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sexta-feira, 20 de abril de 2012

PLANO ESTRATÉGICO PÓS 2016 - DOWNLOAD


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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, apresentou na noite de terça-feira, dia 17, o Plano Estratégico da Cidade que reúne 56 metas e 58 iniciativas a serem executadas nos próximos quatro anos. Durante o evento, realizado nos Galpões da Gamboa, na Zona Portuária, o prefeito destacou a necessidade de se ter uma cidade mais integrada, internacional, que volte a sonhar e que seja capaz de realizar, superando o passado para planejar o futuro.

O plano agrupa metas e iniciativas em 10 áreas de resultado: saúde; educação; transportes; habitação e urbanização; ordem e conservação; desenvolvimento econômico; gestão e finanças públicas; meio ambiente e sustentabilidade; cultura e desenvolvimento social.
"São ideias muito concretas e, quando se faz um plano como esse, ousado, o que a gente quer é comprometimento para conseguir passar por qualquer barreira, obstáculo" - Prefeito Eduardo Paes.

Como inovação, Paes citou a iniciativa da criação do Conselho da Cidade, por meio do qual 150 cidadãos das mais diferentes áreas, como jornalismo, arquitetura, engenharia, economia, artes, e meio ambiente, além de entidades de classe e associações civis, podem refletir sobre a visão de futuro e definir o Rio que o carioca deseja viver, trabalhar e conhecer.

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Além de ampliar a participação da sociedade com a criação do conselho, o poder público municipal também realizou pesquisas de opinião e somou mais de duas mil horas de reuniões com integrantes do governo e da sociedade civil.

Sobre a escolha do local para a realização do evento, o prefeito falou que a Zona Portuária é objeto da maior parceria público-privada do Brasil e que representa, atualmente, um terço de todas as parcerias do tipo, somando R$ 8 bilhões.

- Esse espaço é o coração desse Rio que a gente quer que surja. Estamos aqui numas dessas lendas urbanas, que durante tanto tempo a gente ouviu que ia ser revitalizada e, hoje, está recebendo obras de infraestrutura de R$ 4 bilhões, sem que a prefeitura tenha investido dinheiro público, explicou o prefeito.

Metas contemplam educação, saúde, transportes, entre outras áreas.

Fonte: CVAS RIO

quarta-feira, 18 de abril de 2012

EPIDEMIA DE DENGUE NO RIO DEVE SER ANUNCIADA EM BREVE, DIZ SECRETÁRIO

Hans Dohmann diz que meses de abril e maio são os mais críticos. Em relação à mortalidade, o resultado é inferior ao ano passado.

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A prefeitura do Rio deve confirmar, nas próximas semanas, uma epidemia de dengue na capital fluminense, segundo o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann. “Com certeza confirmaremos a epidemia nas próximas semanas, isso está cada vez mais claro, como a gente anunciou desde o ano passado. Por isso, uma série de medidas foram tomadas. Em relação à mortalidade, aí sim a gente está com um resultado muito inferior em relação ao ano passado e em relação a epidemia de 2008”, afirmou o secretário em entrevista ao Bom Dia Rio.

Segundo o último balanço da secretaria de Saúde.Já são mais de 53.600 casos de dengue no estado. Dez pessoas morreram, sendo 9 no município do Rio de Janeiro. De acordo com Dohmann, neste momento é preciso ter atenção dobrada, pois os meses de abril e maio são os mais críticos. “O grande momento agora são os próximos meses agora de abril e maio, onde os maiores números de casos vão se concentrar”, afirmou. Segundo a prefeitura do Rio, três regiões da cidade vivem um surto da dengue. A população dessas três áreas é de 1,7 milhão pessoas, mais de um quarto dos moradores do Rio.
Segundo Dohmann, é fundamental combater os focos, lembrando que dois terços das contaminações se dão em ambiente residencial. “ A qualquer sintoma, procurar os postos de saúde, as clínicas da família, os pólos de atendimento à dengue, logo no início, para que a gente possa iniciar o tratamento o mais rápido possível”, explicou o secretário.

A prefeitura do Rio divide a cidade em áreas de planejamento. Em 3 delas já existe surto o doença, que é quando há mais de 300 casos por 100 mil habitantes em um único mês. Na região de Campo Grande, na Zona Oeste, que envolve outros quatro bairros, são mais de 657,5 casos por 100 mil habitantes. Na área de planejamento de Irajá, Madureira, Anchieta, Pavuna e outros 25 bairros, são 516,9 casos por 100 mil habitantes. Na região de Bangu, Realengo e mais 8 bairros a proporção supera 300 casos por 100 mil habitantes. Em todos esses bairros a prefeitura aumentou em 30% o número de funcionários nos pólos de atendimento a dengue, específicos para o tratamento da doença.

O número de casos identificados de janeiro até a semana passada ainda é bem menor que em 2008, quando ocorreu a última epidemia de dengue. Em 2008 foram registrados 92.737 casos de dengue, contra 40.252 identificados este ano. Mas já supera a quantidade registrada no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 38.550.

De acordo com o secretário, como a prefeitura identificou essa possibilidade de epidemia, foi possível fazer um planejamento. “A gente vem reforçando, além desses 30%, ontem aumentamos a quantidade de auxiliares nos postos, para termos mais agilidade”, disse Dohmann, ressaltando que no próximo final de semana será realizada uma ação específica nas áreas que estão com surto de dengue.

Fonte: G1

terça-feira, 17 de abril de 2012

BACTÉRIA PODE AJUDAR A CONTROLAR MOSQUITO DA DENGUE


Embora o foco principal da pesquisa
seja a dengue, os efeitos da Wolbachia
sobre o Aedes aegypti indicam que
outras doenças transmitidas por este mosquito
também poderiam ser controladas.
[Imagem: Fiocruz]
Uma bactéria comum - encontrada em 60% dos insetos - pode ser eficaz no combate a doenças como dengue e malária.

Esta é a aposta de uma pesquisa coordenada pela Universidade de Queensland, na Austrália, que conta com a participação de um cientista do Centro de Pesquisa René Rachou, da Fiocruz Minas.

A nova estratégia consiste em infectar mosquitos vetores de doenças com a bactéria Wolbachia.

A bactéria fortalece o sistema imunológico do mosquito e diminui a longevidade do inseto. Assim, o mosquito Aedes aegypti não seria infectado pelo vírus da dengue e, mesmo se fosse, o inseto viveria por pouco tempo, reduzindo o risco de transmissão da doença para o homem.
Foco na dengue

Embora o foco principal da pesquisa seja a dengue, os efeitos da Wolbachia sobre o Aedes aegyptiindicam que outras doenças transmitidas por este mosquito também poderiam ser controladas.

Não está totalmente claro, entretanto, de que maneira a Wolbachia atua no organismo de mosquitos vetores.

"Apenas a presença da bactéria já aumenta a expressão de alguns genes de imunidade no inseto", diz o pesquisador Luciano Moreira, principal autor do trabalho.

De acordo com Moreira, outros fatores podem estar em ação. "Como esta bactéria é intracelular, assim como os vírus, pode ocorrer uma competição pelos nutrientes celulares", sugere.

Transmissão de bactéria

A Wolbachia tem a capacidade de se perpetuar de geração para geração. Isso porque a bactéria se localiza em vários tecidos do inseto, inclusive nos ovários, alcançando o ovo em formação e, assim, sendo transmitida para a prole.

"Essa cepa de bactéria causa a incompatibilidade citoplasmática, o que dá vantagem às fêmeas infectadas pela bactéria: cruzamentos de machos infectados com fêmeas não infectadas não produzem descendentes", explica Moreira, que atualmente faz pós-doutorado na Universidade de Queensland.

Os efeitos da bactéria no organismo dos insetos vão além. Algumas cepas da Wolbachia podem, inclusive, induzir a produção de machos transexuais, tudo para ampliar a proliferação bacteriana.

"A feminização talvez seja a estratégia mais óbvia para que uma bactéria como a Wolbachia seja transmitida pela mãe. Como os machos são 'sem-saída' para a herança de fatores do citoplasma, a conversão de machos para fêmeas dobra a chance de transmissão da bactéria para a geração seguinte. Até hoje, entretanto, esse efeito é o mais raro entre os causados pela Wolbachia", afirma Moreira.

Bactéria que protege contra vírus

Vale lembrar que jamais foram encontrados mosquitos Aedes aegypti que carregassem naturalmente bactérias Wolbachia.

O processo de inserção da bactéria nesses mosquitos levou mais de quatro anos.

Já outro vetor da dengue, o Aedes albopictus, hospeda naturalmente duas cepas diferentes de Wolbachia. Entretanto, ainda não se sabe se no A. albopictus a bactéria produz algum efeito inibidor do vírus da dengue. Esse efeito explicaria a posição do A. albopictus como vetor secundário.

A inspiração para a pesquisa veio de outro trabalho, no qual pesquisadores mostraram que a Drosophila, popularmente conhecida como mosca-das-frutas, quando infectada pela Wolbachia, ficava protegida contra vírus específicos.

"A partir daí nos interessamos em descobrir qual seria o efeito para importantes doenças, como a dengue e a malária", conta Moreira.

Dengue, Chikungunya e febre amarela

A pesquisa, que envolve cientistas de vários países e é coordenada pelo professor Scott O'Neill, prioriza o combate à dengue. Ela é financiada, principalmente, pela Fundação Bill e Melinda Gates.

Até o próximo ano, mosquitos A. aegypti infectados com a bactéria Wolbachia devem ser liberados em áreas atingidas pela dengue na Austrália.

"Tão logo seja comprovado que a bactéria é capaz de bloquear a doença nessas localidades, há planos de liberação no Vietnã e na Tailândia, onde também já existem trabalhos nesse sentido", diz Moreira.

A médio e longo prazo, a população do mosquito deve ser monitorada com o objetivo de detectar a presença da bactéria.

Embora o foco principal da pesquisa seja a dengue, os efeitos da Wolbachia sobre o A. aegypti indicam que outras doenças transmitidas por este mosquito também poderiam ser controladas.

Entre elas destaca-se a febre Chikungunya, que ocorre em áreas tropicais da África e é responsável por surtos na Índia, na Malásia e mesmo na Europa.

Trata-se de uma doença com sintomas semelhantes aos da dengue, como febre alta e dores nas articulações, sendo que estas dores podem durar de meses a anos após a infecção. Embora apresente hoje uma incidência menor, a febre Chikungunya tem potencial de se espalhar pelo mundo, já que é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue.

"O efeito da Wolbachia no bloqueio da febre amarela, também transmitida pelo A. aegypti, está no momento sendo estudado e, possivelmente, deverá trazer resultados promissores", defende Moreira.

Vários laboratórios do mundo também já vêm tentando infectar mosquitos Anopheles, transmissores da malária, com a bactéria Wolbachia. "Em nosso trabalho, mostramos que os A. aegypti que contêm a bactéria se tornam menos suscetíveis à infecção pelo parasito da malária aviária, o que nos faz acreditar que, possivelmente, o mesmo possa ocorrer em relação ao parasito que causa a doença em humanos", comenta Moreira.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA CURSOS DE INVERNO NA ENSP

Estão abertas as inscrições para mais uma edição do Seminário David Capistrano da Costa Filho de Atualização em Saúde e Ambiente, promovido pelo Programa de Pós-graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente da ENSP. A sétima edição dos Cursos de Inverno acontece no período de 9 a 27 de julho de 2012 e traz 21 disciplinas de curta duração que abordam diferentes aspectos conceituais nessa área temática. As inscrições estão abertas até o dia 15 de junho e devem ser feitas pelo endereço eletrônico selribeiro@ensp.fiocruz.br.

Os Cursos de Inverno da ENSP têm o objetivo de permitir aos pesquisadores e alunos de diferentes programas de pós-graduação acesso ao que de mais recente vem se produzindo na área de Saúde e Ambiente. A diversidade de temas oferecidos contribuiu para a inscrição de mais de 200 candidatos em cada uma das duas últimas edições.

A cada nova edição o Seminário David Capistrano busca ampliar a abrangência temática dos cursos ofertados em função das necessidades observadas nesse campo de atuação, segundo o coordenador Sergio Koifman. Em 2012, serão oferecidos 21 cursos, dos quais sete são inéditos: Contaminantes químicos ambientais em água de abastecimento público, que analisará a toxicidade dos principais contaminantes da água para consumo humano; Metodologias de avaliação de risco para a exposição humana à contaminação ambiental, que debaterá os métodos de avaliação de risco para saúde humana decorrentes de exposições ambienatais e sua aplicação; Tópicos de biologia molecular aplicada à pesquisa ambiental e ao diagnóstico clinico, onde serão discutidas as principais aplicações da biologia molecular no campo da pesquisa ambiental e clínica; Introdução à toxicologia forense, abordando as bases conceituais e aplicações desse importante campo do conhecimento em expansão; Ecogenotoxicologia e avaliação da qualidade ambiental, que apresentará o debate sobre os danos causados por agentes genotóxicos e os principais testes utilizados atualmente para avaliá-los; e Saúde ambiental infantil, que debaterá os efeitos de diversas exposições ambientais no organismo da criança e como elas podem impactar seu estado de saúde tanto durante a infância como durante a vida adulta.

Entre as novas disciplinas, incluem-se também duas de suporte instrumental às atividades de pesquisa: Construção e validação de instrumentos de coleta de dados (questionários) para a pesquisa em saúde e o curso sobre como Organizar e formatar referências bibliográficas empregando o EndnoteWeb. As aulas valerão créditos acadêmicos no Programa de Pós-Graduação de Saúde Pública e Meio Ambiente da ENSP, mas também serão abertos aos alunos de outros programas de pós-graduação, a pesquisadores ou outros profissionais de quaisquer instituições que atendam aos pré-requisitos específicos. A carga horária varia entre 15 e 30 horas (1 a 2 créditos).

Confira a relação dos cursos oferecidos em 2012
  • Agrotóxicos e seus impactos sobre a saúde no Brasil
  • Ambiente, saúde e doença: aspectos filosóficos
  • Biologia molecular aplicada à pesquisa ambiental e ao diagnóstico clínico
  • Construção e validação de instrumentos de coleta de dados (questionários) para pesquisa em Saúde
  • Contaminantes químicos ambientais em água de abastecimento público
  • Direito ambiental e saúde
  • Ecogenotoxicidade e avaliação da qualidade ambiental
  • Economia, saúde e ambiente
  • Efeitos de exposições ambientais no ciclo de vida
  • Exposições ambientais e distúrbios neurocomportamentais na infância
  • Estudos de fauna para avaliação da saúde de ecossistemas
  • Genética, ambiente e enfermidade
  • Introdução à toxicologia forense
  • Metodologia da investigação: o desenho do projeto
  • Metodologias de avaliação de risco da exposição humana à contaminantes ambientais
  • Metais no ambiente e na saúde humana: aspectos toxicológicos e avaliação de exposição
  • Organizar e formatar referências bibliográficas empregando o EndNote Web
  • Saúde ambiental infantil
  • Saúde, ambiente e comunicação
  • Saúde do trabalhador sob um perspectiva de saúde ambiental
  • Vigilância ambiental: aplicação do modelo da OMS (Força Motriz, Pressão, Estado/ Situação, Exposição, Efeito e Ação) Estudo de Casos

As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail selribeiro@ensp.fiocruz.br ou pelo telefone (021) 2598-2546. Caso o número de candidatos supere o das vagas, os critérios de seleção ficarão a cargo dos coordenadores das disciplinas.

Fonte: ENSP