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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Preconceito e falta de investimento é apontado por especialistas como fator para aumento em casos de câncer de próstata



skd191422sdcPara conscientizar os homens sobre a importância de cuidar da saúde, em especial no que se refere ao câncer de próstata e peniano, é preciso investimentos em campanhas de informação, bem como em infraestrutura de saúde. Barreiras socioculturais e institucionais são os principais impedimentos ao diagnóstico precoce e tratamento das doenças que afetam os homens, essa é a conclusão dos especialistas. O tema foi discutido em audiência pública nesta quinta-feira (16), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Em geral, o homem sente-se forte e pensa que os centros de atendimento à saúde foram criados para os mais frágeis, como crianças, mulheres e idosos, disse o coordenador da Área Técnica de Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Schwarz. Assim, os homens só procuram atendimento médico quando a doença avançou de forma irreversível.
O Ministério da Saúde trabalha para mostrar, por meio de campanhas educativas, a importância de o homem cuidar da saúde. Para ele, é preciso uma mudança do paradigma de que o cuidado com a saúde é uma particularidade feminina.
A falta de informação associada ao preconceito masculino e à falta de recursos também foram apontados pelo presidente da SBU, Aguinaldo César Nardi, como um dos principais fatores de avanço de câncer de próstata e de pênis no Brasil. Ele ressaltou  que essas doenças têm alto índice de cura quando diagnosticadas precocemente e, na maioria dos casos, podem ser evitadas com “água e sabão”. Nardi assinalou que as mulheres consultam ginecologistas com mais frequência do que os homens vão a urologistas. Segundo informou, quase a metade dos homens nunca consultou um especialista.
O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Anderson Arantes Silvestrini, informou, citando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que depois do câncer de mama, o de próstata é o que mais mata no mundo. Considerando apenas a população masculina, ressaltou, o câncer de pulmão é o mais fatal, seguido pelo de próstata. Os grupos de risco, informou, são os homens com mais de 50 anos, os obesos, os negros e os que têm histórico da doença na família.

ESTILO DE VIDA

O estilo de vida adotado pela maioria dos homens é em si um fator de risco para o desenvolvimento de cânceres. Mesmo sabendo que são mais propensos a problemas como alcoolismo, tabagismo e sedentarismo, que podem levar a outras doenças, os homens não têm o hábito de ir ao médico a não ser por pressão de uma mulher (esposa, namorada, mãe ou filha).
Apesar de, na avaliação do coordenador da Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Federal de Medicina, Emmanuel Fortes Cavalcanti, ser importante a adoção de campanhas educativas, é preciso investir em infraestrutura de saúde e equipar centros de saúdes e hospitais para atender à demanda.
Para Cavalcanti, a saúde do homem, como já acontece com a da mulher, deve receber atenção por meio de uma política de Estado, que continue com a alteração de governos. “Ações e campanhas voluntárias, não terão a perenidade que o problema requer”, afirmou.
*Com informações da Agência Senado

Fonte: Blog da Saúde

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Homens devem ficar atentos aos exames preventivos do câncer de próstata


Foto: Corbis Images

O preconceito ainda é o maior inimigo dos homens quando o assunto é o exame da próstata. A próstata é uma glândula que só o homem possui e que fica abaixo da bexiga. Ela produz parte do sêmen. O câncer de próstata é silencioso e só começa a apresentar sintomas quando já está em um estágio avançado. Por isso, os médicos recomendam exames regulares de prevenção para os homens com mais de 45 anos. O principal deles é o toque retal seguido de exame de sangue.

O advogado André Carlos Oliveira não tem preconceito e faz anualmente o exame de prevenção. ”Eu já fiz três vezes, uma com toque e as outras duas eu fiz com exame de sangue. Eu não tenho preconceito nenhum e aconselho a todos os homens a partir dos 40 anos a fazerem o exame. O primeiro sendo o de toque e os demais com o exame de sangue”.

O chefe do serviço de urologia do Hospital Federal da Lagoa, ligado aoMinistério da Saúde, Tomás Accioly, explica o que acontece com a pessoa quando o câncer de próstata já está avançado. ”Pode urinar sangue, pode obstruir a passagem da urina, vai dar metástase óssea, vai ter dores horríveis no corpo. E vai avançando e a pessoa morre no estado de caquequicia uma morte muito lenta, porque tumor de próstata ele vem crescendo progressivamente. A qualidade de vida da pessoa vai cair próximo de zero. Então, acho que para evitar esse tipo de sofrimento todo que vai ter passar é preferível fazer um exame simples de próstata”.

O Ministério da Saúde repassa dinheiro para as ações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem nos municípios e estados. O dinheiro vai para o monitoramento da doença, material de propaganda para conscientização das pessoas, capacitação de profissionais do SUS e a implantação do pré-natal masculino.

Fonte: Alexandre Penido / Web Rádio Saúde

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