações são bastante individuais. Algumas pessoas podem apresentar febre, mal estar e um pouco de dor no local da aplicação. 

- Quais outros cuidados que podemos tomar para evitar a gripe?

Nunca é demais lembrar:

1. Lave as mãos com frequência. Superfícies como maçanetas de porta, por exemplo, podem estar contaminadas e as mãos levam os vírus para as mucosas da boca ou dos olhos da pessoa susceptível. Gripe passa, sim, pelas mãos.

2. Ventile os ambientes. Se estiver em transporte público, ônibus, trem ou metrô, abra as janelas. Vale mais sentir frio do que pegar gripe. Lave as mãos assim que chegar em casa. 

3. Evite coçar os olhos ou colocar as mãos na boca. Lave as mãos com frequência.

4. Quando tossir, tape a boca com o antebraço e não com as mãos. Lave as mãos com frequência.

5. Tome mais água que o habitual, coma saudável, durma bem e pratique esportes! Mais importante: lave sempre as mãos!

Fonte: Bem Estar 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

São Paulo vai fornecer remédio contra gripe para paciente da rede particular



TamifluSegundo a Agência Brasil, a prefeitura de São Paulo vai oferecer gratuitamente o remédio fosfato de oseltamivir (Tamiflu), usado no combate ao vírus da gripe Influenza H1N1 (ou gripe A ou gripe suína), também a pacientes com receita fornecida por médicos da rede médica particular.
A orientação é que pacientes, parentes ou responsáveis dirijam-se às unidades de saúde com a prescrição médica em mãos. A prefeitura de São Paulo disponibiliza em seu site os postos onde estão disponíveis o Oseltamivir (acesse a lista aqui) e o Zanamivir (acesse a lista aqui), que são princípios ativos do Tamiflu.

  1. Nova Gripe – Entre os mais atingidos Brasil tem remédio de fabricação própria.
  2. São Paulo e Rio de Janeiro prorrogam vacinação contra a gripe
  3. Doentes crônicos estão no grupo de prioridade para a vacinação contra a gripe. Veja quais são essas doenças
  4. São Paulo registra primeiro óbito por nova gripe
  5. Tamiflu – Remédio não evita complicações da gripe sazonal


domingo, 15 de julho de 2012

Ministério da Saúde facilita o acesso ao medicamento oseltamivir


O tratamento com tamiflu é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde. Há estoque suficiente para atender toda a população | Foto: divulgação

O Ministério da Saúde retirou o medicamento oseltamivir – de nome comercial tamiflu – da “lista de substâncias sujeitas a controle especial”. A partir de agora, o remédio, que é usado no tratamento da gripe, passa a ser comercializado nas farmácias de todo o país como os demais medicamentos com receita médica simples, sem a necessidade de controle especial em duas vias (original e cópia). A determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União, visa facilitar o acesso da população ao medicamento. O antiviral já é oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS), gratuitamente, às pessoas que necessitam. Para retirar o antiviral, no entanto, o paciente deve apresentar prescrição médica, emitida tanto por profissionais da rede pública, como da rede privada.

Com esta iniciativa, o Ministério da Saúde reforça o Protocolo de Tratamento de Influenza – 2011, que atualizou os profissionais de saúde quanto ao tratamento dos casos de gripe, ratificando junto aos médicos a prescrição e orientação para o acesso rápido ao antiviral oseltamivir. A determinação é clara: O tratamento com o remédio deve ser iniciado o mais rápido possível, após os primeiros sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, nas pessoas que apresentarem a síndrome gripal e fazem parte dos grupos vulneráveis para complicações – como gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas.

Já os pacientes com síndrome gripal, que não pertencem aos grupos de risco, devem receber o medicamento imediatamente caso apresentem sinais de agravamento, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias. Para atingir sua eficácia máxima, o antiviral deve ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início da doença. Entretanto, mesmo ultrapassado esse período o Ministério da Saúde indica a prescrição do medicamento.

ESTOQUE – Só neste ano, o Ministério da Saúde enviou, às secretarias estaduais de saúde, 418,8 mil caixas do remédio. Antes desta distribuição, no entanto, os estados já estavam abastecidos do medicamento. Cada caixa contém 10 comprimidos, suficientes para um tratamento completo. Nenhum dos 26 estados e Distrito Federal apresenta carência do antiviral. “Pelo contrário, o Ministério da Saúde tem acompanhado os estoques junto às secretarias estaduais de Saúde e, na medida em que forem consumidos, novos lotes serão enviados. O Ministério da Saúde mantém estoque estratégico de oseltamivir”, afirma a secretária substituta de Vigilância em Saúde, Sônia Brito.

A secretária substituta destaca a importância do tratamento precoce com o antiviral oseltamivir para reduzir a possibilidade da gripe evoluir a complicações e desencadear óbitos. “Por isso, é preciso que o remédio seja usado imediatamente, após o início dos primeiros sintomas de síndrome gripal”, assegurou Sonia Brito. Os sintomas são surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor na garganta, cefaleia (dor de cabeça) ou mialgia (dor nos músculos) ou artralgia (dor nas articulações). Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastro-intestinais ou dor muscular intensa.

Fonte: Amanda Costa / Agência Saúde