A Prefeitura do Rio lançou na manhã desta terça-feira, dia 14, a campanha “Rio Carnaval Sem Preconceito”. Sucesso ano passado, a campanha retoma de cara nova e com o propósito de orientar cariocas e turistas contra os mais diversos tipos de preconceito e as formas de denunciá-los. Entre as ações, que vão se espalhar por toda a cidade, será veiculada em rádio, televisão, bailes o samba-enredo composto pelos bambas Arlindo Cruz e Luana Carvalho.
Através da Coordenadoria Especial da Diversidade Social (CEDS), a Prefeitura do Rio une o espírito festivo dessa época à necessidade de se respeitar o próximo com o lema “tolerância zero com a discriminação”.
Em cerimônia realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Teixeira, que estava representando o prefeito Eduardo Paes, falou da importância do poder público na luta contra o preconceito:
Além da veiculação do samba, serão distribuídos - em blocos, praias, bailes, aeroportos e na rodoviária Novo Rio - panfletos informativos sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), distribuição de preservativos e lubrificantes provenientes da parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil; cartões com telefones úteis aos cidadãos e outras informações sobre os dias de carnaval na cidade, tendo como base o guia da Riotur.
O coordenador da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson, disse que o samba da campanha brada com o preconceito:
- Nossa intenção é apresentar uma campanha que fale pelos Direitos Humanos de todo e qualquer cidadão, independente de sua orientação sexual, de sua raça, de religião. Estamos falando em direito do cidadão. Como diz bem a letra, sem cor e sem crença, vale tudo em nome do amor.
Para Luana Carvalho, a compositora do samba enredo, essa é uma das causas mais importantes do mundo.
- Estou muito honrada em fazer parte da campanha dessa maneira: usando a poesia que eu absorvi durante a vida para falar da cidade, para defender os cidadãos e para entra no carnaval com essa bandeira. Eu nasci no carnaval e eu volto agora com essa bandeira.
O Rio de Janeiro foi pioneiro no país na criação de lei que pune práticas discriminatórias contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs). A lei número 2475/1996, regulamentada pelo Decreto 33.033/2008, assegura que nenhum estabelecimento comercial ou repartição pública do município pode discriminar pessoas em virtude de sua orientação sexual ou identidade de gênero.
Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro



19:43
Sebástian Freire
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