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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Congelados e embutidos devem ser evitados

Com a correria do dia a dia, muitas vezes as pessoas acabam optando por alimentos mais práticos, como os congelados, embutidos ou fast-food. Entretanto, esses alimentos, além de muito calóricos, são ricos em sódio. O consumo excessivo desse mineral, encontrado em abundância no sal e em comidas industrializadas, traz uma série de consequências para a saúde do consumidor, como hipertensão e pedra nos rins. “Alimentos congelados, industrializados, embutidos, como salsicha, presunto, linguiça e, principalmente, macarrão instantâneo, devem ser evitados por apresentarem um alto teor de sódio em sua composição. O excesso de sódio é um dos principais responsáveis pelo aumento da pressão arterial e doenças cardiovasculares, além de aumentar o risco de catarata, pedra nos rins e câncer de estômago”, alerta a nutricionista e assessora técnica em dietoterapia do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Aline Marcadenti.

Segundo a nutricionista, o sal é um nutriente importante para o nosso organismo e, por isso, deve ser consumido de forma moderada. “Sem o sal no organismo, as pessoas se sentem mais fracas e podem sofrer convulsões e outros sintomas mais graves. Já o excesso dele, além das doenças cardiovasculares e aumento da pressão arterial, pode trazer cefaleia, delírio, parada respiratória. O ideal é optar por alimentos mais naturais e frescos, como frutas, vegetais, carnes magras e cozidos, por exemplo. Esses alimentos apresentam um teor de sódio muito baixo, chamado de sódio intrínseco. O sódio extrínseco, encontrado em alimentos industrializados, deve ser evitado”, diz.

O equilíbrio é a palavra chave no consumo diário de sódio, pois a grande maioria dos alimentos apresenta um alto teor do mineral, que é normalmente utilizado para aumentar o sabor e vida útil do alimento. “A pessoa pode substituir o sal pelos temperos naturais. Orégano, cebola, pimenta, salsa, manjericão, tomate e frutas, como limão e laranja, são saudáveis e agregam sabor à comida. Outra mudança é retirar o saleiro da mesa, assim a pessoa não vai colocar mais sal em uma comida já temperada. Na Argentina, por exemplo, os restaurantes são proibidos de deixarem saleiros nas mesas, justamente para tentar diminuir a quantidade de sal ingerida diariamente. Um grande desafio é a mudança na própria engenharia de alimentos, uma opção seria substituir o sódio, pelo potássio”, indica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o recomendável é o consumo máximo de 2g de sódio por pessoa ao dia, o que equivale a 5g de sal. “É fundamental moderação no consumo dos temperos industrializados. Por exemplo, quando um paciente hipertenso precisa reduzir a substância na rotina alimentar, é difícil, porque as papilas gustativas demoram cerca de três meses para se adaptar a essa mudança. Então, levará um tempo até que a pessoa se acostume com uma dieta mais saudável”, observa.

Fonte: MS

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Consumo excessivo de sódio causa hipertensão, doenças renais e cardiovasculares

O verdadeiro vilão da pressão arterial é um componente que está dentro do sal: o sódio. O consumo exagerado do sal está relacionado ao aumento no risco de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e doenças renais, entre outras. As DCNT são responsáveis por 63% dos óbitos no mundo e 72% dos óbitos no Brasil. Um terço destas mortes ocorre em pessoas com idade inferior a 60 anos.

O brasileiro consome diariamente uma média de 12 gramas de sal nas refeições. O consumo recomendado pela OMS é de no máximo 5 gramas por dia. “A cada 9 gramas de sódio, o corpo precisa de 1 litro de água pra diluir o sal”, alerta o nutricionista do Hospital Federal da Lagoa (RJ), vinculado ao Ministério da Saúde, Felipe Rizzetto.

“Esta redução de sódio na alimentação do brasileiro se materializa na redução, ao longo prazo, no número de óbitos por Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como infarto e AVC”, destaca o Ministro Arthur Chioro. Se o consumo de sódio for reduzido para a recomendação diária da OMS, por exemplo, os óbitos por acidentes vasculares cerebrais podem diminuir em 15%, e as mortes por infarto em 10%. A meta geral do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), do Ministério da Saúde, é reduzir em 25% a mortalidade prematura por DCNT até 2022.



Os alimentos processados são os que contêm maior quantidade de sódio e conservantes. Entre eles podemos listar os embutidos, laticínios e defumados. “Deve-se priorizar os alimentos naturais. Evitar acrescentar sal na comida pronta, tirar o saleiro da mesa e priorizar temperos naturais. É um desafio grande, mas precisa ser encarado como uma atitude inadiável”, diz o nutricionista Felipe Rizzetto.

Para melhorar a dieta do brasileiro, o Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias da
Alimentação (Abia) firmaram acordo com metas para reduzir o sódio dos alimentos processados. “A política do Ministério da Saúde de regulamentar e reduzir o sódio nos alimentos é muito válida. Com isso, vem à mudança nos hábitos dos brasileiros. Junto a uma reeducação alimentar para explicar e estimular o consumo baixo de sal”, finaliza.

Estratégias para redução do consumo de sódio, o incentivo à atividade física e à alimentação saudável, a prevenção da obesidade infantil nas escolas, orientações sobre a importância de para de fumar e a expansão da assistência em doenças crônicas, integram o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde.

A dieta ideal – O MS preconiza uma ingestão alimentar variada e balanceada, de acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira e Os 10 Passos para uma Alimentação Saudável.

Fonte: MS