Os brasileiros estão apostando cada vez mais em tratamentos à base de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos, inclusive fornecidos pelo SUS que, para garantir o uso sustentável da biodiversidade brasileira, lança carimbo e selo de garantia.
Se há três anos não passava de 6 mil o número de pessoas que procuravam esses produtos nas farmácias de atenção básica, hoje são cerca de 16 mil, um crescimento de 161%.
Ministério da Saúde para garantir o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos no país, já está presente em cerca de 3.250 unidades de 930 municípios brasileiros.
“Os fitoterápicos têm uma participação importante no mercado de medicamentos porque eles refletem também nossa cultura, nossa tradição e história. Além disso, são medicamentos de baixo custo aos quais parte da população está habituada, pois aprendeu a usá-los com seus avós e pais. É importante que possamos ampliar o acesso a fitoterápicos no SUS, hoje disponibilizados em cerca de 3.250 unidades de 930 municípios”, afirma o ministro Ricardo Barros.
Em média, por ano, a política beneficia 12 mil pessoas que utilizam medicamentos fitoterápicos industrializados, fitoterápicos manipulados, drogas vegetais e planta medicinal fresca. Atualmente, o SUS oferta doze medicamentos fitoterápicos. Eles são indicados, por exemplo, para uso ginecológico, tratamento de queimaduras, auxiliares terapêuticos de gastrite e úlcera, além de medicamentos com indicação para artrite e osteoartrite.
De acordo com o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), os fitoterápicos mais utilizados na rede pública são o guaco, a espinheira-santa e a isoflavona-de-soja, indicados como coadjuvantes no tratamento de problemas respiratórios, gastrite e úlcera e sintomas do climaterio.
Os produtos fitoterápicos e plantas medicinais, assim como todos os medicamentos convencionais, são testados para o conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, e também para garantir a qualidade do insumo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e às Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estaduais são responsáveis pelo controle desses medicamentos.
Fonte: Blog da Saúde



06:10
Sebástian Freire
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