Mostrando postagens com marcador Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS).. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS).. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Saúde realiza ações de conscientização sobre tabagismo na infância e na adolescência

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos fumantes experimentam o cigarro e se tornam dependentes até os 19 anos de idade. Para alertar os pais sobre os riscos do fumo para os pequenos, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza este mês ações de orientação e prevenção. As atividades marcam o Dia da Conscientização da Criança e do Adolescente quanto ao Risco do Tabagismo. Instituída pela Lei Municipal 5.577/2013, a data – 11 de outubro – é uma oportunidade para que profissionais de educação, saúde e sociedade em geral possam informar e proteger as novas gerações sobre um produto que traz dependência e é extremamente prejudicial à vida de fumantes e dos que convivem com ele: o tabaco.

O programa de Controle do Tabagismo, em parceria com o Programa Academia Carioca e a Rede de Adolescentes Promotores da Saúde (RAP da Saúde), realiza durante o mês de outubro atividades nas escolas municipais e nas unidades de saúde com orientações sobre os fatores de risco do consumo de produtos derivados do tabaco. Os malefícios não atingem apenas os fumantes, mas toda a sociedade. A prevenção do tabagismo e o esclarecimento acerca de proteção à saúde buscam a construção de uma sociedade mais consciente com cidadãos mais saudáveis.

Segundo a OMS, o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo, matando cerca de 50% de usuários regulares. O cigarro é o único produto que mata quando consumido como orientam os seus fabricantes. É considerado o mais importante fator de risco isolado para cerca de 50 doenças, dentre elas as cardiovasculares, o câncer e o enfisema. Em média, uma pessoa que fuma um maço de cigarros ou mais por dia vive sete anos a menos do que uma pessoa que nunca fumou. O tabagismo é uma doença crônica gerada pela dependência da nicotina, que mata cerca de cinco milhões de pessoas por ano no mundo, sendo 200.000 no Brasil.

Tabagismo em crianças e adolescentes 

Crianças e adolescentes têm sido expostos cada vez mais cedo ao tabagismo. Com a estatística de que 90% dos fumantes experimentam o cigarro e se tornam dependentes até os 19 anos de idade, a OMS considera o tabagismo uma doença pediátrica. No Brasil, o tabaco é a segunda droga mais consumida entre adolescentes. Pesquisas nacionais apontam níveis preocupantes de experimentação e iniciação de adolescentes no tabagismo, especialmente entre as meninas. 

A nicotina é uma droga que causa dependência em cerca de 60% dos que a experimentam. Estudos demonstram a grande vulnerabilidade do cérebro dos adolescentes à dependência ao tabaco, que tende a se instalar logo nos primeiros contatos com o cigarro. Entre os jovens, os danos à saúde causados pelo tabagismo, em curto prazo, incluem problemas respiratórios, dependência da nicotina e o risco associado ao uso de outras drogas. 

Tabagismo passivo

O tabagismo também atinge os não fumantes expostos à fumaça de produtos de tabaco em recintos coletivos (tabagismo passivo), com risco de desenvolver também câncer, infarto, infecções respiratórias, dentre outros agravos. Por isso, em ambientes de trabalho, o tabagismo passivo é considerado um risco ocupacional.

A exposição ao tabagismo passivo também causa uma série de malefícios às crianças. O tabagismo dos pais pode provocar doenças respiratórias como bronquite e pneumonia, particularmente durante o primeiro ano de vida, além de agravar a asma e causar otite média. O fumo passivo reduz ainda a taxa de crescimento da função pulmonar durante a infância. Este efeito tem sido associado ao tabagismo materno durante a gravidez e com a exposição ao fumo passivo depois do nascimento. A exposição de mulheres não fumantes ao fumo passivo durante a gravidez pode causar baixo peso do feto ao nascer e parto prematuro, além do retardo no crescimento intra-uterino e o aborto espontâneo.

Confira a programação para os próximos dias:

Dia 16:
- 9h - Ações de saúde no CIEP Lamartine Babo, em Campo Grande. 
- 9h - Ações de saúde na Escola Municipal Cesário Alvim, em Campo Grande. 

Dia 19:
- 10 às 15h – Roda de conversa no CMS Sylvio F. Brauner, em Costa Barros.
- Visita do RAP da Saúde à Escola Municipal Barão da Taquara, na Taquara.

Dia 22:
- 10h – Roda de conversa na Clínica da Família Zilda Arns e no CMS Alemão, no Complexo do Alemão, com mobilização sobre os malefícios do tabagismo
- 14h - Ações de saúde na Escola Municipal Nestor Victor, em Pedra de Guaratiba.
- 14h - Ações de saúde na Escola Municipal Engenheiro Gastão Rangel, em Guaratiba.
- Ações de saúde no CIEP Posseiro Mário Vaz, em Pedra de Guaratiba.
- Ações de saúde na Escola Municipal Giuseppe Melchiori, Guaratiba.

Dia 26:
- Visita do RAP da Saúde à Escola Municipal Virgílio Várzea, na Pechincha. 

Fonte: SMS RJ 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Garotinho tenta escapar da fumaça da mãe em campanha antifumo

Filhos de pais fumantes acabam absorvendo o fumo por tabela, sem terem a chance de dizer não. É o caso, por exemplo, do garotinho que protagoniza The Breath Holder, filme dirigido por Mikko & Marko para a Cancer Society of Finland. 

Com criação da Havas Worldwide de Helsinki e produção do Studio Arkadena e Sauna International, o comercial mostra o problema de um ângulo diferente – e até mesmo bem-humorado – com um garotinho que faz de tudo para aumentar o tempo que consegue prender a respiração. O que parece ser apenas um capricho infantil ou uma brincadeira, se revela ser, na verdade, uma necessidade, quando ele chega em casa e sua mãe está fumando.

É uma boa reflexão, especialmente para fumantes com filhos pequenos.



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Representante da OMS elogia Lei Brasileira Antifumo

O Brasil tem avançado progressivamente no controle do tabagismo. A avaliação foi feita pela chefe do Secretariado da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS), Vera Luiza da Costa, durante encontro com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em Brasília. Entre as últimas conquistas obtidas, Vera destacou a regulamentação da Lei Antifumo por meio de decreto presidencial, que estabelece ambientes fechados de uso coletivo 100% livres de tabaco. A nova regra entrará em vigor em dezembro deste ano, ou seja, 180 dias após sua publicação no Diário Oficial da União. O objetivo é proteger a população do fumo passivo e contribuir para diminuição do tabagismo entre os brasileiros.

A representante da OMS reconheceu ainda outras iniciativas que coloca o Brasil em posição de vanguarda. “A regulamentação da lei em ambientes livres de fumo associada ao aumento do preço do cigarro, a proibição da propaganda e o impedimento do fumo em locais coletivos fechados, posicionaram os brasileiros como sendo a maior população do mundo protegida dos malefícios passivos do tabaco”, afirmou Vera Luiza. Entretanto, ela apontou alguns desafios para o país nesta área, como a proibição de aditivos em cigarros, e a necessidade do Brasil manifestar seu apoio ao Protocolo de Cooperação Internacional para combate ao comércio ilícito dos produtos do tabaco, que precisa ser ratificado por 40 países para entrar em vigor, inclusive o Brasil.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou o Brasil como referência internacional, sendo o único a construir historicamente, com esforço conjunto entre governo e sociedade, uma política antitabagismo de muitos resultados. “É fundamental que todos continuem enfrentando o tabagismo como um grave problema de saúde pública e um desafio para que a sociedade possa viver de forma mais saudável. A regulamentação da Lei Antifumo é um grande avanço para o Brasil. É a possibilidade concreta que temos de viver em ambientes livres do tabaco, e cada vez mais fortemente protegidos pela regulamentação moderna que o Brasil vem construindo”, afirmou o ministro.



A chefe do Secretariado da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS), Vera Luiza da Costa, participa, nesta quinta-feira (21), em Brasília, de encontro para tratar dos temas que serão apresentados pelo Brasil na 6ª Conferência das Partes (COP 6) da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), prevista para outubro deste ano, na Rússia.

De acordo com a Lei Antifumo recentemente regulamentada, está proibido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo. Os narguilés também estão vetados. A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, permitindo somente a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo. A legislação anterior permitia as propagandas no display.

Outra obrigatoriedade prevista é o aumento dos espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco, que deverão aparecer em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais. A partir de 2016, deverá ser incluído ainda texto de advertência adicional em 30% da parte frontal dos maços dos cigarros.

Além da nova lei, o Brasil conta ainda com outras duas importantes medidas que buscam diminuir o impacto do tabaco na vida das pessoas. A primeira delas é o aumento do preço a partir da edição de lei em 2011, que já é um consenso internacional, seguida da proibição da propaganda. “Temos uma taxa média de prevalência de tabagismo de 11,3%, consideradas uma das mais baixas em comparação com as de outros países. Isso é sinal de que as nossas políticas, trabalhadas desde o início do Sistema Único de Saúde (SUS), são consistentes e estão evoluindo. Ainda temos desafios a enfrentar. Um deles é impedir a iniciação do fumo na juventude”, avaliou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa, que também participou da reunião.

PREVALÊNCIA - No Brasil, o número de fumantes permanece em queda. Segundo o Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), o percentual caiu 28% nos últimos oito anos. Em 2006, 15,7% da população adulta que vive nas capitais fumava. Em 2013, a prevalência caiu para 11,3%. O dado é três vezes menor que o índice de 1989, quando a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 34,8% de fumantes na população. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 9% até 2022.

O Sistema Único de Saúde oferece tratamento para quem deseja parar de fumar. Atualmente, há 23.387 equipes da família, em 4.375 municípios, preparadas para atender a população. Além do acompanhamento profissional, são oferecidos medicamentos, como adesivos, pastilhas, gomas de mascar e o antidepressivo bupropiona. O Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para compra desses medicamentos, ofertado no tratamento contra o tabagismo.

Responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil, o tabagismo é reconhecido, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, fator de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer.

Os cânceres de pulmão e laringe são os que mais matam e representam 12,3% dos tipos de câncer no Brasil. Em 2012, o país registrou 23.501 óbitos de câncer de pulmão e 4.339 de laringe. Para 2014, estima-se o surgimento de 27,3 mil novos casos de câncer de pulmão e 6.870 de laringe.

Fonte: MS