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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Produção em hortas domésticas é alternativa contra a má alimentação

O Ministério da Saúde alerta que os brasileiros têm sofrido com doenças crônicas – que são aquelas adquiridas muitas vezes por maus hábitos. Muitas dessas complicações, como hipertensão, doenças do coração e alguns tipos de câncer são decorrentes dá má alimentação. Essas patologias, que antes eram mais comuns em pessoas idosas, agora acometem também os jovens e até as crianças. O Brasil está obeso - 23% da população - porque os brasileiros têm trocado a alimentação com base em alimentos in natura por comida processada, industrial. A Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2013, mostra que esse hábito tem começado cedo. Ao todo, 60,8% das crianças menores de dois anos comem bolachas recheadas com frequência. No Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde, a população encontra  diretrizes e orientações sobre a importância da nutrição: como e o que devemos consumir.


A Coordenação de Alimentação de Nutrição do Ministério da Saúde entende que, no cotidiano cada vez mais corrido, é mais fácil se alimentar de produtos prontos, industrializados, ultraprocessados. Entretanto, esse caminho mais fácil pode ter resultados irreversíveis para a saúde. “Isso é o nosso grande desafio: convencer a população a preferir os alimentos naturais e a buscá-los no seu dia-a-dia.”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Uma das opções para comer bem, consumir alimentos frescos e saudáveis é produzir o próprio alimento em hortas, que podem ser feitas em casa ou em apartamentos, no espaço que tiver. É o que fez a técnica em Meio Ambiente, Cláudia Lins. Ela morava com a mãe que tem um quintal grande e repleto de frutas, verduras e  ervas.  Quando se mudou para um apartamento sentiu falta de ter alguns desses alimentos na hora das refeições. Foi quando Claudia decidiu cultivar na varanda do apartamento algumas hortaliças. “A gente nunca vai conseguir suprir a nossa alimentação com o que a gente planta. Mas pelo menos a gente privilegia o orgânico. A proposta é você saber de onde vem a comida, saber dos benefícios dela”. Em pequenos vasos, a técnica cultiva plantas como lavanda, manjericão, alecrim e hortelã. Tudo vira tempero, chá ou incenso para perfumar a casa.

Produzir o próprio alimento é adequado?
De acordo com o Guia Alimentar, a iniciativa da Claudia Lins, por mais que ela produza apenas algumas hortaliças, é bastante positiva, porque “a alimentação adequada e saudável deriva de sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável”. A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa, reforça: “quando escolhemos frutas, verduras, arroz, feijão, coisas tradicionais da alimentação brasileira, nós estamos valorizando a cultura alimentar, valorizando a agricultura diversificada, a familiar, e com isso produzindo sistemas alimentares mais saudáveis”. Consumir esse tipo de alimento produzido em casa ou por pequenos produtores é garantia de estar longe dos agrotóxicos, pesticidas e outros insumos que fazem mal à saúde. Fora a contribuição positiva para o meio ambiente.

A nutricionista e consultora na promoção de hortas urbanas e domésticas, Paula Gabriela Chianca, já trabalhou com hortas construídas em escolas, onde todas as disciplinas eram envolvidas: o professor de matemática ensinando sobre como calcular a área, o de geografia explicando sobre os tipos de alimentos de cada região. “Era gratificante ver as crianças comendo os alimentos que elas mesmas produziram. É um trabalho de formiguinha, mas que dá bons frutos. Eu brinco que é o verdadeiro fast-food. Colheu, comeu”, destaca.

Comer bem pra viver melhor
Comer alimentos in natura ou minimamente processados combate a desnutrição, a deficiência de micronutrientes e evita o sobrepeso e a obesidade - problemas a serem enfrentados pelo Brasil. Os alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais e não sofrem qualquer alteração depois de deixar a natureza. É por isso que comer aquilo que se planta em casa é garantia de saúde. Tanto a Cláudia Lins quanto a consultora Patrícia Gabriela comprovam a ideia de que a alimentação saudável é mais fácil do que se imagina e que cultivar legumes, verduras e frutas em pequenos espaços é uma opção até para quem mora na cidade grande. Basta ter a terra e a semente. E gente que come bem fica longe de doenças, esbanjando saúde.

Aprenda a fazer uma horta em pequenos espaços


Fonte:  Blog da Saúde

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Dia de São João, com saúde fica bão, sô!

Você sabia que as festas juninas surgiram ainda na idade média para comemorar três santos populares? Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho)? As festas, trazidas pelos portugueses, ganharam força no Brasil e viraram folclore nacional. De norte a sul, as roupas caipiras, fogueiras, e comidas típicas caíram no gosto da população. Mas cuidado para não exagerar na ‘comilança’.

Mesmo com todas as opções de comida disponíveis em uma festa junina, é possível seguir uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como recomenda o Guia Alimentar da População Brasileira do Ministério da Saúde (MS). Dê preferência à comida de verdade!

Evite preparações baseadas em alimentos ultraprocessados como sorvetes, embutidos (salsichas, presuntos etc), refrigerantes e bolos industrializados. Prefira comidas feitas com alimentos in natura como milho, coco e mandioca. Ao preparar os quitutes para a festa, utilize com moderação açúcar, gordura e sal.

Como? Evite utilizar leite condensado e reduza a quantidade de açúcar da canjica, utilizando canela para conferir mais sabor; retire o excesso de gordura da carne para fazer o churrasquinho e reduza a quantidade de óleo para fazer a pipoca na panela; evite o uso de temperos prontos ao preparar a galinhada ou arroz carreteiro, dando preferência a temperos naturais como coentro, cebolinha, alho, cebola e pimentão.

Coma devagar e curta as companhias! Desfrute dos alimentos sem pressa, assim seu organismo dará sinais mais claros quando estiver saciado. Desta forma, você evitará comer mais do que o necessário.

A Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde separou uma receita que você pode fazer em casa, substituindo ingredientes por outros mais saudáveis. 

Fonte: Ministério da Saúde

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Cinco passos para seu filho ter uma alimentação saudável

Dia 16 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Alimentação. Esse dia, que já é reconhecido em mais de 150 países, objetiva informar e conscientizar quanto às questões relacionadas à nutrição e à alimentação em todo o mundo, destacando a luta contra a fome e a obesidade, dois problemas bem distintos, mas relevantes no mundo hoje.

Comer de forma saudável é um hábito que deve estar presente em nosso dia a dia. O Guia Alimentar para População Brasileira, em sua edição revisada de 2014, traz recomendações e dicas, incentivando o consumo de alimentos in natura e minimamente processados, que devem ser a base para uma alimentação nutricionalmente balanceada.


É importante destacar que a alimentação saudável deve começar desde a infância. Durante o período da amamentação, por exemplo, a dieta materna imprime ao bebê, por meio do leite humano, contato com aromas e sabores diferentes, o que facilita a experiência da criança com alimentos novos.

Célia Regina Chaves, nutróloga do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), dá dicas para promover uma alimentação saudável para os pequenos.

Envolva a criança no preparo dos alimentos
É interessante envolver a criança na escolha, compra e preparação dos alimentos, estimulando a criatividade, o contato com novos alimentos e a valorização do ato de cozinhar.

A alimentação deve ser fornecida em quantidade e qualidade suficientes
A quantidade de comida que a criança irá consumir deve estar adequada à necessidade dela. Tão importante quanto a quantidade a ser ofertada, a qualidade da alimentação é fundamental para garantir uma alimentação adequada e saudável para crianças. A regra de ouro para uma alimentação saudável é: prefira sempre alimentos in natura e minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados.

Procure variar a forma de preparo
Ralar, amassar, picar, fazer sucos e preparações culinárias com os alimentos que a criança gosta é uma forma de atrair o interesse da criança. Sucos de couve com limão, bolinhos de espinafre, chuchu, abóbora, mandioquinha, massas de macarrão com brócolis, lasanha com abobrinha. Doces ou bolos de cenoura, abóbora ou mandioca, purês e patês de cenoura, abóbora, mandioquinha e batata, entre outros.

Alimentação inadequada na adolescência pode causar doenças
A alimentação inadequada na adolescência pode levar ao risco imediato ou a longo prazo de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes e obesidade. Por isso é importante manter horários regulares e comer devagar, mastigando bem os alimentos, fazer um café-da-manhã saudável, incluindo frutas e alimentos in natura ou minimamente processados, intercalar as principais refeições com pequenos lanches saudáveis. Além de uma alimentação balanceada, a prática de atividades físicas também é saudável para o adolescente, que precisa de mais energia e disposição.

O prato colorido
As refeições coloridas apresentam um visual bonito que estimulam o apetite e garantem o consumo de todos os nutrientes necessários para uma alimentação saudável. Devem ser oferecidos alimentos de todos os grupos alimentares como, feijões, cereais, raízes e tubérculos, legumes, verduras, frutas, leite e carnes e variar os alimentos dentro de cada grupo.

A Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde sugere opções de lanches divertidos e saborosos para as crianças. Vale lembrar que essas sugestões servem para lanches escolares, reuniões entre amigos, piqueniques ou reuniões em família, incentivando a alimentação saudável em todos os momentos. Lanches podem ser saudáveis e muito gostosos e a promoção da alimentação saudável se inicia e se fortalece em pequenos atos como este.

• Milho cozido - prático de se fazer, é rico em fibras, dá energia e as crianças adoram.

• Salada de frutas - além da variedade de vitaminas e minerais presente nas frutas, é importante inclui-las no cardápio infantil e nas diversas refeições. A apresentação pode ser variada, adicionando granola caseira, rica em fibras e apresenta teor reduzido de açúcar; iogurte natural, que também pode ser feito em casa.

• Água saborizada - evitando o consumo de refrigerante e sucos artificiais. A água é a melhor forma de hidratação e pode ser saborosa: adicione frutas cítricas; ervas (hortelã, erva-doce, manjericão) e use a criatividade!

• Espetinho nutritivo - tomate cereja com pedacinhos de queijo e folhas de manjericão garantem benefícios como os do licopeno presente no tomate, um poderoso antioxidante e o cálcio presente no queijo, importante nutriente para o crescimento dos pequenos.

• Sanduíche natural - opte por utilizar pães integrais ou feitos em casa, pois eles precisam de carboidratos como fonte de energia. Além disso, as fibras contribuem para uma maior saciedade e um aumento na qualidade nutricional deste alimento. Boas opções de recheio são pasta de frango, de grão de bico e de atum caseiras, guacamole, folhas, tomate, pepino, cenoura e beterraba raladas, ricota e etc.

• Mini taça de iogurte caseiro - um alimento rico em cálcio e queridinho pelas crianças, pode ser servido em taças e decorado com frutas de uma maneira divertida e atrativa.
• Picolé de frutas - essa é uma ótima sugestão para dias ensolarados. Feitos de suco natural e sem açúcar, são ótimos para combater o calorão.

• Cookies integrais caseiros de aveia e castanha - ótima opção para levar na lancheira, agradando assim todos os paladares.

• Hambúrguer caseiro - fazer este hambúrguer é uma experiência incrível, pois as crianças pode participar na preparação e incentivar a produção dos nossos próprios alimentos.

• Bolo caseiro - uma ótima sugestão de preparação rápida e fácil de fazer. Além disso, fazer em casa possibilita que se utilize menos quantidade de ingredientes como óleos e açúcares, deixando o bolo ainda mais saudável.

Fonte: Blog da Saúde

Foto: ZouZou