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terça-feira, 27 de maio de 2014

Cuide do seu coração para torcer na Copa

Não vai faltar emoção quando a bola rolar no próximo dia 12 de junho. Mas é preciso ter saúde para torcer pelo Brasil durante a Copa do Mundo. A alta carga de euforia e adrenalina partilhada pelos torcedores da seleção durante os dias de jogo pode ser um fator de risco cardiovascular se somada a hábitos ruins. E não apenas para quem já apresenta alguma cardiopatia. A bebida em excesso e o fumo são inimigos do coração e levam milhares ao infarto anualmente.

“Alimentar-se corretamente e dormir bem nos dias precedentes à partida é fundamental, m
as é importante também tomar outros cuidados para que a comemoração não se torne um estresse para o coração”, explica o cardiologista Stephan Lachtermacher, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC). O médico destaca o cuidado com a sobrecarga de músculos, pelas horas em pé e pela agitação da festa, destacando que é importante fazer exercícios regularmente.

O cardiologista do INC esclarece que a euforia faz com que o coração precise bombear uma quantidade maior de sangue em menor tempo. Por isso, o cuidado deve ser redobrado com pessoas portadoras de hipertensão arterial, diabetes, com colesterol alto (LDL), estressadas e com histórico familiar de doença cardíaca. Para os fumantes, a recomendação é largar o fumo o quanto antes. Bebida alcoólica é permitida, mas com moderação.

Os cuidados precisam ser os mesmos, independentemente de onde você assistirá ao jogo. Para evitar os lanches gordurosos, uma boa opção são sanduíches de peito de peru e sucos de laranja ou manga. Se a festa for em casa, o churrasco não precisa ser vetado, mas é importante dar preferência à carne branca e magra. Nada de linguiças, salsichas e farofa. Se quiser comer um doce, prefira uma gelatina. 

Dicas do INC para um coração saudável na Copa

Comece a se exercitar. Caminhe cinco vezes por semana, vinte minutos ao dia.
Lembre-se que o foco é a festa, a diversão. Nada de se estressar!
Coma com qualidade. Frutas, verduras e proteínas precisam estar no cardápio.
Não abuse do sal.
Durma bem antes da partida, de preferência completando oito horas de sono.
Beba bastante água durante o dia.
Escolha sanduíches, suco de frutas e barra de cereais.
Não fume. Especialmente no jogo, quando a emoção e o exagero falam mais alto.
Se possível, faça antes uma consulta ao médico para saber como anda sua saúde.


Fonte: INC

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Quem tem asma, diabetes ou hipertensão pode pegar remédio de graça em farmácias credenciadas

Dona de casa em Embu das Artes (SP), Cleusa Maria Lago, de 59 anos, retira há seis meses o seu remédio de hipertensão inteiramente grátis. O medicamento Maleato de Enalapril está disponível nos estabelecimentos do Aqui Tem Farmácia Popular. Esse benefício contribui para equilibrar as contas da família. “Ajuda para muita gente que não tem condição de comprar. Porque meu marido ganha pouquinho e eu praticamente não trabalho mais. Então, esse dinheiro vai para pagar conta, mesmo. Conta de água, conta de luz, essas coisas assim”, explica Cleusa.

No último dia 14 de fevereiro, o Ministério da Saúde comemorou três anos do início da ação Saúde Não Tem Preço. Ao todo, são 19,4 milhões de brasileiros beneficiados com medicamentos gratuitos para asma, hipertensão e diabetes em 4.119 cidades com 30.146 farmácias públicas ou privadas que aderiram ao programa. Considerando que o paciente já comprava medicamentos no Farmácia Popular pagando 10% do preço de mercado, a economia anual para um hipertenso varia de R$ 450 a R$ 820. No caso de um diabético, a economia anual varia de R$ 100 a mais de R$ 1 mil.

Em Fortaleza (CE), Lílian de Queiroz costuma pegar o remédio para diabetes do irmão Marcos Flávio (que por causa da diabetes já teve que amputar uma perna). Eles retiram o medicamento Captopril e também a Insulina. “Acho muito bom porque quem pega o remédio é quem precisa. E é muito organizado. Nunca falta medicamento lá na farmácia”, garante Lílian.

Em Recife (PE), uma das beneficiadas é a fisioterapeuta Taciana Alencar, de 32 anos. Ela sofre de asma desde os 10 anos de idade e precisa do medicamento Sulfato de Sabutamol para os momentos de crise. “Você passa muito mal se não tiver a medicação. Não fico sem o remédio porque é bem desagradável”, relata Taciana. Ela conta que antes não sabia das farmácias que distribuíam o remédio e tinha que pagar. Hoje não gasta mais dinheiro. “Não tenho dificuldade nenhuma em conseguir. Tem que ter a receita, você faz um cadastro que é rápido e pronto”, ressalta.

“A ação facilitou o acesso aos medicamentos da população destes locais, que muitas vezes tinham de se locomover até outros municípios para retirar tais itens nos postos de saúde, que só funcionam em horário comercial – perdendo tempo, dinheiro para transporte e às vezes um dia de trabalho. Com o Saúde Não Tem Preço, elas podem recorrer a farmácias particulares perto de casa em horário alternativo ao do seu expediente”, explica o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica dentro do prazo de validade. Pessoas com mais de 60 anos ou com dificuldades de locomoção ficam dispensadas da presença física, podendo o medicamento ser retirado com procuração por familiares ou amigos.

Conheça os princípios ativos dos medicamentos disponíveis no Aqui tem Farmácia Popular aqui.

Farmácia Popular – O Saúde Não Tem Preço faz parte do programa Farmácia Popular, criado em 2004 pelo governo federal. O programa oferta medicamentos para problemas de saúde comuns à população, como colesterol, osteoporose, doença de Parkinson, glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas.

Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 3,9 bilhões no programa Farmácia Popular. Foram R$ 774 milhões em 2011, R$ 1,3 bilhão em 2012 e 1,9 bilhão em 2013. O orçamento para 2014 é cerca de R$ 2,6 bilhões. O Farmácia Popular é um complemento ao programa de assistência farmacêutica do Ministério da Saúde, que disponibiliza mais de 800 medicamentos gratuitos aos brasileiros.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pressão muito baixa ou muito alta traz riscos para saúde

Pense em um sistema hidráulico. Há um volume de água que pode passar por dentro dos canos sem causar danos ao equipamento. Com a pressão arterial é a mesma coisa. Ela é a força exercida pelo sangue dentro dos vasos sanguíneos, originada dos batimentos cardíacos. “Nosso organismo é assim, tem uma tolerância. O valor é considerado ideal quando o máximo atinge até 120 mmHg ou, popularmente, 12, e o mínimo fica na faixa de 80 mmHg, ou 8. É a pressão 12/8. Quando esta pressão está acima de 14/9 a pressão é considerada alta, quando está abaixo de 10/6 os valores são considerados baixos”, explica Ivan Cordovil, coordenador do serviço de hipertensão arterial do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio de Janeiro.

O especialista observa que nem sempre há sinais de que a pressão arterial está alta ou baixa e que ambos extremos podem ser perigosos. “Na hipertensão, ou seja, quando a pessoa tem a pressão permanentemente alta, alguns órgãos podem ser atacados. No cérebro, por exemplo, pode ocorrer derrame. O coração do indivíduo hipertenso pode sofrer infarto do miocárdio. Os rins podem ter insuficiência e precisar de diálise. Olhos também podem ser afetados, com cegueira súbita”, descreve. Já os contratempos principais da pressão baixa são a tontura e, por consequência, a queda. “Pessoas idosas sentem menos sede e, por isso, correm o risco de ficar desidratadas. Por conta disso, a pressão fica baixa e elas correm o risco de sofrer quedas e fraturas”, exemplifica Cordovil. O mesmo ocorre quando uma pessoa se levanta rapidamente após estar sentada ou deitada.

Durante o calor excessivo do verão, habitualmente há vasodilatação e a pressão pode cair. No entanto, isto não é uma regra. “Como a pessoa pode ficar muito irritada com a temperatura elevada, a pressão pode subir pelo estado de nervos”, observa o cardiologista. De acordo com ele, confirmada a pressão baixa, a primeira providência a se tomar é deitar a pessoa, inclinando ligeiramente as pernas para facilitar a ida do sangue até o cérebro.

Cuidados - Se os pais e outros familiares mais próximos são hipertensos, há maior probabilidade de uma pessoa se tornar hipertensa durante a vida. O ideal é que, pelo menos duas vezes ao ano a pressão seja aferida – o conselho vale também para quem não tem fatores de risco. Somente uma pessoa treinada consegue medir a pressão adequadamente. “Existem condições para fazer a medida correta. Por exemplo, não se pode cruzar pernas. É importante esvaziar a bexiga e deve-se colocar o braço na altura do coração”, orienta.

Cordovil lembra a importância de evitar o sedentarismo para ter uma vida saudável. Com a prática regular de atividade física, ocorre uma dilatação da parede das artérias e a pressão diminui. A alimentação também é parte importante no controle da hipertensão arterial. É necessário restringir o consumo de sódio, presente em embutidos, enlatados, temperos prontos e molho de soja, por exemplo. Uma boa saída é, ao cozinhar os alimentos, utilizar especiarias e ervas aromáticas para conferir mais sabor aos alimentos e diminuir o uso de sal. O consumo de alimentos ricos em gordura também deve ser evitado, pois favorece o acúmulo de placas de gordura no interior das artérias, dificultando a passagem do sangue e, consequentemente, aumentando a pressão.