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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Diagnóstico é o primeiro passo na luta contra o câncer

Constantemente nos deparamos com anúncios de mulheres famosas que descobriram o câncer de mama tanto em fase inicial como em fase avançada. O mais recente foi o anúncio de Suzana Gullo Mion, através da página do marido no Instagram, o ator e apresentador Marcos Mion (Leia aqui).

Depois de seis meses, e de ter vencido o câncer, o texto do casal na rede social passa uma mensagem de esperança e luta. “Temos a intenção de explicar aos nossos conhecidos o porquê do nosso "sumiço nos últimos seis meses", mas principalmente alertar e conscientizar o maior número de mulheres possível, pois aprendemos duramente que o câncer é uma realidade que não distingue nada, nem ninguém. E está mais próximo do que a maioria pode querer (...)”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), somente no Brasil esperam-se aproximadamente 58 mil casos de câncer de mama.

Edna de Oliveira é uma das outras milhares de mulheres que enfrentam a realidade de ser surpreendida com o diagnóstico da doença. A empresária descobriu o câncer após um acidente no trabalho em 2005. “Parece que foi o sinal para eu descobrir. Estava na loja e bati numa quina do balcão. Ficou dolorido durante muito tempo, aí fui ao medico e ele já percebeu o nódulo”, conta.

A consulta já trouxe indícios de que o diagnóstico merecia atenção. Após os exames complementares a confirmação: câncer na mama direita. “Fiquei assustada. Os médicos me informaram tudo, qual era a minha situação e eu queria já começar o tratamento para descansar logo a cabeça. Sentir que estava fazendo alguma coisa para melhorar”, relembra.

Na família, entre os 13 irmãos, uma delas já tinha passado pela mastectomia (cirurgia de retirada da mama após diagnóstico de um tumor maligno), mas apesar do histórico familiar, Edna não se preocupava com a possibilidade de poder ter também o problema. “Fui descobrindo como era uma doença comum e como o cuidado constante com a saúde era fundamental para evitar que ficasse séria à medida que fui às consultas com o pessoal do Hospital de Base (Brasilia), e nas palestras dos grupos de apoio”.

O Ministério da Saúde (MS) recomenda que mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou que apresentem sintomas da doença, realizem a mamografia independentemente da idade, a partir da solicitação médica do exame. Portanto, todas as mulheres que tiverem indicação médica para realização da mamografia têm acesso garantido aos procedimentos disponíveis por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O tratamento da Edna foi feito pelo Sistema Único de Saúde. Consultas, exames e tratamento, tanto a radioterapia como a quimioterapia e o medicamento que tomou por cinco anos. Depois disso tudo, a certeza da cura tinha chegado.

Porém, em 2015, um novo diagnóstico: “Eu não queria fazer a reconstrução da mama. Não queria passar por mais uma cirurgia, por medo. Mas minha família, meus filhos, sempre ficavam insistindo. Após um ano da reconstrução, numa consulta de rotina, mais um nódulo. Dessa vez, na mama esquerda. Teria que passar novamente por todo o processo. O bom é que eu já sabia que tinha cura”, relembra.

O tratamento dessa vez foi diferente. Fez a cirurgia para a retirada da mama e já a reconstrução no mesmo dia. A rádio veio para complementar o tratamento e uma nova medicação, que ainda toma. Apesar das incertezas que um tratamento pode trazer, Edna se sente forte e com a certeza que a cura é possível.

O apoio da família, a disponibilidade e atenção da equipe, segundo ela, foram indispensáveis nesse processo todo. “A equipe foi ótima. Tanto os médicos como os enfermeiros, não tenho o que reclamar. Fiz todo o acompanhamento com eles durante anos e eles sempre foram muito legais com a gente, muito cuidadosos. A minha família então, não tenho nem como agradecer. Todo mundo estava sempre comigo”, conta.

ORIENTAÇÃO - Mulheres assintomáticas com idade entre 50 e 69 anos devem fazer o rastreamento com mamografia a cada dois anos. Dessa forma, o objetivo do rastreamento é a detecção precoce da doença, com o menor número possível de casos falso-positivos, e a diminuição da mortalidade pela doença. Em 2015, o Brasil realizou 4.121.128 mamografias de rastreamento, das quais 2.492.603 foram realizadas na faixa etária prioritária.

Fonte: Blog da Saúde

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Saiba mais sobre o linfoma não-Hodgkin, doença que acometeu Edson Celulari

Na manhã de hoje (20), foi divulgada a notícia do câncer que acometeu o ator Edson Celulari, 58 anos. O Linfoma Não-Hodgkin ocorre particularmente em pessoas com mais de 60 anos por razões desconhecidas e ataca o sistema linfático, responsável pela imunização.

Este linfoma afeta principalmente os vasos sanguíneos e diversos tipos de células, podendo se espalhar pelo corpo.

Alguns fatores de risco são conhecidos, tais como:

Sistema imune comprometido – Deficiência na imunidade graças a doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV apresentam maior risco.

Exposição química – Certos agentes químicos também podem prejudicar a saúde, como pesticidas, solventes, fertilizantes, herbicidas, inseticida e nitrato.

Exposição a altas doses de radiação.

Os médicos indicam manter uma alimentação rica em verduras e frutas para proteger a saúde contra esta e outras formas de câncer.

Sintomas:
Aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha;
Sudorese noturna excessiva;
Febre;
Coceira na pele;
Perda de peso sem explicação.

O diagnóstico ocorre por meio dos seguintes exames:
Biópsia;
Exame de imagem (tomografia, ressonância);
Por meio das células do corpo.

Após a realização dos exames, os médicos avaliam a extensão da doença e começam o tratamento (quimioterapia e radioterapia).

Fonte: Blog da Saúde

quarta-feira, 1 de junho de 2016

INCA abre inscrições para curso ABC do Câncer

O curso "ABC do Câncer: abordagens básicas para o controle do câncer" tem como objetivo identificar o câncer como um grave problema de saúde pública no Brasil e descrever as principais ações políticas para controle da doença. O curso é gratuito, oferecido à distância por meio de ambiente virtual de aprendizagem e o aluno contará com a presença de tutoria. 

Serão ofertadas 30 vagas para alunos da área de saúde (graduação, pós-graduação e técnico); 30 vagas para profissionais da rede de atenção; e 50 vagas para profissionais do INCA.

Com carga horária de 30h, o conteúdo do curso estará disponível entre 20 de junho e 20 de julho. No final de cada unidade o aluno realizará exercícios e ao término do curso, uma avaliação. Só receberá o certificado de conclusão quem tiver participação nas atividades, frequência e aproveitamento maior ou igual a 70%.

As inscrições podem ser feitas no período de 1° a 10 de junho, apenas pela internet, e só será confirmada após o envio dos documentos necessários. O resultado será publicado no site do INCA no dia 15 de junho, a partir das 14h.

Para mais informações, confira o hotsite do curso ou envie e-mail para secad@inca.gov.br.

Fonte: INCA

sexta-feira, 18 de março de 2016

Além do câncer, o cigarro causa envelhecimento precoce da pele

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que pelo menos um terço da população mundial adulta seja fumante. O tabagismo tem relação com vários tipos de câncer (pulmão, cavidade oral, laringe, esôfago, estômago, bexiga, colo do útero e leucemias). Fumantes chegam a ter 20 vezes mais chances de ter a doença no pulmão que não fumantes, 10 vezes mais chances de ter a doença na laringe e de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver câncer de esôfago.

Ricardo Meirelles, médico Pneumologista da Divisão de Controle de Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), explica que o tabagismo afeta todos os órgãos do corpo humano. “O tabagismo em relação direta com mais de 50 doenças. Hoje é provado que não existe órgão que não seja afetado diretamente pelo cigarro. A fumaça, não só do cigarro como outros derivados do tabaco, possui 60 substâncias cancerígenas e 4700 substância toxicas”, explica. 30% dos casos de câncer tem ligação com o tabagismo, no caso de câncer de pulmão, por exemplo, a incidência sobe para 90%.
Entre os prejuízos causados pelo cigarro estão também os dermatológicos, como pele seca, aparecimento de rugas e queda de cabelo. O dermatologista Luciano Morgado, explica o motivo: “O cigarro, assim como no pulmão, causa a diminuição da circulação sanguínea na pele, a vaso constrição. Com a chegada menor de sangue no local, vão diminuindo as fibras colágenas e elásticas, que são o que dá firmeza para pele. Com isso a pele vai ficando com uma coloração amarelada e com mais rugas, principalmente ao redor dos lábios e dos olhos. Além disso, o cigarro aumenta a atividade de uma enzima que chama elastase, que no pulmão causa enfisema e na pela degrada as fibras elásticas”.

A pedagoga Doralice Vieira, 59 anos, fumou por 10 anos e sentiu muita diferença na pele. “Tive consequência sérias na minha pele por causa deste período fumando. Fiquei mais enrugada, com um código de barras, principalmente ao redor da boca. Sentia que a pele estava cansada. Além da parte estética, percebi que minha saúde também não estava a mesma, ficava ofegante depois de subir qualquer escada ou andar um pouco mais”, relembra.20150916 170228

A questão estética somada à saúde motivou Doralice a parar de fumar. “Isso foi me incomodando muito. Quando eu parei de fumar, notei a diferença que isso fazia na minha pele. Fiz inclusive alguns procedimentos estéticos para melhorar a aparência. Se eu não tivesse parado de fumar estaria com uns 15 a mais na minha aparência”.

O SUS oferece tratamento gratuito para quem quer deixar o tabagismo. A Secretaria Estadual e/ou Municipal de Saúde da sua região pode informar o local com o tratamento disponível mais próximo da sua casa. Para ter acesso ao tratamento, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde que presta o atendimento, levar a identidade e se inscrever no programa de combate ao tabagismo do SUS.

Para saber mais sobre o tratamento gratuito para combater o vício do cigarro, acesse www.inca.gov.br/tabagismo . Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro, tais como câncer, enfisema ou derrame.

Pele ressecada 

Como o cigarro age: A nicotina provoca contração dos vasos sanguíneos, diminuindo a circulação sanguínea na pele, o que resulta em lesão das fibras elásticas e diminuição da síntese de colágeno.

Nascimento de rugas e marcas de expressão

Como o cigarro age: O consumo de nicotina leva à diminuição do nível de estrogênio, resultando em uma pele seca e com piora do seu aspecto geral. O fumo também aumenta a viscosidade sanguínea, a agregação das plaquetas e a atividade da enzima chamada elastase, o que resulta em formação defeituosa da elastina, tornando a pele mais espessa e fragmentada. Ou seja, faz a pele ficar cinzenta e com rugas proeminentes, apresentando mais linhas ao redor dos olhos e lábios.

Queda de cabelos 

Como o cigarro age: Devido ao dano na microcirculação sanguínea, o fumo leva a uma diminuição no aporte de nutrientes e oxigênio nas células, resultando em cabelos com menos viço, ressecados e com maior índice de queda.

Recuperação de cirurgias 

Como o cigarro age: Devido aos danos ocasionados na microcirculação sanguínea e no sistema imune, o tabagismo aumenta o risco de infecções, abertura dos pontos e de cicatrizes nas cirurgias plásticas, por exemplo.

Amarelamento de certas áreas do copo

Como o cigarro age: O alcatrão presente nos cigarros também pode levar à coloração amarelada dos dentes, unhas e da pele do rosto. Após parar de fumar, a pele pode apresentar melhora gradual ao decorrer do tempo.


Fonte: Blog da Saúde

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Reabilitação e combate ao câncer têm incentivos para beneficiar a população

A população brasileira vai ser beneficiada com um incentivo fiscal de um bilhão e 300 milhões de reais para projetos de reabilitação e combate ao câncer. O anúncio foi feito recentemente pelo Ministério da Saúde. O valor vai ser oferecido em deduções fiscais para cidadãos comuns ou empresas que fizerem doações a projetos de entidades privadas sem fins lucrativos atuantes no campo da oncologia e da pessoa com deficiência. O benefício faz parte do Pronon – Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica e do Pronas – Programa Nacional Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência. As duas iniciativas foram lançadas no ano passado para estimular a ampliação dos serviços de saúde prestados à população e estímulo à pesquisa científica nas duas áreas.

A coordenadora-geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do Ministério da Saúde, Patrícia Chueiri, explica que qualquer pessoa pode ser beneficiada com os resultados do incentivo. "Desde ampliar a assistência à pessoa com câncer, então ampliar o número de serviços, o número de ações, o número de cirurgias, de radioterapia, até a gente ter uma maior capacidade de formação de recursos humanos na área e passando de a gente ampliar os recursos que hoje a gente tem para a área de pesquisa na área da oncologia. Os projetos podem vir para essas três áreas, tanto para a oncologia, quanto para a pessoa com deficiência", comenta Patrícia.

O Ministério da Saúde dobrou o valor do incentivo fiscal este ano. Em 2013, as deduções do imposto de renda poderiam chegar a quase 612 milhões de reais. Trinta e quatro entidades que realizaram 46 projetos foram beneficiadas com quase 138 milhões de reais. Os projetos podem ser desenvolvidos em dois anos e são acompanhados e avaliados pelo Ministério da Saúde.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

#DiaMundialdoCâncer | Desvendando os mitos do câncer

Todo mês de fevereiro, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) lançam campanha de conscientização contra o câncer, aproveitando o Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro). Durante todo o mês, a mobilização tem o objetivo de aumentar a consciência e educação sobre a doença, além de diminuir o estigma em torno da doença e esclarecer alguns mitos e verdades sobre o câncer.

A campanha deste ano irá difundir conhecimento sobre o câncer e informações contra as falsas ideias em relação à doença. Ela gira em torno de quatro temas principais, que são: ‘Temos que falar sobre o Câncer’; ‘Câncer pode ser diagnosticado com antecedência’; ‘Câncer, é possível prevenir’; e ‘Câncer, todos têm direito ao tratamento’. O Diretor-Geral do INCA, Luiz Antônio Santini,
explicou a importância da informação no combate à doença:

Qual o papel da informação e das campanhas de esclarecimento como essas para a saúde na área do câncer?
O INCA e o Ministério da Saúde encaram a informação como crucial para conter as doenças, especialmente doenças que podem ser prevenidas e possíveis de serem evitadas pelo paciente. E esse é o caso do câncer. A comunicação para o caso do câncer não é um elemento adicional, ela é um componente estratégico. É tão importante quanto qualquer outra medida de controle da doença.

O primeiro tema da campanha é o de que precisamos falar sobre o câncer. Ainda existe um tabu para falar no assunto?
As pessoas têm medo de falar sobre o câncer, muitos nem falam a palavra câncer. Falam que estão com aquela doença ou com uma doença. E o que observamos nas unidades de tratamento do câncer é que as pessoas perdem até a oportunidade de se tratar porque elas têm medo de descobrir que têm câncer. Por isso a gente faz questão de que se fale sobre o câncer, para que a pessoa saiba que é uma doença múltipla, existem muitas formas de canceres. E alguns tipos oferecem amplas possibilidades exitosas de cura e a prevenção pode evitar seu aparecimento.

Portanto, essa expectativa de mais de 500 mil novos casos de câncer pode ser reduzida se conseguirmos fazer com que as pessoas parem de fumar, diminuam a quantidade de álcool, aumentem sua atividade física e modifiquem seus hábitos alimentares. Só isso pode ter grande influência no câncer de pulmão, no câncer do colo retal, vários tipos. Outra coisa é a vacina contra a hepatite B que protege contra o câncer de fígado. Varias possibilidades existem para as pessoas evitarem a aparição do câncer, se tiverem conhecimento.

Outro tema é que o câncer pode ser diagnosticado com antecedência. Por que é preciso reforçar isso?
O câncer de colo do útero é um câncer que leva muitos anos para se instalar, desde a infecção pelo vírus do HPV até a instalação do câncer. Então se fizer os exames preventivos conforme o Ministério da Saúde e INCA recomendam, a pessoa vai ter a oportunidade de tratar antes que o câncer apareça. A mesma coisa é o câncer de mama. A mamografia na faixa indicada, a partir dos 50, poderá detectar um câncer precocemente e a pessoa será curada.

Outro tema da campanha é o da prevenção. As pessoas ainda acreditam que o câncer não pode ser evitado?
As pessoas muitas vezes não vinculam suas atitudes, modos de vida, seus hábitos, com o aparecimento do câncer. Na verdade 40% dos casos de câncer podem ser prevenidos. Por exemplo, a questão do tabagismo. O câncer de pulmão e outros tipos, como bexiga, estômago, esôfago, da boca, da cavidade oral, todos esses tipos estão relacionados ao cigarro. O abandono do cigarro ou o não fumar é um fator fundamental para prevenir vários tipos de câncer.

E quanto ao tema do tratamento. Porque ainda é importante lembrar que as pessoas têm direito ao tratamento?
É importante porque as pessoas têm dificuldade de entender o problema. Acham que porque estão com câncer não há mais nada para fazer, que acabou. E isso não é verdade. O SUS oferece os tratamentos mais modernos e sofisticados do mundo para câncer. O Brasil tem mais de 280 centros de tratamento de câncer espalhados por todo o país. Todos eles capacitados com protocolos de tratamento aprovados no mundo inteiro. Atualizados do ponto de vista tecnológico. E ainda muitas pessoas deixam de ter acesso porque acham que não tem mais o que fazer.

Outro aspecto fundamental é a questão da qualidade de vida. Mesmo que pessoa não tenha mais expectativa para um tratamento curativo, é um direito humano de ter uma boa qualidade de vida. Toda pessoa tem direito a um cuidado independente do estágio da doença. Mais que um direito à saúde é um direito humano.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Entra em vigor lei que garante início de tratamento de câncer em até 60 dias



37468448A partir de hoje (23), pacientes com câncer deverão iniciar o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até 60 dias após o registro da doença no prontuário médico. A determinação consta da Lei 12.732/12, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em novembro do ano passado, que entra em vigor nesta quinta-feira.
Para ajudar estados e municípios a gerir os serviços oncológicos da rede pública, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, há uma semana, a criação do Sistema de Informação do Câncer (Siscan). O software, disponibilizado gratuitamente para as secretarias de Saúde, vai reunir o histórico do paciente e do tratamento. A previsão do governo é que, a partir de agosto, todos os registros de novos casos de câncer no país sejam feitos pelo Siscan.
Na ocasião, o ministro alertou que estados e municípios que não implantarem o sistema até o fim do ano terão suspensos os repasses feitos para atendimento oncológico. Com o objetivo de acompanhar o processo de implantação do Siscan e a execução de planos regionais de oncologia, uma comissão de monitoramento, de caráter permanente, visitará hospitais que atendem pelo SUS. O grupo vai avaliar as condições de funcionamento e a capacidade de oferecer atendimento oncológico com agilidade.
Ontem (22), o diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Paulo Hoff, elogiou a nova regra, mas cobrou recursos para o cumprimento da lei. De acordo com o médico, que também é professor de oncologia e radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, nas instituições que tratam o câncer pelo SUS no estado o tempo médio entre o diagnóstico e o início do tratamento é 22 dias, abaixo do exigido pela lei. Ele disse, no entanto, que há casos em que, dependendo da localização do paciente e do tipo de tumor, o prazo pode passar de três meses.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o SUS conta atualmente com 277 serviços habilitados em oncologia, sendo 134 no Sudeste, 63 no Sul; 48 no Nordeste, 20 no Centro-Oeste e 12 no Norte. As unidades oferecem radioterapia, quimioterapia e cirurgia oncológica.
Atualmente, 78% dos pacientes com câncer em estágio inicial recebem tratamento em até 60 dias. Desses, 52% conseguem ser atendidos em 15 dias. Entre os pacientes com câncer em estágio avançado, 79% recebem tratamento em até 60 dias. Chega a 44% os que conseguem ser atendidos em 15 dias.
A estimativa do ministério é que o país registre este ano 518 mil novos casos de câncer. A previsão é que 60.180 homens tenham câncer de próstata e 52,6 mil mulheres sejam diagnosticadas com câncer de mama. Depois das doenças cardiovasculares, o câncer é a doença que mais mata no país.
Em 2010, 179 mil pessoas morreram em decorrência da doença. O câncer dos brônquios e do pulmão foi o tipo que mais matou (21.779), seguido do câncer do estômago (13.402), de próstata (12.778), de mama (12.853) e de cólon (8.385).
*Com informações da Agência Brasil

  1. Sancionada lei para SUS atender paciente com câncer em até 60 dias
  2. O que é a Lei Carolina Dieckmann que entra em vigor hoje
  3. Norma sobre garantia e tempo máximo de atendimento entra em vigor
  4. Aprovado projeto que define prazo para que SUS inicie tratamento de pessoas com câncer
  5. Tratamento do câncer de próstata na rede pública #NovembroAzul

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dia 23 de Novembro - Dia Nacional do Combater ao Câncer Infantil

O Dia 23 de novembro é o Dia Nacional do Combate ao Câncer Infantil.
A Lei 11.650, sancionada em 04 de abril de 2008, tem por objetivo:
I. Estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil;
II. Promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas
de atenção integral às crianças com câncer;
III. Apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil
em prol das crianças com câncer;
IV. Difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer infantil, e
V. Apoiar as crianças com câncer e seus familiares.

Saiba mais aqui:

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Unidos pela Cura chega na ESF da Área de Planejamento de Saúde 2.1


O Programa de Diagnóstico Precoce do Instituto Ronald McDonald oferece a oportunidade para que a Estratégia de Saúde da Família - ESF passe a fazer parte do Unidos pela Cura que é hoje a política de promoção do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil no município do Rio de Janeiro. O projeto coloca na agenda de capacitação das equipes da ESF do município do Rio o tema da oncologia pediátrica e fortalece o esforço da nova gestão da Prefeitura do Rio de ampliar expressivamente a cobertura da ESF na cidade.

O projeto “Unidos pela Cura chega na ESF” será implantado inicialmente junto as 43 equipes da ESF da Área de Planejamento de Saúde 2.1. De acordo com o fluxo de encaminhamento pactuado no âmbito do Unidos pela Cura, as unidades de atenção básica da AP 2.1 devem encaminhar as suspeitas de câncer pediátrico para os seguintes hospitais pólo de investigação: ao Hemorio, no caso de suspeita de câncer hematológico; ao Hospital Municipal Jesus ou ao INCA no caso de suspeita de tumores sólidos.

Hoje no Brasil, o câncer já é 2ª principal causa de morte para crianças e jovens na faixa etária entre 5 e 19 anos. Segundo a literatura especializada, cerca de 70% dos casos de câncer infanto-juvenil podem ser curados, desde que recebam diagnóstico precoce e preciso, bem como tratamento adequado atendendo aos protocolos cientificamente testados.

No Rio de Janeiro, estima-se que mais de 50% dos pacientes chegam ao centro especializado de tratamento com a doença muito avançada e, portanto, com menor possibilidade de cura. Esta realidade pode e precisa ser alterada e o Programa de Diagnóstico Precoce do Instituto Ronald McDonald passa a ser um importante aliado do trabalho que vem sendo feito pela instituições co-responsáveis pela política Unidos pela Cura desde 2005 .

Capacitação dos profissionais da ESF no Unidos pela Cura


A CAP 2.1 foi uma das duas áreas contempladas com o treinamento do 'UNIDOS PELA CURA". Esta estratégia visa a suspeita para o diagnóstico precoce do câncer infantil.

O Unidos Pela Cura é uma iniciativa que vem sendo constituída de forma intersetorial e tripartite no Estado do Rio de Janeiro desde 2005. O objetivo é construir uma política pública de promoção do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil.















Fonte: Otics Rocinha

sexta-feira, 13 de março de 2009

Livro - Cuidados Paliativos Oncológicos - Controle da Dor


PARTE I - CONCEITOS EM ANALGESIA
INTRODUÇÃO
O Alívio da Dor em Câncer
Incidência de dor em pacientes com câncer
Classificação da dor por seu mecanismo fisiopatológico
Padrões e Tipos de Dor
Avaliação do Paciente com Dor
Princípios Gerais de Controle da Dor
Agentes farmacológicos anti-álgicos
Terapêutica Analgésica
Avaliação da Dose Inicial - Titulação
Breakthrough Pain - Dor Incidental
Sedação Terminal

PARTE II - PROCESSO DECISÓRIO EM ANALGESIA
Processo Decisório em Analgesia
Rodízio e Distribuição de Opiáceos nos Tecidos
Via de Administração
Abordagem de Enfermagem em Crianças com Dor
Roteiro para Avaliação da Dor
Mensuração da Dor
Recursos Auxiliares
Medidas Não Farmacológicas
Estudo dos Recursos Farmacológicos

PARTE III - BREVE REVISÃO ACADÊMICA
Processamento da Dor no Sistema Nervoso
Sistema Nociceptivo

PARTE IV - DISPONIBILIDADE DE OPIÁCEOS NO BRASIL

PARTE V - BIBLIOGRAFIA


Formato: PDF
Número de páginas: 120
Tamanho: 551 KB

Cartilha - Falando Sobre o Câncer de Intestino


Cartilha do Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer sobre câncer de intestino com orientações úteis ao usuário, fatores de risco e de proteção, bases do tratamento, entre outras coisas.Paciente informado não é uma realidade constante em nosso meio, infelizmente.

Formato: PDF
Número de páginas: 38
Tamanho: 870 KB