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quarta-feira, 7 de março de 2018

Saúde capacita profissionais de 16 estados que ofertarão a PrEP

Saúde capacita profissionais de 16 estados que ofertarão a PrEP
Nova fase de implementação da PrEP incluirá mais 28 serviços do SUS em 23 municípios

O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde está capacitando profissionais de saúde de 16 estados que passarão a ofertar a Profilaxia pré-Exposição (PrEP) ainda neste ano. A capacitação ocorre em três etapas – duas delas virtuais e uma presencial. A primeira etapa foi realizada na última sexta-feira (02/03), com o objetivo de apresentar estudos internacionais que comprovam a eficácia da PrEP. Foi abordada também – para se alcançar o resultado de prevenção esperado – a importância da adesão do usuário habilitado a usar esta profilaxia.

O tema foi apresentado pelo médico infectologista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Vasconcelos, que trabalha com pesquisas clínicas no campo da prevenção de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). O infectologista atende pessoas que vivem com HIV desde 2007.

A segunda etapa virtual será realizada no dia 29 de março e abordará o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de Risco à Infecção pelo HIV e a estratégia para sua implementação.

O terceiro encontro será presencial, ao longo de dois dias – 10 e 11 de abril – e reunirá em Brasília as coordenações de HIV/Aids dos 16 estados e profissionais de saúde dos 28 serviços selecionados.

Os 16 estados incluídos nesta nova fase de implementação da oferta de PrEP no SUS são Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Tocantins, Sergipe – em um total de 23 municípios.

A implementação de PrEP no Sistema Único de Saúde (SUS) teve início em dezembro de 2017 em 11 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Mais informações em www.aids.gov.br/prep

PREVENÇÃO COMBINADA – A PrEP faz parte de uma estratégia que norteia a resposta Brasileira à epidemia de HIV/aids – a chamada “prevenção combinada”. Além da PrEP, a estratégia inclui a testagem, a Profilaxia pós-Exposição ao HIV (PEP), o uso de preservativos, o tratamento de outras IST e o tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV.

Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Fundo Global destaca introdução da PrEP no Brasil

Mensagem ressalta que o país dá prova de seu compromisso na resposta ao HIV

O diretor de Relações Exteriores do Fundo Global de Luta Contra a Aids, Tuberculose e Malária, Christoph Benn, enviou ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, carta de reconhecimento pela introdução da Profilaxia Pós-Exposição (PrEP) como parte integral da política brasileira de prevenção em saúde.

Na mensagem, Christoph Benn afirma que a parceria entre o Fundo Global e o Brasil acelera a resposta às epidemias de aids, tuberculose e malária. “Na qualidade de primeiro país da América Latina a adotar essa importante medida (de implantação da PrEP), o Brasil dá prova de seu compromisso na resposta ao HIV e de sua liderança na região”, destacou.

A íntegra (em inglês) da carta está disponível aqui.


Fonte: MS

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

PrEP está disponível em 36 serviços do SUS a partir deste mês

Na primeira fase, 22 municípios serão atendidos; Brasil é o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) já está disponível, em 36 serviços do Sistema Único de Saúde em 22 cidades brasileiras. Os serviços começaram a receber o medicamente nesta segunda-feira, dia 18. Nesta primeira etapa da implantação, os 10 estados e o Distrito Federal atendidos, serão Amazonas (Manaus), Bahia (Salvador), Ceará (Fortaleza), Distrito Federal (Brasília), Minas Gerais (Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora e Passos), Pernambuco (Recife), Paraná (Curitiba), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Santa Catarina (Florianópolis) e São Paulo (São Paulo, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto). Confira aqui a lista de serviços que ofertarão a PrEP.

Esses estados e o Distrito Federal foram escolhidos por terem participado de projetos pilotos da PrEP. Os outros 16 estados brasileiros serão contemplados até maio de 2018. O Brasil é o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

O público prioritário para PrEP são as populações-chave, que concentram a maior prevalência de HIV no país: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH); pessoas trans; trabalhadores/as do sexo - e casais sorodiferentes (quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não). O simples pertencimento a um desses grupos não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequente ao HIV.

“Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da PrEP, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, destaca a diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken. A PrEP poderá ser indicada para pessoas, pertencentes aos grupos prioritários citados, que realizaram sexo anal ou vaginal sem preservativo nos últimos 6 meses e/ou apresentaram episódios frequentes de IST ou uso repetido da PEP.

De uso contínuo a PrEP, é preciso tomar o comprimido diariamente para ficar protegido do HIV, sendo que a proteção se inicia a partir do 7º dia para exposição por relação anal e a partir do 20º dia para exposição por relação vaginal. A PrEP só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus.

PrEP no mundo - A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2012, a oferta da PrEP, que já é utilizada nos Estados Unidos, Bélgica, Escócia, Peru e Canadá, comercializada na rede privada, e na França, África do Sul, que a oferecem no sistema público de saúde. O investimento inicial do Ministério da Saúde será de R$ 8,6 milhões para 3,6 milhões de comprimidos, para atender à demanda pelo período de um ano, aproximadamente.

Aplicativos – Os profissionais de saúde, gestores e o público terão à disposição o aplicativo do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da PrEP. Reproduzido na íntegra, o app oferece a facilidade de busca aos conteúdos mais acessados por meio de títulos e subtítulos e sinalização para favoritos e opções de compartilhamento. No aplicativo também poderá ser feita a busca pelos locais em que a profilaxia é realizada no Brasil e perguntas frequentes sobre o tema. O aplicativo pode ser obtidos na Apple Store e na Google Play para smartphones com sistemas Android ou IOS.

Já na biblioteca do site do DIAHV, está disponível o guia Diretrizes para a Organização dos Serviços de Saúde que ofertam a PrEP ao HIV no Sistema Único de Saúde. Nele, os profissionais de saúde envolvidos na oferta da PrEP terão informações sobre as rotinas e preventivas e de cuidado.

A PrEP insere-se na “Prevenção Combinada”, como forma de potencializar a proteção contra o HIV, que inclui: testagem regular; profilaxia pós-exposição (PEP); teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que vive com o vírus; redução de danos para uso de drogas; testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais; uso de preservativo masculino e feminino, além do tratamento para todas as pessoas.

Cabe destacar que a PrEP não protege o indivíduo de outras infecções sexualmente transmissíveis como sífilis e gonorreia, tão pouco da gravidez. Por isso, o uso do preservativo continua sendo recomendado.

Para mais informações acesse: www.aids.gov.br/prep

Fonte: Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
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