Mostrando postagens com marcador Sistema Único de Saúde (SUS). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sistema Único de Saúde (SUS). Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Doenças preveníveis por meio da vacinação


Há mais de 100 anos aconteceu a primeira campanha de vacinação em massa feita no Brasil. Idealizada por Oswaldo Cruz, o fundador da saúde pública no país, a campanha tinha o objetivo de controlar a varíola, que então dizimava boa parte da população do Rio de Janeiro.
O Brasil é referência mundial em vacinação e o garante à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda assim, muitas pessoas deixam de comparecer aos postos de saúde para atualizar a carteira de vacinação, e também de levar os filhos no tempo correto de aplicação das vacinas.
Sistema Único de Saúde (SUS) 
Desde que foi criado, em 1973, o Programa Nacional de Imunização (PNI) busca a inclusão social, assistindo todas as pessoas, em todos os recantos do país, sem distinção de qualquer natureza. As vacinas do programa estão à disposição de todos nos postos ou com as equipes de vacinação, cujo empenho permite levar a imunização mesmo a locais de difícil acesso — às matas, aos morros, aos becos das favelas, às palafitas. Eles vão aonde é preciso ir para imunizar a população.

Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde de todo o país 17 vacinas no Calendário Nacional de Vacinação, para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias. Há ainda outras 10 vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV, disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Apesar da maioria das pessoas acreditar que a vacina é somente para crianças, é importante manter a carteira de vacinação em dia em todas as idades, para evitar o retorno de doenças já erradicadas. Os adultos devem ficar atentos à atualização da caderneta em relação a quatro tipos diferentes de vacinas contra a hepatite B, febre amarela, difteria, tétano, sarampo, rubéola e caxumba. Para as gestantes, existem três vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação: hepatite B, dupla adulto e dTpa, que protege, além da hepatite, contra difteria, tétano e coqueluche.
Fique atento ao calendário de vacinação e mantenha sua carteira sempre atualizada.
Conheça algumas doenças preveníveis por vacina:
• Poliomelite é doença contagiosa, provocada por vírus e caracterizada por paralisia súbita geralmente nas pernas. A transmissão ocorre pelo contato direto com pessoas ou contato com fezes de pessoas contaminadas, ou ainda contato com água e alimentos contaminados.
• O tétano é uma infecção, causada por uma toxina (substância tóxica) produzida pelo bacilo tetânico, que entra no organismo por meio de ferimentos ou lesões na pele (tétano acidental) ou pelo coto do cordão umbilical (tétano neonatal ou mal dos sete dias) e atinge o sistema nervoso central. Caracteriza-se por contrações e espasmos, dificuldade em engolir e rigidez no pescoço.
• A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma doença infecciosa, que compromete o aparelho respiratório (traqueia e brônquios) e se caracteriza por ataques de tosse seca. É transmitida por tosse, espirro ou fala de uma pessoa contaminada. Em crianças com menos de seis meses, apresenta-se de forma mais grave e pode levar à morte.
• Haemophilus influenzae do tipo b é uma bactéria que causa um tipo de meningite (inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro), sinusite e pneumonia. A doença mais grave é a meningite, que tem início súbito, com febre, dor de cabeça intensa, náusea, vômito e rigidez da nuca (pescoço duro). A meningite é uma doença grave e pode levar à morte.
• O sarampo é uma doença muito contagiosa, causada por um vírus que provoca febre alta, tosse, coriza e manchas avermelhadas pelo corpo. É transmitida de pessoa a pessoa por tosse, espirro ou fala, especialmente em ambientes fechados. Facilita o aparecimento de doenças como a pneumonia e diarreias e pode levar à morte, principalmente em crianças pequenas.
• A rubéola é uma doença muito contagiosa, provocada por um vírus que atinge principalmente crianças e provoca febre e manchas vermelhas na pele, começando pelo rosto, couro cabeludo e pescoço, se espalhando pelo tronco, braços e pernas. É transmitida pelo contato direto com pessoas contaminadas.
• A caxumba é uma doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas responsáveis pela produção de saliva na boca (parótida) e, às vezes, de glândulas que ficam sob a língua ou a mandíbula (sub-linguais e sub-mandibulares). O maior perigo é a caxumba “descer”, isto é, causar inflamação dos testículos principalmente em homens adultos, que podem ficar sem poder ter filhos depois da infecção. Pode causar ainda inflamação dos ovários nas mulheres e meningite viral. É transmitida pela tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas.
• A febre amarela é uma doença infecciosa, causada por um vírus transmitido por vários tipos de mosquito. O Aedes Aegypti pode transmitir a doença, causando a febre amarela urbana, o que, desde 1942, não ocorre no Brasil. A forma da doença que ocorre no Brasil é a febre amarela silvestre, que é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, em regiões fora das cidades. É uma doença grave, que se caracteriza por febre repentina, calafrios, dor de cabeça, náuseas e leva a sangramento no fígado, no cérebro e nos rins, podendo, em muitos casos, causar a morte.
• A difteria é causada por um bacilo, produtor de uma toxina que atinge as amídalas, a faringe, o nariz e a pele, onde provoca placas branco-acinzentadas. É transmitida, por meio de tosse ou espirro, de uma pessoa contaminada para outra.
• Hepatite B é uma doença causada por um vírus e que provoca mal-estar, febre baixa, dor de cabeça, fadiga, dor abdominal, náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos. O doente fica com a pele amarelada. A Hepatite B é grave, porque pode levar a uma infecção crônica (permanente) do fígado e, na idade adulta, levar ao câncer de fígado.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Teste do Pezinho e Teste do Coraçãozinho são fundamentais e devem ser feitos ainda na maternidade

O Dia da Infância é comemorado no dia 24 de agosto e para que a criançada tenha cada vez mais saúde neste período fundamental da vida, a Triagem Neonatal do Sistema Único de Saúde (SUS) reforça que todos os recém-nascidos devem passar pelos testes do Pezinho e Coraçãozinho. Também são realizados gratuitamente na triagem os testes da orelhinha e do olhinho.

A oximetria de pulso, o Teste do Coraçãozinho, tornou-se obrigatória em maio deste ano em todas as maternidades da rede pública de saúde, com a publicação da portaria N° 20, DE 10 DE JUNHO DE 2014. O exame deve ser realizado no dedo da mão direita do recém-nascido e no dedo de um dos pés, para ajudar a identificar problemas de coração. “O teste é uma triagem e o recém-nascido que apresentar alterações deverá realizar o ecocardiograma e não receber alta até que o diagnóstico seja esclarecido”, explica a pediatra Tatiana Coimbra, coordenadora-adjunta de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde.

A pediatra ressalta que diagnosticar a cardiopatia em recém-nascidos aumenta as chances da eficácia do tratamento, que na maioria das vezes, é cirúrgico. “Isso diminui o percentual de recém-nascidos que recebem alta sem o diagnóstico de problemas que podem levar a óbito ainda no primeiro mês de vida”, esclarece. O teste deve ser feito na maternidade, entre 24 e 48 horas após o nascimento.

 No Teste do Pezinho é feita uma pequena punção no pezinho da criança, para a coleta de gotas de sangue, através da qual é feita análise laboratorial que permite diagnosticar doenças como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. O teste do pezinho deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida.

A Triagem Neonatal foi criada para que exista o acesso universal da população na prevenção, intervenção precoce e no acompanhamento permanente das pessoas com as doenças incluídas no Programa Nacional de Triagem Neonatal. A ação visa preservar a saúde infantil e colocá-la no rol de políticas de saúde pública, de acordo com os princípios de universalidade, integralidade e equidade do SUS.

Fonte: MS

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Quantidade de água necessária para cada corpo é variável

Para suprir todas as necessidades do organismo é preciso tomar água em abundância. Sem ela não sobrevivemos mais do que poucos dias. O total de água existente no corpo dos seres humanos corresponde a três quartos do peso na infância e a mais da metade na idade adulta.

De acordo com o Guia Alimentar da População Brasileira a quantidade de água que precisamos ingerir diariamente é variável, pois depende de alguns fatores, como a idade e o peso da pessoa, a atividade física que ela realiza e o clima e a temperatura do ambiente onde ela vive. Para algumas pessoas, a ingestão de dois litros de água por dia pode ser suficiente, outras precisarão de três ou quatro litros ou mesmo mais, como no caso dos esportistas. A recomendação do Guia com relação à quantidade de água que devemos ingerir é extremamente simples: a quantidade que o organismo pedir.

“Eu gosto muito de beber água, para mim, é um prazer. Desde que comecei a trabalhar, criei o hábito de manter uma garrinha ou um copo grande ao alcance das mãos. Bebo em média quatro litros diariamente. Na pele a diferença é visível, pois como promove uma hidratação de dentro para fora, evita o ressecamento. Com esta rotina, minhas enxaquecas diminuíram muito. Quando não bebo, sinto muita falta. Já minha mãe é diferente de mim, quase não bebe água”, conta a coordenadora administrativa da Assessoria Parlamentar, Ludmila Stuckert.


Também ingerirmos água quando consumimos alimentos e preparações culinárias. Por exemplo, a maioria das verduras e legumes cozidos ou na forma de saladas têm mais do que 90% do seu peso em água. A maioria das frutas contém entre 80% e 90% de água, assim como o leite e a maioria das sopas. Após cozimento, macarrão, batata ou mandioca têm cerca de 70% de água. Um prato de feijão com arroz é constituído de dois terços de água e preparações à base de carne têm em geral mais de metade do seu peso em água.

O guia ressalta que refrigerantes e vários tipos de bebidas adoçadas possuem alta proporção de água, no entanto, não são opções saudáveis, pois são repletos de açúcar e vários aditivos. Razão pela qual não podem ser considerados fontes adequadas para hidratação. A recomendação geral que a hidratação provenha predominantemente do consumo de água in natura e da porção contida nos alimentos e preparações culinárias.

Fonte: MS


terça-feira, 27 de maio de 2014

Ministério da Saúde lança aplicativo Saúde na Copa

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, lançou nesta terça-feira (27) o aplicativo Saúde na Copa, iniciativa que irá aprimorar a vigilância participativa no Sistema Único de Saúde (SUS), permitindo a detecção mais rápida de doenças durante a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. A ferramenta já está disponível para download, gratuitamente, nas lojas virtuais Play Store e Apple Store nos idiomas português, inglês e espanhol. O aplicativo é destinado aos torcedores brasileiros e estrangeiros e foi lançado durante a apresentação do Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (CIOCS), em Brasília.

Na prática, os torcedores poderão ajudar técnicos do SUS a mapear ocorrências de sintomas similares em uma determinada localidade. Para isso, o torcedor indicará diariamente qual é a sua condição de saúde (muito bem, bem, mal ou muito mal). A partir dos resultados, o Ministério da Saúde, em conjunto com os governos municipais e estaduais poderá adotar as providências necessárias para informar e proteger a população.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou a importância da iniciativa em um evento como a Copa do Mundo, em que se espera a circulação de milhões de turistas brasileiros e estrangeiros nas 12 cidades-sede. “A estratégia é construir, junto com os torcedores brasileiros e estrangeiros, um processo de monitoramento que possa identificar precocemente tendências de síndromes ou mesmo enfermidades transmissíveis. Desta forma, conseguimos antecipar o processo de intervenção, o que é essencial para o atendimento eficaz. Por isso a importância da sociedade contribuir no processo de cuidado da saúde da comunidade neste projeto de vigilância participativa”, afirma.

O Centro Integrado de Operações Conjuntas de Saúde (CIOCS), do Ministério da Saúde, será responsável por acompanhar e analisar as informações coletadas por meio do aplicativo. O CIOCS será ativado em Brasília, nesta quarta-feira (28), na sede do Ministério, e irá monitorar a situação de saúde e a capacidade de atendimento de cada sede, além da demanda por atendimento e vigilância, bem como organizar respostas coordenadas durante o Mundial.

Caso o torcedor informe que não está bem, deverá indicar um ou mais sintomas em uma lista com dez sinais, como febre, falta de ar, náuseas, vômitos e dor de cabeça. O torcedor também deve informar se teve contato ou conhece alguém com algum dos sintomas descritos nos últimos sete dias e se procurou um serviço de saúde. Na medida em que muitos torcedores de uma mesma região informam sintomas semelhantes, as equipes de vigilância conseguem identificar possíveis causas e atuar na prevenção de forma mais ágil. É importante, contudo, que o torcedor procure atendimento especializado na unidade de saúde mais próxima.

Informaçõs úteis – Além de contribuir para o monitoramento da vigilância, o torcedor terá acesso a informações como localização dos hospitais públicos e privados, além de farmácias mais próximas, com auxílio de mapas. Também terá à disposição informações sobre cuidados de saúde e prevenção de doenças, com acesso direto ao Twitter do Ministério da Saúde e direcionamento para o Portal Saúde do Viajante, que contém dicas práticas e informações essenciais que ajudam os turistas nacionais e estrangeiros a proteger a sua saúde durante a viagem.

Ao instalar o aplicativo, o torcedor realiza um cadastro, que inclui o apelido, idade, sexo e e-mail e, ainda, indica uma senha para acesso a ferramenta. A partir disso, passa a colaborar com as equipes de vigilância. Na medida em que interage informando diariamente como está a sua saúde, evolui para categorias profissionais como jogador. De acordo com a carreira, as arenas também vão sendo modificadas. Se o torcedor informar a condição de saúde em dias de jogos, ganha 3 pontos, mas se atualizar em um dia sem jogos, adquire um ponto. Essa pontuação o ajudará a atingir o nível de jogador profissional.

O torcedor também poderá conhecer mais sobre as arenas e acompanhar o calendário dos jogos e locais de suas partidas e ainda terá a disposição telefones e endereços de consulados no Brasil.

A iniciativa pioneira é da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde em parceria com as cidades-sede dos jogos. O software do aplicativo foi doado pela Organização Não Governamental (ONG) Skoll Global Threats Fund, com apoio operacional da ONG Training in Public Health Intervention Network (Tephinet).

Fonte: MS

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ministério da Saúde e UNAIDS celebraram o respeito aos direitos humanos

A discriminação às pessoas que vivem com HIV e aids tem sido um dos grandes empecilhos para o combate mais eficiente da epidemia de aids. Para eliminar todas as formas de preconceito, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) - com apoio do Ministério da Saúde e da Arquidiocese do Rio de Janeiro - realizou na sexta-feira (23), no Cristo Redentor a solenidade dentro do projeto Zero Discriminação. A campanha promove nas redes sociais o respeito às diferenças e a solidariedade entre todas as pessoas, por uma sociedade sem estigmas e preconceitos.

O Ministério da Saúde investiu, desde 2006, R$ 8,5 milhões em 256 projetos para fortalecer ações de promoção e defesa dos direitos humanos relacionados à epidemia de DST, aids e hepatites virais. O público alvo dessas ações são pessoas vivendo com HIV/aids, portadores de hepatites virais, gays e homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam álcool e outras drogas, profissionais do sexo, travestis e transexuais.

“O preconceito é uma das grandes vulnerabilidades das pessoas que vivem com HIV e aids e um entrave ao acesso às políticas publica de enfrentamento à epidemia. Para combater essa vulnerabilidade, o Ministério da Saúde pauta todas as suas políticas no respeito à diversidade e na promoção de direitos humanos”, explica Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.



Durante a cerimônia, o diretor executivo adjunto do Programa Conjunto das nações Unidas sobre o HIV e aids (UNAIDS) disse que a mensagem central desta campanha é a luta contra todos os tipos de preconceito. “O mundo está passando por uma crise, com o crescimento do preconceito e da intolerância. E a única forma de responder a essa crise mundial e combater esses males é por meio da cooperação de todos os setores da sociedade. Só venceremos essas chagas trabalhando juntos”, completou.

O Cardeal Dom Orani Tempesta que também esteve presente à cerimônia, disse que “todos devem entrar na luta contra todo tipo de preconceito que assola nossa sociedade, pois só assim conseguiremos construir uma sociedade melhor”, reiterou.

Zero discriminação – O evento reuniu a campanha UNAIDS - Zero Discriminação e a campanha Somos Todos Iguais, da reitoria do Cristo Redentor e da Arquidiocese do Rio de Janeiro, igualmente dedicada a promover o respeito aos direitos humanos.

O evento contou também com a presença de representantes de diversos setores da sociedade e dos os netos do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela – Kweku Mandela e Ndaba Mandela. Além de ter apoio do Departamento de Fundamentos de Enfermagem das Universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Veiga de Almeida (UVA).

Lançada pelo UNAIDS, a campanha Zero Discriminação tem como meta combater estigma e preconceito que impeçam o direito a uma vida plena, digna e produtiva. Liderada pela porta-voz do UNAIDS para a Zero Discriminação e vencedora do prêmio Nobel da Paz Daw Aung San Suu Kyi, a iniciativa busca mobilizar jovens, comunidades, organizações religiosas e defensores dos direitos humanos para a promoção da inclusão e do respeito a esses direitos inalienáveis.

Cenário - A epidemia de aids no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20 casos de aids a cada 100 mil habitantes, o que representa 39 mil casos novos da doença ao ano. Estimativas indicam que, atualmente, 718 mil pessoas vivam com HIV, sendo que 150 mil desconhecem sua situação. O desconhecimento da sorologia é hoje um dos desafios a serem enfrentados no combate à doença no país. Atualmente, estão em tratamento - com medicamentos antirretrovirais ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - cerca de 340 mil pessoas.


Fonte: MS

domingo, 25 de maio de 2014

Espera por transplante de córnea no SUS tende a zero em vários estados do Brasil

O ceratocone é uma doença degenerativa responsável por deformar a córnea. Nos casos mais graves, pode até provocar cegueira. O estudante de 23 anos, Thierry Izuta, por exemplo, chegou a perder 70% da visão do olho esquerdo. Para combater a doença, ele procurou o Hospital de Olhos do Paraná onde recebeu uma nova córnea.

Thierry conta que o resultado do transplante foi um sucesso. “Depois que constataram realmente que eu tinha ceratocone e não tinha alternativa a não ser o transplante de córnea, aí eles me encaminharam para a central de transplantes e, em menos de uma semana, eu já estava fazendo o transplante, foi muito rápido. Desde a primeira consulta até hoje, porque ainda faço consulta lá, sempre fui muito bem atendido. A minha vida melhorou 100%, totalmente, melhorou e estou agora trabalhando, vou tirar a carteira de motorista”, celebra o estudante.

De acordo com o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Borba, a espera pela chance de receber uma nova córnea praticamente não existe mais no SUS. “Como em vários estados do Brasil essa lista de córnea já tende a zero, já foi zerada, há uma queda também do número de pessoas na lista de espera. Hoje você tem Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte e outros, esses estados já não tem mais lista de espera para transplante de córnea. A pessoa se inscreve na lista, quinze, vinte dias depois, que é um tempo de preparação para qualquer cirurgia, esse paciente já recebe a sua córnea de maneira gratuita pelo Sistema Único de Saúde”, afirma Heder.

O coordenador do Sistema Nacional de Transplantes destaca ainda que o Brasil é referência mundial na área, com 95% dos procedimentos de todos os tipos de transplantes realizados pelo SUS. “De maneira geral, os órgãos sólidos, todos os transplantes têm crescido. No caso dos tecidos, que é córnea, pele, tecido ósseo também. Em relação ao número de transplantes, o Brasil é o maior sistema do mundo. Do pondo de vista do financiamento público e da integralidade do atendimento é o único país do mundo em que nesse volume de transplantes realiza tudo, desde o financiamento da cirurgia até a preparação e o fornecimento dos imunossupressores até o fim da vida do paciente é o Brasil”, completa.

Nos últimos três anos, o número de pessoas aguardando por um transplante de órgão no Brasil caiu 36%. Atualmente, o Brasil tem 13,4 doadores de órgãos por milhão de pessoas.

Fonte: MS

sábado, 24 de maio de 2014

Saúde da Criança: Conheça os benefícios do Método Canguru


Há 14 anos, vários bebês que nascem prematuros ou com baixo peso no Sistema Único de Saúde (SUS) têm usufruído de um método capaz de oferecer vários benefícios a essas crianças que precisam de cuidados especiais. O método canguru aproxima o bebê dos pais, deixando a criança menos tempo na incubadora e mais tempo no colo da mãe e do pai, conforme explica a consultora da Área Técnica da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Zeni Lamy.

“Transfere o bebê da incubadora para o colo da mãe, esse colo tem que estar desnudo, ela não pode estar com roupa, é muito importante o contato da pele do bebê com a pele da mãe ou do pai, e ela deve estar sentada, depois é colocada uma faixa e depois a roupa dela, ou a roupa da UTI, e aí é importante que ela relaxa, que a cadeira tenha encosto, que tenha sustentação para os pés", destaca Zeni.

A consultora do Ministério da Saúde falou também sobre os benefícios do método canguru. “Um grande estímulo ao aleitamento materno, o aumento do vínculo materno, o método canguru tem reduzido abandono dos bebês nas maternidades e também temos trabalhos mostrando que esse bebê é melhor cuidado em casa, as mães, os pais, que participam do método canguru eles têm maior atenção ao retorno dessa criança aos ambulatórios, com a caderneta de vacinação isso também é muito importante na redução da mortalidade infantil”, afirma.

O bebê da cabeleireira Elenilde Lima foi beneficiado recentemente pelo método canguru oferecido pelo Hospital da Universidade Federal do Maranhão. A criança nasceu no início do sexto mês de gestação, pesando apenas 700 gramas. “Depois que eu comecei a fazer o método canguru eu me senti mais segura, eu criei mais vínculo. Senti que quando a gente fazia o método canguru mais vezes, por mais horas, eu senti ele melhor, ganhando peso, do que outros bebês que as mães não estão, não podem”, conta Elenilde, destacando que o método foi fundamental para o desenvolvimento da criança.

Cerca de 160 maternidades brasileiras vinculadas ao SUS utilizam o Método Canguru. Para saber mais, acesse www.saude.gov.br/crianca

Fonte: MS